EM VIAGEM PELA TURQUIA – 12 – por António Gomes Marques

NOTA DA COORDENAÇÃO – Ontem, por erro, publicámos o episódio 6 pela segunda vez. Hoje, sim, publicamos o 12. Ao autor e aos leitores, pedimos desculpa por este engano.

(Continuação)

Terceiro dia

À chegada a Pamukkale somos surpreendidos por uma chuvada diluviana que nos fez temer não podermos caminhar por este maravilhoso conjunto de piscinas termais, levando mesmo algumas pessoas a desistir, o que não foi o meu caso. A formação deste castelo de algodão tem origem nos locais térmicos que existem debaixo do monte e que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que no contacto com o ar solidifica como mármore travertino, ou seja «rocha calcária, dura, compacta, densa, ger(almente) de estrutura concêntrica ou fibrosa, formada por rápida precipitação química de carbonato de cálcio, apresentando freq(uentemente) marcas de ramos e folhas, tufo calcário» (Dicionário Houaiss, C. Leitores, Lx.2003). Temos, assim, perante os nossos olhos um conjunto de piscinas termais de origem calcária e que descem em cascata numa colina, situado próximo a Denizli, formando, ao longo dos séculos, bacias gigantescas de água que nasce a 35º centígrados, tendo sido declarado, em 1988, juntamente com Hierápolis, Património Mundial pela UNESCO.

                          

Ao longe, parece-nos um monte coberto de neve, quando chegamos à colina e olhamos aquelas águas reflectindo um azul acinzentado à nossa chegada, naturalmente por causa da chuva, para logo que o Sol apareceu me ver perante um espectáculo deslumbrante, com as águas ora brancas, ora azuis e às vezes avermelhadas, acabando por tomar consciência de que estava perante um fenómeno da natureza que será único no Mundo.

 

Pagando uma entrada de 10 euros, caminhei, descalço, por aquele «castelo de algodão» sentindo a água tépida e o chão macio, desfrutando de um enorme prazer que não diminuía mesmo quando a chuva, já de «molha tolos», reaparecia.

Os romanos, para além de um local de lazer, transformaram Pamukkale num centro termal, aproveitando as qualidades terapêuticas destas águas, ao que parece acreditando mesmo ser um local de rejuvenescimento, o que terá levado as suas mulheres a considerá-lo como um dos sítios preferidos do Império, sendo hoje uma das maravilhas naturais da Turquia e um dos locais turísticos mais procurados.

(Continuação)

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