MANUAL DO PERFEITO “BANKSTER”, LIÇÃO 6 – III: APROVEITAR OS DELITOS DE INICIADOS

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

O Director do fundo americano  Galleon considerado culpado de delito de iniciados

Le Monde e  AFP | 11.05.2011

  O multimilionário originário do Sri-Llanka  Raj Rajatnam foi considerado culpado do delito de iniciados . | AP/Mary Altaffer

O fundador do  fundo de investimento americano Galleon, Raj Rajaratnam, acusado de crime de delito de iniciados, insider trading,  terá ganho ilicitamente mais  de 45 milhões de dólares e foi reconhecido culpado na  quarta-feira, 10 de Maio por um júri popular no termo  de um longo processo  organizado em Nova York.

Rajaratnam, um multimilionário originário do  Sri Lanka, de 53 anos, foi acusado  de ter dirigido  operações ilegais, com base na fuga de informações  confidenciais sobre as  empresas cotadas, um estratagema que lhe permitiu ganhar  45 milhões de dólares  entre 2003 e 2009, para não mencionar também as dezenas de milhões de dólares  suplementares em perdas  evitadas .

O único acusado neste julgamento, o multimilionário, permaneceu  impassível de audiência em  audiência, não foi chamado para à barra pelos advogados que defendem o seu processo. O processo tinha sido aberto a  8 de Março, e os jurados tiveram  mais de duas semanas para chegarem  a uma decisão. A acusação havia construído a linha de ataque  na base de muitas gravações de conversas telefónicas. “Toda a gente viu   que as provas mais evidentes  resultaram do registo das chamadas telefónicas  e a prova bem mais forte  de culpa do arguido é então a sua própria voz”, salientou o Procurador-adjunto  Reed Brodsky durante a sua argumentação final. O Ministério Público também tinha feito testemunhar  figuras que se tinham  confessado como  culpadas neste processo.

A defesa, por sua vez, tentou argumentar que. Rajaratnam nada tinha feito de ilegal e que tinha decidido as suas operações de mercado com base na pesquisa realizada de forma legítima e nas  informações  públicas. “A demonstração pela acusação situa-se na ficção segundo a qual  as negociações entre as empresas nunca são tornadas públicas antes do comunicado final das empresas, tinha declarado o advogado de Rajaratnam, John Dowd,  que afirmou “Não é assim que as coisas se passam na vida real.”

Rajaratnam, que tinha aparecido livre depois de ter passado dezoito meses na  prisão, foi deixado em liberdade sob caução. A sentença  deverá  ser lida a  29 de Julho. Ele enfrenta o risco de apanhar até 25 anos de prisão e mais de 100 milhões em multas para os 14 casos de fraude em que é acusado e de que foi considerado  culpado.

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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