Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
ThyssenKrupp suprime 2.000 postos de trabalho na sua fileira de produção de aço
Texto enviado por Philippe Murer
(Membro do Bureau du Forum Démocratique, Président de l’association Manifeste pour un Débat sur le libre échange)
A sede de ThyssenKrupp em Essen
Enfraquecido pela crise que se abate sobre as unidades fabris ditas siderurgias no velho continente, o gigante industrial alemão ThyssenKrupp vai suprimir mais de 2.000 empregos na sua produção de aço na Europa, o que é agora uma nova fase de um vasto plano de reestruturação global para diversificar as suas actividades.
“No total, serão mais de 2.000 postos de trabalho que serão eliminados sobre os 27.600 que trabalham no grupo e nesta fileira na Europa., a “Steel Europe”, o nome da fileira, a fim de poupar 500 milhões de euros em 2015,” disse na sexta-feira o grupo de Essen através de um comunicado.
Os serviços administrativos na sua sede em Duisburg também serão atingidos.
Além disso, o conglomerado alemão, o maior produtor mundial de aço 14, não exclui supressões adicionais de mais 1800 postos de trabalho no quadro de uma possível venda de activos, mas ainda não tomou nenhuma uma decisão, disse um porta-voz à AFP.
Esta reestruturação está relacionada com o ambiente económico degradado que tem afectado fortemente a indústria de aço na Europa, disseram neste grupo.
Tal como outras siderúrgicas europeias, ThyssenKrupp tem estado nomeadamente sujeita a uma alta do preços dos produtos de base, das matérias primas e também a um ambiente de uma enorme incerteza quanto à evolução da conjuntura económica e ao facto de se estar perante um colapso na procura , principalmente no sul da Europa.
Este plano ainda deve ser aprovado pelos órgãos directivos do grupo e discutido com os representantes do pessoal, disse ele.
O sindicato alemão IG Metall já manifestou oposição a quaisquer despedimentos e exigiu um plano de salvaguarda dos locais de produção de aços com alto valor acrescentado, bem como a manutenção das capacidades de produção.
“Ninguém na ThyssenKrupp deve perder o emprego. (…) A ThyssenKrupp deve investir tendo em conta um futuro sustentável e deve fazê-lo com uma estratégia de longo prazo para o aço”, respondeu Knut Giesler, porta-voz do sindicato, citado em um comunicado.
“Não é aos trabalhadores que cabe pagar a factura dos erros de gestão passados “, acrescentou.
ThyssenKrupp, cuja imagem foi manchada por uma série de escândalos, tinha anunciado em Dezembro que iria assumir um retomar de novo depois das enormíssimas perdas históricas de 2011/2012, devidas em grande parte à produção siderúrgica, a sua actividade histórica.
Ele agora quer diversificar mais a favor de produtos com maior valor acrescentado, tais como os elevadores, os submarinos, as máquinas ou as componentes de automóvel e aeroespacial.
Para isso, o grupo, que emprega 150.000 pessoas em todo o mundo, iniciou um programa de reestruturação, que envolve cortes de postos de trabalho e a hipótese de venda de activos diversas. No total, ele pretende alcançar 2 mil milhões de euros em economias até 2015, e sobre todos os ramos.
O grupo agora quer diversificar mais a favor de produtos com maior valor acrescentado, tais como elevadores, submarinos, máquinas ou componentes de automóvel e aeroespacial.
ThyssenKrupp é o maior fabricante de aço na Alemanha. Nascido da fusão em 1999 da Thyssen com o grupo Krupp, o seu concorrente, fabrica produtos de aço, mas também bens ditos bens tecnológicos, tais como elevadores, submarinos, ou componentes para a indústria automóvel .
Na Bolsa de Francfort, o grupo está em pequena subida (+0,11% à 17,49 euros) sobre um índice DAX em mais forte progressão, (+0,41% à 7.621,60 pontos).

