Selecção por Júlio Marques Mota
Simone Foxman, em Business Insider
Parte I
A Alemanha tem sido o adversário quase que fanático contra algumas das ideias mais promissoras para acabar com a crise da zona euro — criação de obrigações comuns da zona euro, alargamento do mandato do Banco Central Europeu e aumento drástico das disponibilidades financeiras do fundo europeu de resgate .
Com a nova liderança política na França e na Grécia em resultado das eleições , a Alemanha poderia enfrentar uma maior resistência sobre estas questões, tanto quanto os políticos se distanciarem para longe da austeridade e no sentido das políticas que vão preservar o crescimento económico.
Mas apesar das confissões de apoio às medidas de crescimento, a Chanceler Angela Merkel e a Alemanha não estão nada susceptíveis de alterarem as suas intenções.
Isto deve-se a que a Alemanha tem sido um dos principais ganhadores com as políticas que têm mantido fracas as economias do Sul da Europa. A sua resistente economia continua a aguentar a recessão que atinge a periferia da zona euro; na verdade, o seu nível de desemprego continua a estar em valores tão baixos que são um verdadeiro recorde.
Até que os alemães percebam a escala das consequências negativas que terão de enfrentar no caso de uma ruptura da zona euro, estes apresentarão sempre o máximo da sua resistência para aceitar as dívidas das Nações periféricas e a situação actual é susceptível de assim continuar …
As razões que levam a Alemanha a não ter nenhuma vontade de mudar seja o que for na Europa
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A Alemanha tem estado a aproveitar-se do seu poder para desrespeitar as regras da zona euro durante anos
Em 2003 e 2004, a Alemanha e a França pressionaram para se poder contornar o Pacto de estabilidade e crescimento que limita as despesas públicas dos países e o valor dos seus défices.
Um cumprimento a rigor deste pacto teria impedido (indiscutivelmente) que países como a Itália, Portugal e a Grécia gastassem para além dos seus meios.
As razões que levam a Alemanha a não ter nenhuma vontade de mudar seja o que for na Europa
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Mais ainda , os bancos franceses e alemães emprestaram grandes somas aos países da periferia .
| Países | D. Grega | D. Italiana | D.Portuguesa | Total Dívida |
| Bancos alemães | 36.191 | 197.528 | 39.023 | 272.742 |
| Bancos Franceses | 52.851 | 362.135 | 26.792 | 441.778 |
| Total | 89.042 | 559.663 | 65.815 | 714.520 |
Fonte: Banco Internacional de Pagamentos
Média de responsabilidades financeiras, passivos, trimestrais consolidados pelo sector bancário e por país devedor , a partir de 2005 do primeiro trimestre de 2005 até ao terceiro trimestre de 2011.
Os bancos franceses e alemães investiram quantias significativas de dinheiro que alimentaram a procura dos seus produtos feita pelos países do Sul. Os números acima são expressos em milhões de euros.
No ano passado, o PIB grego ascendeu a 308.3 mil milhões de dólares e o PIB da Itália ascendeu a 1.82 milhões de milhões . Assim, os empréstimos concedidos pela França e pela Alemanha correspondem a cerca de 30 % do PIB de cada um daqueles países.
Source: CIA World Factbook and Bank for International Settlements
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Enquanto isso, a Alemanha pôs em prática reformas no mercado de trabalho e legislou no sentido de manter os salários relativamente baixos.
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Na verdade, o desemprego na Alemanha desceu desde que Lehman Brothers entrou em colapso, enquanto tenha aumentado em todos os outros países durante o mesmo período de tempo.
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