A ALEGRIA É UMA ILUSÃO? por clara casttilho

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Tudo o que tenho lido, e tudo o que tenho escrito sobre as nossas crianças que andam na escola, sobre seus professores, sobre a organização administrativa do ministério de educação, sobre os estudos e relatórios internacionais, fez-me lembrar de um pequeno vídeo. É uma espécie de parábola sobre o que a vida deveria ser, com a alegria de aprender e sobre tudo o que estraga o modo de vida saudável. Deixa-nos com uma esperança, que é também o que todos andamos à procura.

É de autoria de Frédéric Back ( 1924-2013), importante realizador recentemente falecido. Em Abril foi homenageado em Espinho no CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

Este Festival, em colaboração com a Culturgest, em colaboração e a Société Radio-Canada, voltou a homenageá-lo no mesmo mês.

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 Na página da Culturgest podemos tirar as seguintes informações: “ O cineasta, que deixou uma vasta obra dedicada ao cinema de animação, foi um grande defensor da natureza e um crítico da intervenção nefasta do Homem neste “paraíso terrestre”. Os seus filmes são verdadeiros manifestos pró natureza. Nomeado quatro vezes para os Óscares, venceu duas estatuetas.

[…] Frédéric Back nasceu em 8 de abril de 1924 numa aldeia dos arrabaldes de Saarbrücken, na região do Sarre, nesse tempo território francês. Assim que começou a andar, começou também a desenhar com tudo o que apanhava à mão, e por esses anos nasceram duas das suas grandes paixões – música e animais.

Quando chegou o tempo de escolher os seus estudos, Back sabia que era através do desenho que mais facilmente se exprimia. Tirou um curso de litografia na Écolle Estienne, em Paris, e dois anos depois foi estudar para a Escola de Belas-Artes de Rennes, onde encontrou um professor que já muito admirava como artista gravador e que teve enorme influência na sua formação, Mathurin Méheut. Com Méheut aprendeu a observar o mundo de perto e a desenhar pessoas e animais em movimento, ilustrando frequentemente as relações dos humanos com a terra e os animais.

Acabados os estudos, fez longas viagens, sempre pintando, sobretudo paisagens. Em 1948 fixou-se em North Sidney no Canadá e começou a trabalhar para a Radio-Canada onde ficou até ao fim da sua carreira. Os seus filmes de animação são verdadeiros manifestos a favor da proteção da Natureza e da alteração de comportamento dos homens e da economia, que põe em perigo “este paraíso terrestre”. A sua profunda militância exprimiu-se também de outras formas – fazendo conferências, participando em manifestações, fundando a Société Québécoise pour la Défense des Animaux. Os seus filmes foram nomeados quatro vezes para os Óscares, e por duas vezes venceu. Recebeu as maiores honras no seu país e deixou-nos na véspera de Natal do ano passado.”

 Fiquemos com o filme Illusion de 1975.

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