CRIANÇAS QUIETAS COM JOGOS ELECTRÓNICOS OU CRIANÇAS A BRINCAREM E A IMAGINAREM OS SEUS JOGOS? por clara castilho

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Brincar é uma actividade quotidiana na vida das crianças. Através dela resolvem a maioria dos conflitos criados pelas limitações do mundo em que vivem, através dela as crianças expressam sua forma de representação da realidade. Brincar é também um dos direitos fundamentais das crianças.

Bettelheim afirma que:

“Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo.Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas,ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos.” (Bettelheim,1984, p. 105).

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 A criança brinca com o corpo e através do corpo, experimentando novas experiências. Desde os primeiros tempos de vida, brinca, explora, relaciona-se com quem cuida de si, descobre os materiais. À medida que crescem as brincadeiras tornam-se mais elaboradas.

No acto de brincar, os objetos, os espaços os gestos valem e significam outra coisa daquilo que apresentam ser. Ao brincar a criança recria e repensa os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que está brincando, os papeis vão mudando.

Os adultos sentem-se mais tranquilos quando conseguem entreter uma criança com objectos exteriores, quando a sentem entretidos e distraídos. No momento actual da sociedade há uma maior tendência para o fazer através de pequenos objectos electrónicos que mantêm a crianças fisicamente quieta.

É precisamente o oposto que recomendamos, tal como se vê no vídeo abaixo.

 

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