RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Zona euro: recessão pior que a prevista 

Le Figaro/AFPLe Flash Eco – 3Maio2013

http://www.lefigaro.fr/flash-eco/2013/05/03/97002-20130503FILWWW00323-zone-euro-recession-pire-que-prevu.php

Enviado por Philippe Murer, do Forum Démocratique

A zona euro vai ter este ano uma recessão maior do que o esperado, com um produto interno bruto, puxando para trás 0,4% [contra (-0,3% ) até agora) ] e o desemprego acima de 12%, de acordo com as novas previsões económicas  da Comissão Europeia publicadas  hoje.

Os 17 países da União Monetária devem retomar  o crescimento em 2014, com um aumento do PIB de 1,2%, um valor  que foi revisto  ligeiramente à  baixa  relativamente às previsões  feita em Fevereiro por Bruxelas.

Bruxelas procura a estabilidade

“A economia europeia deve estabilizar no primeiro semestre de 2013. O regresso do crescimento deve ser feito gradualmente, começando-se  no segundo semestre, antes de acelerar em 2014 “, escreve  a Comissão no  seu relatório.

Entretanto, a economia da zona euro continua lenta  face  a  uma  procura interna em meia haste e um desemprego em massa que afecta já 12% da população activa. Um  valor  que quase não deve recuar em 2014, pois que de  12,2% este ano, o desemprego atingirá 12,1% da população no próximo ano.

“Nós devemos  tudo fazer para combater o desemprego na Europa”, disse o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, que  nos  indica que o ritmo dos esforços necessários na área orçamental está a diminuir. “Em paralelo, temos de intensificar a implementação de reformas estruturais”, enquanto advertiu que o debate sobre a austeridade está verdadeiramente no seu auge.

Disparidade na zona euro

Problema:  as disparidades são importantes entre os países da zona euro, tanto no que respeita ao desemprego como no que se refere ao crescimento ou aos défices.

Oito países da zona do euro devem  estar  em recessão este ano, segundo a Comissão, incluindo a França, que verá sua economia descer  de 0,1 por cento em 2013. Estão  também afectados  os países do Sul como a Grécia (-4,2%), Portugal ( – 2.3%), a Espanha (-1,5%), a Itália (-1,3%) e os Países Baixos ( – 0,8%) e a  Eslovênia (-2,0%), que muitos vêem agora como o próximo candidato para um programa de assistência financeira devido a saúde de seu setor bancário.

Finalmente, Chipre vai-se  afundar numa recessão profunda até 2014 com a redução drástica do sector bancário, imposta pelos credores e com um esforço de  13 mil milhões de euros em três anos. O PIB deverá recuar  12,6% durante o período de 2013-2014, de acordo com a Comissão.

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