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AS RAZÕES DA CRISE NA EUROPA. ANÁLISE DO CONTEXTO GLOBAL E DAS RESPOSTAS POSSÍVEIS À DRAMÁTICA SITUAÇÃO ACTUAL – 5. PEQUENOS FLASHES SOBRE A ITÁLIA EM CRISE –UMA MONTAGEM DE TEXTOS SOBRE DOCUMENTOS QUASE TODOS ELES OFICIAIS – por JÚLIO MARQUES MOTA – 5.4. UM OUTRO OLHAR SOBRE O MERCADO DE TRABALHO EM ITÁLIA. 5.4.1. A. SALÁRIOS, DESEMPREGO ESTRUTURAL. B. SECTORES PRIVADO E PÚBLICO – EVOLUÇÃO SALARIAL.
Selecção, tradução, nota introdutória e organização por Júlio Marques Mota, a partir de estatísticas oficiais
5.4. Um outro olhar sobre o mercado de trabalho em Itália
Todos os dados e gráficos abaixo, salvo se indicada outra fonte, são retirados de:
CNEL- Commission Speciale dell’Informazione, Rapporto sul Mercado del Lavoro, Setembro de 2014.
5.4.1.A Salários, desemprego estrutural
A queda do volume de emprego e o aumento do desemprego condicionaram no decurso dos últimos anos a evolução das remunerações. A dinâmica distributiva que no decorrer dos anos dois mil se tinha situado em taxas à volta dos 3% registou nestes últimos tempos um retrocesso, situando-se com ritmos de evolução situados na vizinhança de 1% desde 2011.
Gráfico I – Dinâmica Salarial
Trata-se de uma descontinuidade substancial, que levanta múltiplos comentários e de entre os quais se deve salientar a relação entre a evolução dos salários no sector público e no privado.
5.4.1.B Sector privado e público –evolução salarial
Gráfico II – Dinâmica Salarial: Pública e Privada
O primeiro ponto é relativo ao peso que na verdade assumiram na evolução acima as políticas económicas de controlo do crescimento das remunerações no sector público. Decompondo a dinâmica global na componente dos salários públicos e dos privados, observa-se como a desaceleração registada na dinâmica dos salários dependeu em larga medida da mudança de regime na dinâmica salarial dos empregados públicos. Mesmo o crescimento dos salários no sector privado de facto também desacelerou, pondo em evidência uma descontinuidade em relação ao período precedente. Neste caso o crescimento salarial de facto tem-se estabilizado nestes últimos anos na proximidade de um patamar, um pouco abaixo dos 2 % ao ano.
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