14 RAZÕES QUE NOS LEVAM A GARANTIR QUE A ESPANHA ESTÁ A CAMINHAR PARA O DESASTRE – I. Por Júlio Marques Mota

14 razões que nos levam a garantir que a Espanha está a caminhar para o desastre- um trabalho de leitura imediata  feito a partir de diversos artigos de analistas financeiros, em particular de analistas a trabalhar no banco Société Générale e de colaboradores do blog  Insider Business.

Júlio Marques Mota

A Espanha garantiu uma ajuda de €100  mil milhões para o sector bancário no fim de semana, mas têm vindo a aumentar os  custos de obtenção dos seus  empréstimos

Apontando o Japão como exemplo, Albert  Edwards,  da Societe Generale’s, diz que o sistema bancário espanhol não é o problema.

Edwards refere-se ao guru em investimentos de capital  Peter Tasker que chamou à situação do Japão na última década como  sendo a de uma década  perdida .  Tasker tinha ido contra  as ideias dominantes  ao afirmar  que o sector bancário não era o problema, pelo contrário era o sintoma do problema de deflação no país:

Atravessámos  a década perdida do Japão com Peter Tasker  para perceber o confronto   com a nossa  situação actual. Uma das principais diferenças que ele teve relativamente ao pensamento dominante foi  sobre os bancos. As ideias dominantes consideravam  que os bancos japoneses estavam no centro da crise económica do Japão e eram pois o principal  problema. Portanto, a recapitalização dos bancos era vista como a chave para inverter a situação na economia.

A visão de Peter  foi que embora o sector bancário tenha na verdade prejudicado  a economia por meio de uma crise de crédito, os bancos não foram o problema, mas sim  o  sintoma do problema: o verdadeiro problema era a deflação e a falta de políticas de estímulo. …E assim é na zona euro. O sector bancário espanhol é vítima de políticas deflacionistas promulgadas a mando de ortodoxia económica alemã. Um resgate não vai pois resolver coisa nenhuma.

Os  bancos espanhóis precisam de recapitalização por causa de políticas deflacionistas a que os forçaram para reduzir o défice do sector público em  Espanha  numa altura  em que  o sector privado também estava em desalavancagem . Claramente haveria aqui muito mais para dizer  e os preços das casas vão cair ainda mais como resultado das políticas macroeconómicas seguidas.

Edwards adverte que a lição a ser aprendida com a experiência do Japão é que as políticas deflacionistas precisam de ser mudadas caso contrário  os bancos espanhóis   vão precisar brevemente de um outro resgate.

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(continua)

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