A neve cria veios na montanha nua Brancos, escoando lentamente Em direcção ao fundo Que a vista não alcança.
O sol, fraco e invernal, dá lugar à lua. A paisagem inteira, esfria suavemente Gela tudo, e todos, e o pensamento mais profundo, Restando à superfície, da vinda do sol a esperança.
Aqui, as palavras podem pouco, porém, uma pintura Como complemento que apenas o olhar entende Extrai a beleza do lugar, levando-a ao mundo Numa mostra com alguma confiança.
Ao amanhecer chegam os pássaros, criando com a bruma, uma ruptura E os sons, roucos, do gotejar da paisagem e da brancura que nos surpreende. Descobrimos da pequenez que somos, com um olhar mais rotundo E ficamos gratos pela rara oportunidade de introspecção, que nos provoca a mudança.
No cimo da montanha, tudo nos apequena e nada atenua A certeza, de que a vida de sonho não é ilusão que se recomende, E de que devemos aprofundar o conhecimento vagabundo Nesta passagem temporária pelo mundo da ensinança.
1 Comment