ESTA SEMANA, NOTÍCIA DE 4 SUICÍDIOS DE PROFESSORES NA ZONA DE LISBOA por clara castilho

Hoje foi um dia em que me confrontei com informação directa sobre suicídios de quatro professores na zona de Lisboa. Não sei se vieram nos jornais, nem vou dizer os locais. Mas referem-se a colegas de colegas. Não perguntei nomes, mas sei as escolas. E ficamos a pensar na vida. Na nossa e na dos professores.

UN SUICIDIO 2

As reacções nos locais de trabalho (são as que conheço, as da família podemos calcular) são variadas mas o luto – sim, há luto – é um facto a que se tem que dar resposta.

Falemos da culpabilidade que alunos e professores sentem. Professores reveem os últimos contactos com o suicida e pensam: “se eu não tivesse dito aquilo”, como uma eventual gota de água fosse a verdadeira razão que leva ao suicídio. Não é, claro. Havia uma doença já instalada, que vinha já de longe. Havia uma incapacidade de reagir perante os infortúnios, perante os stress sentido, uma incapacidade de encontrar respostas.

Alunos pensaram: “Nós éramos umas pestinhas, coitada da professora!”

Este é um “trabalho” a ser feito junto da população, professores e alunos, das escolas onde estes casos ocorreram. Estará a ser feito?

Dados do ano passado, da Organização Mundial de Saúde, indicam que cerca de 450 milhões de pessoas sofrem de perturbações mentais em todo o mundo. Destas, mais de 350 milhões padecem de depressão. Em Portugal, a prevalência de distúrbios mentais situa-se nos 23%, acima da média europeia.

No Portal da Saúde é-nos dito:

“A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.

Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.

A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.

A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.

A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.

Normalmente, a depressão é tratada através do uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, ou da conjugação de ambas.

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