SOMOS HISPANOS, MAS NÃO SOMOS ESPANHÓIS. OU SOMOS? – por Carlos Loures

D. Afonso, per graça de Deus Rei de Castela e de León e de Portugal e de Toledo e de Galiza e de Sevilha e de Córdova e de Murcia e de Jaen e dos Algarves daquém e dalém-mar em África e da Aljazira e de Gibraltar e Senhor de Biscaia e de Molina. Durante muitos meses, no ano de 1475, na sequência do episódio da Beltraneja, o nosso D. Afonso V usou estes títulos. Era vulgar as insígnias reais conterem este tipo de bazófias. Por isso, o facto de os reis católicos designarem por Espanha o conjunto de Castela e Leão e de Aragão, correspondia ao costume da época.

 A um professor da Universidade de Barcelona ouvi falar de uma carta de D. João II a seus primos Isabel e Fernando, censurando-lhes o atrevimento de designarem por Espanha o conjunto dos seus dois reinos. Uma frase que circula na rede em português e em castelhano  “Falai de castelhanos e de portugueses, porque espanhóis somos todos”,é atribuída a  Camões.  E há uma citação de Almeida Garrett – «Nem uma só vez se achará em nossos escritores a palavra «espanhol» designando exclusivamente ao habitante da Península não português.» (…)«Aragoneses, Castelhanos, Portugueses, todos éramos, por estranhos e próprios, comummente chamados «espanhóis» assim como ainda hoje chamamos «alemão» ao Prussiano, Saxão, Hannoveriano, Austríaco: assim como o Napolitano, o Milanês, o Veneziano e o Piemontês recebem indistintamente o nome de Italianos.»(…)« Mas espanhóis somos, de espanhóis nos devemos apreciar todos os que habitamos à Península Ibérica: Castelhanos nunca».

E temos palavras de Menéndez Pelayo: “El nombre de España, que hoy abusivamente aplicamos al reino unido de Castilla, Aragón y Navarra, es un nombre de región, un nombre geografico, y Portugal es y será tierra española, aunque permanezca independiente por edades infinitas;»

 Porque o projecto de reunir na mesma cabeça a coora de todos os reinos peninsulares, não era pecado exclusivo de Isabel e de Fernando. D. João II, quando casou o infante D. Afonso com Isabel de Aragão, a filha mais velha dos reis católicos, ambos ianda crianças, acalentava o mesmo sonho – o de pôr toda a Península com um rei português. O irmão de Isabel de Aragão, Juan era uma criança enfermiça que se chegasse à idade adulta não teria capacidade para reinar. Mas o infante português caiu de um cavalo e morreu. Os reis católicos tentaram junto do Papa a dissolução do casamento, mas não conseguiram. A queda do cavalo deu lugar a especulações. Aquilo a que hoje chamaríamos «teoria da conspiração»

A carta do Príncipe Perfeito não aparece, a frase de Camões não a consigo localizar e a citação de Garrett, dizem estar retocada por Menéndez Pelayo. Mas nenhum destes documentos, imaginários, existentes, apócrifos ou reais, vai no sentido de nos espanholizar na acepção que Saramago e Artur Pérez-Riverte defenderam – o da integração pura e simples de Portugal como região autonómica. Apenas se diz o óbvio – somos todos hispanos. Hispanos, mas nunca castelhanos, como terá dito Garrett.

 

 

21 comments

  1. Juan Román

    Querido amigo, es bien cierto que el nombre de España o Espanha sólo es una evolución del latino Hispania que se refería a toda la península. Durante siglos se llamaría, pues, España a toda la pensínsula, a menudo en plural (las Españas) quizá para poner de manifiesto su pluralidad, no sé. Pero sí está claro que es una denominación geográfica, algo así como el concepto de ser europeo. La separación de Portugal de la monarquía católica en 1640-1668, tan traumática a este lado de la raya, así como la apropiación del término España por los reyes de Castilla y Aragón, harán que a principios del siglo XVIII, el concepto de España sea el actual, sin Portugal. Entiéndase que era un concepto geográfico, pero con un ideal de unidad detrás.
    Hay muchos ejemplos de todo esto. Por ejemplo, la candidatura del rey de Portugal a suceder a Carlos II de España, el último Austria, muerto en 1700. No tenía posibilidades, pero el portugués aparece como español frente a los extranjeros (austriaco y francés) en la correspondencia mantenida por diplomáticos de su país. O el propio Camoes, cuya frase seguramente no es cierta, pero que el Os Lusiadas define a los portugueses como “uma gente fortisima de Espanha” (ya perdonarás si hay alguna falta, porque lo pongo de memoria. En fin, que creo que muchas cosas nos unen, más de las que nos separan. Y por cierto, yo tampoco soy castellano, sino aragonés. Gracias por tu buen articulo. Un abrazo.

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    • Meu Caro Amigo,
      Claro que o que nos une é muito forte – somos povos irmãos. Admiro a literatura em língua castelhana e a cultura castelhana em geral. O pior é o espanholismo, o conceito imperial que continua a existir em muitas cabeças do vosso estado e o direito a que se arrogam de aculturar nações com cultura e história próprias. Irmãos que procuram obrigar outros irmãos a aceitaruma língua e uma história que não é a sua, sob a égide de um rei que foi um títere de Franco. É isto que nos separa. Quando catalães, galegos, bascos. possam decidir os seus destinos livremente e quando Espanha seja somente a nação dos que querem ser espanhóis, nessa altura a boa harmonia voltará à família. E que Espanha volte a ser uma República como era quando os exércitos fascistas invadiram o território. Caro Juan Román, quando queiras poderás defender os teus pontos de vista neste blogue. Serás bem-vindo. Um abraço.

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  2. Juan Román

    Amigo Carlos, espero que no me hayas interpretado mal. Sólo pretendía recordar que el término España nació en la Antigüedad como referido a un contexto geográfico, la península ibérica, y así se mantendrá hasta primeros del siglo XVIII. Pero queda claro que no se refiere al actual Estado Español que, como todos los demás, surge como hoy lo vemos después de las transformaciones que trajo al mundo la Revolución Francesa, aunque es evidente que sólo el tiempo les separa a ambos.
    Por otro lado, sí me gustaría comentarte que no comparto del todo la visión que das de los nacionalistas catalanes, vascos y gallegos. A ver si me explico. Que tienen lengua propia es algo evidente. Pero no creo que haya más diferencias con el resto de los mortales. Todos son territorios que siempre han sido españoles, no es como Portugal, que siempre fue un reino propio aunque cercano. El nacionalismo, amigo, ha creado unos mitos a su alrededor que son falsos. El País Vasco nunca fue un Estado propio, nunca tuvo siquiera unidad política, lo cual no quita a que su lengua y cultura ancestrales les hagan diferentes. Pero una verdad no niega la otra. Hoy, desde la Constitución de 1978, gozan de autonomía. Y una autonomía muy por encima de los demás. Es decir, son privilegiados. Sus lenguas son oficiales. Es más, en el caso de Cataluña, el castellano está excluido de la escuela. No se puede estudiar en español, las clases se imparten obligatoriamente en catalán, salvo que vayas a un colegio privado y pagues lo que te pidan. ¿Sabías eso? Y no sé si sabrás que, por ejemplo, también en Cataluña, es obligatorio rotular en catalán un negocio que tú tengas. O sea, que si tienes una tienda, no puedes ponerle un nombre exclusivamente en español. Y eso por no hablar de las banderas: las españolas no ondean en casi ninguna administración controlada por los nacionalistas, pese a que la ley obliga a ello. Sinceramente, amigo, no te creas tan fácilmente el discurso nacionalista. No son héroes que luchan por la libertad ni por su lengua y cultura. Y, aunque lo fueran, sólo aspiran a tener y conservar privilegios en función de dónde se ha nacido. Y eso no me gusta, porque nos lleva al Antiguo Régimen. Un abrazo.

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    • Caro Juan Román, interpretei bem o teu comentário. Vi que o situavas no plano histórico e vi também que nesse plano tudo o que dizes é compatível com o que penso. Apercebi-me, no entanto, de que a divergência entre o que pensamos se situa mais no presente, na realidade que uma concepção imperial do poder gerou na nossa Península. É verdade que catalães, bascos e galegos têm autonomia, que podem escrever nos seus idiomas, arvorar as suas bandeiras, etiquetar produtos… Quão generoso é o poder central! Tudo isso que, contra vontade concede, retira quando entende que o deve fazer.Têm demasiados direitos? Que os professores catalães falem catalão nas aulas, será um exagero? E que não se fale castelhano nas escolas catalãs, parece-te estranho? E numa escola de Madrid, as aulas podem ser dadas em catalão? É esse sentimento de que se está a fazer uma concessão que demonstra o sentimento imperial. Sentimento que, fez no passado sábado 77 anos, determinou o trágico diálogo entre um peninsular de eleição e um espanhol de pesadelo goyesco, entre a inteligência e a barbárie, entre Unamuno e Millán – Astray. O general considerou que bascos e catalães eram o cancro de Espanha. E gritou um «Morra a inteligência!» que a História regista. Miguel de Unamuno terminou a sua oração de sapiência dizendo – «Vencereis porque tendes força bruta de sobra; mas não convencereis, porque convencer significa persuadir. E para persuadir necessitais de uma coisa que vos falta – razão e direito na luta. E parece-me inútil pedir-vos que penseis em Espanha». Perguntarás e o que tem a ver esse episódio da Guerra Civil com o estado democrático que Espanha é desde 1975? A derradeira frase de Franco «dejo todo bien atado» percebe-se bem no actual contexto histórico em que democratas defendem a herança que o fascismo lhes legou – uma España, una, grande y libre – livre de aceitar o que lhe é imposto por uma cultura de arrogância que dá a uns o direito de decidir pelos outros, para os proteger de si mesmos. Caro Julian Román, somos povos irmãos e somos vizinhos. Podemos escolher os amigos, mas não podemos escolher os irmãos. Pena é que na nossa Península, entre irmãos que deviam reger-se por uma estrita igualdade, haja irmãos que se consideram mais iguais do que os outros.
      Entre os meus amigos há espanhóis. Um por um, sois encantadores. Como povo, sois detestáveis. Desculpa a frontalidade e recebe um abraço.

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  3. Juan Román

    Querido amigo, perdona que vuelva a escribirte, pero siento la necesidad de hacerlo después de oír tus anteriores comentarios. Será la última vez. Aunque vista tu posición marcadamente doctrinaria, supongo que no nos vamos a poner de acuerdo, pero no quiero dejar esto sin explicar algunas cosas claramente, pues parece que no me has entendido, o que no me quieres entender. Ni siquiera me conoces y ya me juzgas y condenas, o eso me parece a mí. Sinceramente creo que tienes unos prejuicios que no te dejan ver las cosas más que desde un único punto de vista y eso te imposibilita ponerte en el lugar de otro (lo que se llama empatía). Intentaré explicarme, dándote las gracias de antemano por tu paciencia.
    1.- Soy aragonés, no castellano, y por tanto, soy español. Y me parece que no debo pedir perdón a nadie por eso. Ya vale de que los españoles tengamos que estar avergonzados de serlo por el mero hecho de haber padecido el régimen franquista. ¿Quiénes fueron los que lo sufrieron en sus propias carnes? A mi abuelo lo fusilaron en 1940. Mi padre siempre fue de izquierdas, al igual que yo. Y todos fueron españoles orgullosos de serlo, sin tener que pedir perdón por su condición. ¿Por qué se puede ser nacionalista catalán, por ejemplo, pero no español? ¿Por qué hoy, que tenemos democracia y libertad, si levantas una bandera eres un luchador de la libertad , pero si levantas otra simplemente un fascista? Eso pudo ser cierto tiempo atrás, pero hoy no. Dime, ¿hasta cuándo va a servir el franquismo como excusa? Hoy no hay pueblos oprimidos en España, aunque sé que tú no lo creerás.
    2.- Llevas razón cuando hablas de la voluntad de un pueblo por ser independiente, como los catalanes. Pero comprende que no es tan fácil decirlo como hacerlo. No se puede saltar alegremente por encima de la ley, aunque ésta no te guste. Además, muchos catalanes no desean la secesión. ¿Qué hacemos con ellos? ¿Que se vayan al exilio, y punto, porque la libertad de un pueblo está por encima? Pero date cuenta el precio que hay que pagar: familias que discuten, que se rompen, que de buenas a primeras ven que sus parientes son extranjeros… Yo tengo familia catalana, toda de origen aragonés, pero catalana ya, ¿me quieres decir que no son españoles, cuando proceden del mismo pueblo de Aragón que yo? No, no es tan fácil la vida como las palabras bonitas. Piensa en una región de Portugal, la que quieras, ¿de verdad es tan sencillo darle la independencia sin más?, ¿de verdad no sentirías en ese caso como si te arrancaran un pedacito de tu propio cuerpo? Esto no sé si lo entenderás, porque en tu país no tenéis nacionalistas con otras lenguas que no sean el portugués; o sea, sólo tenéis nacionalistas portugueses.
    3.- Todos los nacionalismos (todos, también el español, por supuesto, o el portugués), son simplificaciones de la realidad. La España imperial de Franco era ridícula, pues claro. Pero la Cataluña encerrada en sí misma, con odio a todo lo español, no lo es menos. Las dos cosas están mal. Pero las dos, no sólo una. Yo no me extraño de que en Cataluña se den las clases en catalán (¡es su lengua!), que es lo normal, sino de que hay una prohibición de hecho del castellano, que no es lo mismo. Cataluña es una comunidad bilingüe, no monolingüe, y la exclusión del castellano es principalmente por motivos políticos de “construcción nacional”. Y eso, amigo, no me parece bien, porque es lo mismo que hizo Franco pero al revés. La educación en Cataluña, por otro lado, lleva años con un adoctrinamiento político feroz. Sé de lo que hablo, porque he visto algunos libros de historia, y están manipulados, y son diferentes a los de otras zonas. Y te aseguro que conozco bien la historia. Y que yo sepa, la fascista España lo ha consentido, igual que consiente que la bandera española no ondee en muchos edificios públicos dominados por los nacionalistas. Los vascos y catalanes tienen su lengua, su cultura, que es diferente, propia, suya. Muy cierto. Pero como aragonés que soy, me revienta que las llamen “nacionalidades históricas”, es algo que no aguanto. Lo siento. Que les digan “nacionalidades lingüísticas” si quieren, pero históricas… Claro, tú dirás, ahí está el español de mentalidad imperialista. Piénsalo, pero las cosas nunca son tan blancas o tan negras. Por favor, no seas tan duro con los españoles en general, ni tan blando con los nacionalistas catalanes o vascos. Piensa que para un padre es muy duro que un hijo se le vaya de casa odiándole. Porque, como ya te dije antes, catalanes y vascos siempre han sido españoles, la formulación nacionalista “antihispana” es un invento de finales del siglo XIX. Pero claro, dirás que el que se quiera ir debiera poderlo hacer. Y sí, ahí no tengo argumentos que vayan más allá del sentimiento.
    4.- Aspiro a que no me llamen fascista o imperialista por el hecho de haber nacido en España. ¿En tu país a los portugueses que no se avergüenzan de serlo también los llaman fachas? ¿Debemos llamar fachas a todos los vascos por el hecho de que algunos de ellos trataron de imponer la visión de su pequeño mundo por la fuerza de las armas, dejando por el camino cerca de 1000 asesinados y otras tantas familias rotas? Amigo mío, tienes razón cuando dices que la monarquía y su régimen los dejó Franco, pero eso no nos convierte a los españoles en franquistas. Me atrevo a decir que incluso tiene más mérito, porque hemos sabido dotarnos de una democracia equiparable a las demás que tienen los países de nuestro entorno. Y no creo que fuera eso lo que quería el viejo dictador, ¿verdad?. España ya existía antes del 36. ¿Por qué no podemos convivir todos juntos en paz y armonía? ¿Por qué un catalán no nacionalista no te parece ni aun catalán siquiera? ¿Por qué es obligatorio ser nacionalista para ser catalán? ¿Dónde está escrito eso?
    En fin, amigo, ya no te molesto más. Este será el último escrito que te mando. No quiero que me des la razón, sólo quiero que entiendas que el mundo suele ser gris, no blanco brillante o negro cerrado. Ni los españoles son unos fascistas malvados que sojuzgan a los pueblos, ni los nacionalistas catalanes o vascos son unas buenísimas personas que luchan con esfuerzo por su libertad perdida bajo el yugo horrible de los detestables españoles (al contrario, te aseguro que son los más privilegiados de España en muchos aspectos). Gracias y un fuerte abrazo.

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    • Caro amigo, não te julgo e muito menos te condeno – tens o direito de defender aquilo em que acreditas, tal como eu tenho o de defender os meus pontos de vista. Não o faço de uma perspectiva doutrinária – penso com a minha cabeça. Preconceitos, tenho-os. Todos os temos.
      Em 10 de Janeiro a nossa edição perguntava: «Espanha, existe?». Encontrarás respostas curiosas. A minha termina assim – “Na minha opinião e respondendo à pergunta […], digo – «Espanha existe!» Como todos os estados, começou por ser uma ideia fantasiosa, como a de Afonso VII Imperator totius Hispaniæ. Hoje Espanha existe. Sobretudo pela sua cultura, pelos grandes poetas, pintores, pelos seus pensadores. Porém […] continua a ser um reino fantasioso, uma grande potência na imaginação dos espanholistas. Para existir plenamente deveria deixar de ter colónias no seu interior. Quem oprime, não é livre”. Isto é a síntese do que penso. Obviamente que os patriotas espanhóis não são fascistas. Não o posso ter dito. Digo é que a democracia espanhola não corrigiu os crimes de Franco – aceitou um rei que foi um subalterno do ditador e manteve as nações que deviam ser independentes sob o poder centralizado em Madrid. No mínimo, devia ter feito referendos. Quando Franco desencadeou a guerra, Espanha era uma República por decisão do eleitorado. A República levava a cabo um plano de autonomização das nacionalidades e Espanha iria ser uma República Federal. O que fez Adolfo Suárez e quem conduziu a transição – manteve tudo o que Franco fizera. Falas de Portugal, mas a comparação não faz sentido – Quando a democracia chegou para o povo português, as colónias obtiveram a independência. E também não faz sentido comparar as regiões portuguesas com a Catalunha ou o País Basco – Portugal é um estado-nação; Espanha é um conjunto de nações. Meu amigo, não estaremos nunca de acordo; a finalidade de uma discussão não deve ser a de chegar a um consenso, mas a de expor com honesta sinceridade os nossos pontos de vista – e isso ambos o estamos a fazer. Uma divergência é mais enriquecedora do que uma convergência. Repito-te – este blogue está aberto às tuas opiniões. Um abraço.

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  4. Poimadres

    Queridos paisanos,

    Creo que debemos de diferenciar el “ser español” como concepto etno-geográfico y el “ser español” como concepto político. Para ser español étnicamente, basta con haber nacido en esta hermosa península, para ser español políticamente, sólo has de tener un pasaporte que diga “Reino de España”.

    Con respecto a ese Reino, aquí habla un castellano al que le enoja que el Estado Español esté usando desde hace tanto su cultura como herramienta de poder con el que aglutinar a todos los demás pueblos de “las Españas”. Esa acción de aglutinar, efectivamente a lo largo del transcurso de los siglos lo que hizo fué minorizar a ciertas de nuestras culturas, lo que algunos llaman “oprimir” (excepto la portuguesa, ya que se supo ganar el estar al margen de este “juego de tronos”).

    Con todo esto quiero dejar claro que no somos un pueblo que oprime, simplemente somos castellanos. Los que oprimen son los tiranos.

    En favor del pueblo castellano, he de decir que el castellanismo (que pone en tela de juicio el uso que el Estado Español centralista hace de la cultura castellana) es más viejo que el catalanismo, aunque suene increíble. Castellanismo en 1869 (Con el Pacto Federal Castellano) y Catalanismo en 1892 (En las bases de Manresa).

    Queda demostrado que los castellanos no son necesariamente españolistas en todos casos.

    Hasta aquí, supongo que lo dicho le parece bien a Carlos Loures, portugués, miembro de un pueblo que se determinó (y no se autodeterminó, no nos engañemos) por voluntades reales. Por tanto que defiende el derecho a hacer algo similar de nuestros hermanos vascos y catalanes, de formar su nación a imagen y semejanza de la portuguesa.

    En lo personal, lo que más me gusta de esos “ismos” (castellanismo, catalanismo, andalucismo, etc) es que efectivamente, tratan de dar la voz a los pueblos para que decidan hoy que hacer con su futuro político, y no simplemente asumir un modelo de estado heredado de la Edad Media construido sobre bases no democráticas: Eso amigos efectivamente es la España actual, de ahí viene; de un modelo medieval.

    Sin embargo, debo de admitir que Juan Román, aragonés; tiene su parte de razón cuando se queja de los nacionalismos periféricos. El único momento auténtico es el presente. Carlos Loura, no puedes encontrar normal que los catalanes excluyan el castellano de Cataluña por una simple razón: El caso catalán no es igual al caso portugués. Portugal durante estos últimos 1000 o 500 años ha sido independiente y el castellano allí se ha hablado de forma esporádica por parte de viajeros al igual que en castilla el portugués, sin embargo Cataluña no. El castellano es también patrimonio cultural de Cataluña junto al catalán. Modificar artificialmente esto es como bien dijo Juan Román sería “lo contrario” a lo que Franco supuestamente hacía al limitar el uso de las lenguas regionales de España (y digo supuestamente, porque verás que a partir de mediados de los 50 no existieron tales prohibiciones, incluso España fué representada en el Festival Mediterráneo de la canción con un tema en catalán “Se’n va anar” de la artísta Salomé, 1963. Incluso hubo un caso de “secuestro” de una editorial que publicó un artículo de un lector españolista que atacaba el uso del catalán. [Si os resulta difícil de creer os doy la prueba concreta, debo buscarla entre mis archivos]: Se han exagerado en ocasiones y tegiversado en otras ciertos momentos históricos, para amplificar el victimismo nacionalista periférico)

    Los movimientos independentistas se crean una historia ficción, para conseguir el poder total en sus respectivas regiones (apoyado en el manipulable pueblo, claro está) de cierta parte de la casta catalana que busca un cortijo particular. La bandera catalana surgió como inspiración de la de Cuba, justo después de que España perdiera sus colonias… Hasta entonces no los había más españoles que los catalanes (mientras España era una potencia de ultramar, luego ya dejó de ser “interesante” para algunos), el poeta Joan Maragall dijo: “Espanyols? – I tant, ho som mes que els castellans”.

    Anécdotas como estas hay miles… No vamos a empezar a narrar las innumerables historias de carlistas vasco-navarros por ejemplo…. Lo que está claro es que para llegar al punto en que estamos, algo se hizo muy mal, o si se hizo bien de acuerdo al momento histórico, en estos tiempos que corren ya no sirve.

    Miremos Suiza por ejemplo, un pais en que se habla italiano, francés y alemán. ¿Quién es más suizo, el que habla francés, italiano o alemán?. Diría que nadie asocia una de las lenguas en exclusiva al concepto de “helvetico”, pero los suizos me han dicho que como lengua vehicular se suele usar el alemán… pero no por ello llaman a esta lengua “el suizo, lengua oficial de Suiza”.
    Por tanto en España de entrada el primer fallo es llamar “español” al castellano y no a las demás lenguas, y esto no sólo sería una ofensa para los pueblos periféricos a los que se les excluye sus lenguas (por tanto casi a ellos mismos) del concepto de “español”, principalmente es una ofensa para nosotros los castellanos, a los cuales los periféricos nos quieren cambiar el nombre “castellanos” por “españoles”. NO amigos, somos castellanos, esa es nuestra identidad; si tú no eres español, yo tampoco. ¡Españoles todos o ninguno!

    Ahora bien, efectivamente, todo este problema tiene una solución que pasa por dejar de estar bajo el ala monárquica, necesitamos poner fin a este Reino de España. Un modelo Republicano, dejaría libertad para decidir a cada cual qué hacer con su autodeterminación. Esto es lo que estaba ocurriendo en la II República, momento justo en que los facistas derechosos saltaron gritando con voz de pito: “¡España se rompe!”. ¡Claro que ser rompía!, pero la España feudal de los reyes, de los nobles, de la Iglesia, la Inquisición, de los caciques… Pero no se daban cuenta de que se estaba dejando paso a una Nueva España; la de los pueblos libres.

    Estos pueblos libres tendrán luego ocasión de decidir si quieren formar una España unida y en qué términos, por ejemplo el más factible que sería el modelo federal. En este contexto, Portugal debería de aprovechar para efectivamente hacer uso de su derecho de autodeterminación. No debemos confundir que Portugal sea independiente ahora con que os hayais autodeterminado (nunca lo habéis hecho), porque si tiene este “status” no es porque democráticamente los portugueses eligieran en tiempos pasados no tener ningún vínculo político con el resto de pueblos ibéricos, si no que el modelo portugués sufre de un condicionante del mismo género que el modelo español; El ser estados fraguados en la Edad Media sin contar con la voluntad del pueblo, simplemente para satisfacer los deseos de unos reyes (por los que el pueblo mataba y moría estúpidamente).

    En lo personal opino, que el llamado estado español y el llamado estado portugués, comparten no sólo un marco geográfico común, si no un mismo destino político llamado IBERISMO.

    Esta ideología merece ser recuperada del “baúl de los recuerdos” ya que es muy interesante y podría realmente ser la regeneración que nuestras naciones merecen y necesitan (urgentemente). Es una ideología que reconoce el derecho de los pueblos a mantener sus identidades y su gobierno, pero a la vez no deja de ser solidaria con el resto de sus hermanos. En esta línea iba el independentismo catalán. Nadie hoy día hace mención a la palabra Iberismo, pero resulta que el mayor ídolo de los independentistas catalanes de hoy día, Francesc Maciá, cuando proclamó la República Catalana en 1931, lo hizo como parte de la Federación Ibérica. Maciá no era un independentista amigos, Maciá era un iberista como la copa de un pino.

    Personalmente opino que todos estos independentistas como Arturo Mas (y digo Arturo y no Artur porque es su nombre real antes de que se lo catalanizara en el 2000) y compañía son unos inútiles en comparación a sus predecesores. No saben ni por dónde se andan y no hacen más que recurrir a absurdeces antropológicas y argumentos económicos egoístas para dividir y crear confusión entre la sociedad española en general y la catalana en particular.

    Una vez hubo un sueño que se llamaba República Federal Ibérica… ¡hagámoslo realidad!

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    • De uma forma geral, o que este amigo castelhano diz merece o meu apoio. Têm sido os tiranos e os «democratas», como os galegos Franco e Mariano Rajoy que, instrumentalizando a língua falada pela maioria dos peninsulares, a transformam em máquina trituradora das demais línguas e culturas. Há (tem havido) um apoio popular dos castelhanos a estas políticas, mas esse é o objectivo dos demagogos – obter apoios por caminhos ínvios. Tenho sempre manifestado a minha admiração pela literatura que se criou em torno do idioma castelhano e que hoje, florescendo sobretudo na América Latina, veicula um esplendoroso acervo cultural. Também eu, há muito tempo, com amigos como Fèlix Cucurull, Ángel Crespo, Egito Gonçalves e muitos outros, me envolvi num projecto literário, mas com objectivos políticos de raiz iberista. A polícia política não esteve de acordo com as bases programáticas do grupo e tudo acabou da forma habitual – atrás de grades.

      Um abraço e viva Castela independente!

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  5. Un saludu dende’l País Llionés dend’au tampoucu somos castiellanos, anque dend’Espanna ya Castiella ficiérase tou lu posible pa que nun lu paeza.

    Ver cumparar a Franco cuna esclusividá del catalán en Catalunya nun me pué dar más vergonna. Tener que cumpartir estáu cun xente de tales ideas fazme sentir mueita envidia de los nuesos ‘fiyos’ pertueses que se separtanun de nós.

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    • Caro Hvån,

      Lamento não saber responder em leonês. Em Portugal existe um valioso reduto do vosso idioma, o mirandês. Leão foi a primeira vítima da gula hegemónica de Castela, mas não seria a última. Nós não nos separámos de Espanha – nunca estivemos integrados; estivemos ocupados durante 60 anos, invadidos e subjugados política e militarmente.Para nos libertarmos, suportámos uma guerra de quase três décadas – e vencemos!

      Somos todos hispanos – espanhóis, nunca! Um abraço. CL

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      • Que nun te preocupe nun poder responder en la mia llingua, nun l’asperaba cumu tampoucu fixistilu cunos que falanun castiellanu. A mi cul feitu de que pueda usar el llionés cuntiéu yá préstame.

        Referiame a la dixebra de Pertual cun Llión, que vos fizu tener outras élites nel poder políticu que ficienun outras cousas.

        Sobru’l mirandés, tou al corriente d’eillu 😉

        Un abrazu, vecinín

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      • Referias-te à separação do reino de Leão e Castela. A linhagem de Afonso VII era galega. E penso que a tentação de hegemonizar a Península foi fatal para o Imperador e para os que o seguiram. Mas, meu caro Hvån, o nosso blogue está aberto à tua colaboração – fala-nos da História e da cultura leonesas – e podes escrever em leonês.
        Um abraço, vizinho
        CL

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  6. Tomas

    Obviamente, os Portugueses NÃO SÃO HISPÂNICOS, MAS SIM LUSITANOS!

    A Peninsula Iberica foi dividida em duas partes: a parte de Portugal era a Lusitânia e a parte de Espanha era a Hispânia. Nos dias de hoje, dizer que um Português `e hispanico `e simplesmente uma grande burrice!

    Portugueses = Lusitanos
    Espanhois = Hispanicos
    Italianos = Italicos.

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  7. PEDRO

    SE CONSIDERARMOS TODOS OS FACTOS HISTÓRICOS DA PENÍNSULA IBÉRICA, OS PORTUGUESES SAO DE FACTO LUSITANOS E NÃO HISPANOS!

    Temos que considerar todos os factos históricos da península Ibérica e nao apenas uma parte, caso contrario mais vale dizermos que somos todos africanos visto que a Africa `e o berço da humanidade.

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    • Amigos Pedro e Tomás:
      Há vários factores a considerar –
      a)Hispaniae, Hispania, Yspania, Espanha, España… são designações para o mesmo espaço geográfico – a Península onde hoje coexistem o Estado português e o Estado espanhol. A ambição de reunir todas as nações peninsulares sob uma única coroa é antiga. Desde o Séc. X vários monarcas usaram o título de Imperator totius Hispaniae, sem que o título correspondesse à realidade .Nomeadamente, Afonso VII de Leão, primo direito de Afonso Henriques, usou essa designação. Quando Isabel de Leão e Castela e Fernando de Aragão passaram a designar o conjunto dos seus dois estados por Espanha, disse-me um professor da Universidade de Barcelona, existir uma carta do nosso João II censurando os primos pelo uso abusivo do termo Espanha. Nunca consegui encontrar essa carta. Por outro lado, circula na rede uma frase de Luís de Camões – “hablad de castellanos y de portuguese, porque españoles somos todos ”. Penso que se trata de uma frase apócrifa. E Menéndez Pelayo sublinha: “El nombre de España, que hoy abusivamente aplicamos al reino unido de Castilla, Aragón y
      Navarra,»-

      b) O reino espanhol existe de jure desde os reis “católicos”; mas de facto existe apenas desde 1812, quando das Cortes de Cádis. Só a partir de então o abusivo erro de Isabel e Fernando passou a ter forma jurídica.
      c) Ao Tomás recordo que a Lusitânia, divisão administrativa romana, terminava a sul do Douro, sendo que a região de Minho e Alto Douro pertencia à Galeciae. Portanto chamar lusitanos aos Portugueses corresponde a uma liberdade poética que Camões celebrizou, mas constitui um erro do ponto de vista factual.
      d) O que está em causa é a violência com que uma parte dos hispanos (castelhanos) procurou apagar todas as culturas e idiomas coexistentes na Península, castelhanizando todos os outros idiomas e procurando transformá-los em meros dialectos regionais. Conseguiu aculturar a Galiza que só com o rexurdimento de Rosalía e seus amigos começou a recuperar o seu estatuto de idioma constituindo com o português uma unidade linguística que hoje éi forma de comunicação para mais de 200 milhões de falantes.
      e) O que também está em causa é o imperialismo castelhano que considera ter o direito de centralizar a política e a cultura de nações vizinhas. Testemunho dessa arrogância é o facto de (com razão) o Estado espanhol reclamar ao Reino Unido a devolução de Gibraltar, mas recusar-se a devolver Olivença a Portugal. À luz do direito internacional, Olivença é território português – só a cobardia da diplomacia portuguesa nos últimos dois séculos permite que um território roubado e internacionalmente reconhecido como português não seja devolvido aos seus legítimos donos. E quando se alega a pouca importância de Olivença e não se justificar criar um conflito com um estado vizinho por um espaço tão insignificante, lembro que o território de Olivença é 16 vezes maior do que Gibraltar.
      f) Enfim, o que está em causa é o facto de uma monarquia reposta ilegalmente quando as hordas fascistas vindas de Marrocos a mando de Franco e dos outros generais traidores derrubaram o estado democrático, Espanha era uma República por vontade expressa nas urnas pela maioria dos cidadãos. O Estado espanhol devia ser expulso das Nações Unidas. Um estado que, desde a sua designação à sua estrutura de poder, é uma mentira, não tem o direito de conviver com o mundo civilizado.

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  8. josega

    Estoy de acuerdo en muchas cosas escritas en este post y en los comentarios. Discrepo en ciertas cosas que como castellano me duelen. Es cierto que el Estado español ha intentado imponer el castellano en todas sus regiones, y eso supone una pérdida lingüística importante, pero a día de hoy hay facilidades para recuperarlas y deberían así serlo, efectivamente. De madre extremeña, mis abuelos hablan castúo, pero mi madre ya no lo conoce y es una lástima. Sin embargo, aquí nos encontramos en un problema: ¿qué idioma debemos hablar los españoles para entendernos entre nosotros? Vemos esfuerzos en la educación actual por enseñar a las nuevas generaciones el inglés para que puedan manejarse por el mundo, y eso está bien. ¿Es el inglés una herramienta imperial actual impuesta por UK y USA para dominarnos a todos? A fin de cuenta ya lo hacen los mass media, y han sido capaces de modificar todas las tradiciones europeas para asimilarlas a la suya. ¿Por qué a nadie le parece mal eso? Imponer el inglés es progreso, pero exigir que los ciudadanos españoles dominen el castellano como lengua vehicular nacional es imperialismo fascista español. ¿Por qué?

    Me impresiona y me hiere que en esta España actual todo lo castellano es susceptible de ser considerado fascista, llegando incluso a una depreciación por parte del Estado. Tras alcanzar la democracia en este país, España reconoció como nacionalidades históricas (y los privilegios que ello conlleva) a las siguientes comunidades: Andalucía, Aragón, Islas Baleares, Canarias, Cataluña, Comunidad Valenciana,Galicia y País Vasco; sin embargo, Castilla y León, Asturias y Cantabria solo obtuvieron el rango de “comunidad histórica”, como una segunda división. Pero aún hay más: ni Extremadura ni Castilla-La Mancha ni Murcia merecen ninguna consideración para el Estado. ¿Por qué le Estado español desprecia la nacionalidad histórica castellana? ¿No merece el mismo reconocimiento? ¿No ha sido Castilla importante? Lamentable.

    Y el problema lingüístico no termina aquí. Mientras las otras lenguas hispánicas van obteniendo reconocimiento cultural y de prestigio, el castellano va perdiendo calidad a ritmos agigantados, de tal manera que la tercera lengua más hablada del mundo va camino de desmoronarse hasta en su propia casa. Nadie parece ponerle remedio, como si el castellano no importase. Tengo la suerte de ser profesor en un instituto y me asombra ver la calidad del castellano que tienen los chicos de origen sudamericano y lo lamentablemente que lo hablan los autóctonos; eso sí, el inglés tiene que ser perfectamente hablado. Lo mismo lo que tenemos que hacer los castellanos es amenazar a España con independizarnos…

    Para un portugués es fácil decirlo cuando no hay debates lingüísticos, pero si queremos ser justos, hay que pasar a todas las naciones europeas por el mismo rodillo. ¿Francia es imperialista fascista por imponer (además con la fuerza) el francés a todas sus regiones? ¿Pasa lo mismo con Italia? Es fácil acusar a España de haber hecho eso, pero a nadie se le ocurre acusar de lo mismo a un francés o a un italiano, por ejemplo. ¿Por qué esa obsesión contra nosotros? No sé cómo lo sentirán otros, pero ya me empieza a cansar la acusación de español=imperialista fascista. En su tiempo tendría sentido, pero no ahora. Es como acusar a un alemán de ser nazi. Las demás naciones tienen una fijación por dos países en particular: España y Alemania, recordándoles su pasado constantemente, acusando a la gente de hoy de los crímenes de sus antepasados. Como si cualquier nación occidental estuviera libre de pecado. En serio, ya cansa. Queremos limpiar nuestra imagen y avanzar, que nos estén poniendo lastras del pasado en nuestros pies no ayuda.

    Siento no poder expresarme en portugués, es una tarea que tengo pendiente. En cuanto termine con el inglés me pongo a ello 😉

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    • Meu Amigo,

      Estudei Língua e Literatura castelhana, Falo e escrevo no seu idioma, com um ou outro erro de sintaxe (o corrector ortográfico corrige.me os erros vocabulares). Começo por aqui, por uma razão simples – afirmar o meu amor pela Cultura e pela Língua castelhanas. Considero a Literatura latino-americana escrita na sua língua a mais esplendorosa do mundo e poetas como Lorca, Machado ou Celaya, como expoentes literários de referência – o orgulho dos espanhóis (espanholistas) na sua luminosa Literatura e na sua Pintura – é um orgulho legítimo. O que me faz detestar o Estado espanhol é a sua codiciosa ilusão de uma grandeza inexistente, a anacrónica vaidade num século de ouro que durou uma centena de anos e produziu génios como Cervantes e Lope de Vega, mas que monstros como Franco ou Queipo de Llano apagaram ao mergulhar o território no horror de uma guerra iníqua. O Estado espanhol roubou o território de Olivença a Portugal (é território português à luz do Direito internacional), mas reclama Gibraltar (dezasseis vezes mais pequeno); o Estado espanhol, quando as hordas assassinas de Franco o invadiram era uma República, por vontade expressa nas urnas pelos cidadãos, os cripto-fascistas que procederam à «transição» para a «democracia», não repuseram a República e recuperaram a monarquia de Afonso XIII; no trono puseram o criado de quarto de Franco, tão respeitável que com frequência ouvi designar por «el putero». Como diz, os Estados Unidos são mais despóticos – e mais dignos de repulsa. Mas o Estado espanhol é insignificante e já se sabe que o Império ianque nos obriga a aprender inglês, a comer Corn Flakes e a engolir toda a estupidez que o american way of life comporta; termos aqui ao lado uma monarquia maltrapilha que nos rouba e nos envergonha como co-habitantes da mesma Península, é demais. Que os espanholistas amem o seu país, as touradas, as castanholas, o flamenco, é lá com eles. Que sufoquem culturas e idiomas tão respeitáveis como o castelhano – o catalão, o basco, o galego-português e que imponham a mentira de uma ESpanha milenar, mas que foi criada nas Cortes de Cádis, em 1812, isso é intolerável e só a cobardia da diplomacia portuguesa o permite. Disse há pouco tempo a um compatriota seu e repito-lho – individualmente, os castelhanos são encantadores – em conjunto, como povo, são intoleráveis. Mas temos de conviver – os amigos podemos escolhê-los, os vizinhos, não. Não somos, porém, obrigados a estimá-los. Espanha não merece o respeito dos povos civilizados – monarquia ridícula, como todas, oprime outros povos e detém tal como a Grã-Bretanha, colónias na Europa. Com todos os seus defeitos e com a manada de biltres que por aqui temos, quando obtivemos a Democracia, demos a independência aos povos que colonizávamos. Em suma, Espanha só faz sentido depois de libertar os territórios que oprime. Quem tiraniza não é livre. Um abraço.

      los

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  9. Jose

    Um dia, no futuro próximo, a Galiza vai se juntar a Portugal.

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  10. Miguel

    A realidade é a seguinte, há muitos vascos, catalães , navarros e galegos que não querem ser chamados Espanhóis devido ai imperialismo que representa esse nome. No nosso caso, somos portugueses e a verdade é que do norte a sul da península, somos todos IBÉRICOS. Portanto o Luiz de Camões estava enganado. Não somos espanhóis mais sim todos IBÉRICOS

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  11. Miguel Delgado

    Bom dia Carlos Loures, sou espanhol, vivo em Portugal e sou amador da História e as Línguas. Mas vou falar espanhol simplesmente por solidariedade com os meus concidadãos espanhóis (ou nascidos naquele detestável Estado Español).

    Ahora Carlos quiero que te pongas en un madrileño ilustrado, hijo de castellanos (si es que Madrid, por avatares ridículos de la arbitrariedad política no es Castilla también) que nació década y media después de la muerte de Franco y con una visión cosmopolita, ilustrada y cultivada.

    Detesto las corridas de toros (touradas) y no tengo sentimentalmente vínculo con el flamenco o las castañuelas, que identifico más con el pueblo andaluz, del mismo modo que una Jota me evoca a aragón o una muñeira a Galicia.

    Carlos en mi caso soy un español que se siente como tal, y que lucha por una España Republicana, que impugna una Transición que se llevó a cabo en una posición desigual entre las fuerzas intervinientes. La Transición fue una adaptación de la estructura del Régimen Franquista porque era la única manera de que los privilegiados mantuviesen sus privilegios, vendiendo al común de la población una democratización light. Mi generación (gran parte) acepta que se hizo lo que se pudo en aquel momento, teniendo en cuenta la relación de fuerzas, pero abogamos por ir a más, por profundizar en la democratización del Estado, por un Estado plurinacional en el que quepan todas las sensibilidades nacionales e incluso poder llegar a un consenso para una vía de potencial autodeterminación de un territorio si es el sentir general de gran parte de su población (yo abogaría por hacer de España un proyecto atractivo y plurinacional en el que se sintiese cómodo y estuviera dispuesto a quedarse con gusto).

    Como puedes ver existe una gran parte de la población española que está en las antípodas ideológicas de esa idea centralista e imperialista (jacobina) que identificas con Castilla y extrapolas a España, deliberadamente, entiendo.

    Como decía Josega estamos un poco hartos de tener que pedir perdón por ser herederos territoriales de unas monarquías que hicieron exactamente lo que hicieron todas las monarquías de la época, o acaso Portugal, Inglaterra, Francia, Holanda o Rusia no tuvieron estas aspiraciones imperialistas.

    Acaso Madeira o Azores no es una colonización portuguesa que se mantiene en el tiempo? Acaso los habitantes de Olivenza no se sienten españoles? o en su caso no importa la autodeterminación? (me parece absurdo discutir sobre fronteras en el S. XXI dicho sea de paso).

    La única razón por la cual Castilla fue hegemónica a partir de los Reyes Católicos, es porque ganaron la guerra contra Juana la Beltraneja, junto con Alfonso V de Portugal y la monarquía francesa. Si el resultado de esa guerra hubiera sido el contrario, probablemente esa hegemonía hubiera caído del lado portugués y sería Portugal esa nación imperialista, detestable y aberrante (o acaso los misioneros y colonizadores portugueses no cometieron aberraciones contra los colonos de Brasil, São Tomé, Macau, Moçambique o Angola)?

    Por desgracia en España no tuvimos la suerte de tener un 25 de abril en que una vanguardia militar comunista devolvió el poder al pueblo (lástima que poco a poco se ha ido vendiendo el país a pedazos a inversores extranjeros y en Portugal carezcamos actualmente de cualquier soberanía).

    Como castellano y español me considero heredero de aquellos profesores de la Segunda República que intentaron modernizar un país rural y analfabeto en una democracia floreciente, ilustrada, culta y soberana. Orgulloso de su pasado y consciente de los contextos históricos. Sin falsear la historia pero sin renegar de su grandeza.

    Como español viviendo en Portugal me encuentro diariamente con esta visión reduccionista y deliberadamente simplificada de España, y es que no seas indiferente a la cuestión de que al poder en Portugal, le interesa este sentimiento nacionalista anti-español, para reafirmar su legitimidad (que es indudable desde el infante Dom Henrique y la batalla de Aljubarrota) y hacer algo tan clásico como culpar al vecino de los propios males.

    Lo único que pido en este caso es que por favor te pares a empatizar y contextualizar antes de emitir juicios de valor, que por repetitivos pueden dar la sensación de ser dogmáticos.

    Fico sempre ao dispor para qualquer comentário e até podemos combinar uma imperial ou um café se morares perto de Lisboa. Deixo-te o meu e-mail: migueldelco14@gmail.com

    Muito obrigado pela atenção e melhores cumprimentos!!

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  12. Angel Bernal

    ¿Os imaginais un Estado Ibérico federal y republicano, donde castellanos, portugueses, catalanes, valencianos, aragoneses, vascos-navarros, andaluces, asturianos, gallegos, canarios, murcianos, baleares y la madre que nos parió a todos, estuviéramos unidos en perfecta armonía e igualdad?….
    Con tres capitales; Lisboa capital ejecutiva, Madrid capital legislativa y Barcelona capital judicial, con múltiples lenguas oficiales; vasco, galaico portugués, catalán, valenciano, asturiano, aragonés, mirandés, leonés, andaluz y extremeño. Dos de ellas lenguas internacionales con casi 800 millones de hablantes en el Mundo.
    Un estado con una fuerte presencia en el Mediterráneo y en el Atlántico Norte, entre Europa, Africa y América, con una sólida presencia económica y cultural en América del Sur, EEUU y en Africa.
    !Un estado de 600.000Km2 y con 60 millones de habitantes en la Comunidad Europea¡.
    Un estado moderno pero tercamente tradicional, un estado avanzado pero social, Un estado pluriétnico, mestizo, multicultural, políglota y abierto al Mundo, que grite con fuerza:…” estamos orgullosos de ser…..de ser…hispanos??…ibéricos???…Hispano-portugueses????….Luso-españoles???…

    Y ya empezamos otra vez con el mismo problema de los cojones!!!

    Pues nada…a seguir haciendo el imbécil otro siglo más por un problemita de definición.

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