“Ruptura e Utopia”, um congresso diferente, organizado pela Associação 25 de Abril
Vasco Lourenço: “Já não há solução sem uma ruptura clara com as políticas seguidas nos últimos anos e que levaram Portugal à situação a que chegou. Tudo faremos para que seja democrática. Para que não seja violenta”.Lisboa, 06 de Março de 2015 –
O Congresso da Cidadania “Ruptura e Utopia para a Próxima Revolução Democrática”, uma iniciativa da Associação 25 de Abril que se realiza na Fundação Gulbenkian nos próximos dias 13 e 14, vai reunir destacadas personalidades da vida política, cultural, cidadã e militar do nosso país para discutir a actual situação em que Portugal está mergulhado, na tentativa de contribuir para que se encontrem novos caminhos colectivos. Ramalho Eanes, Sampaio da Nóvoa, Carvalho da Silva, Paulo Morais, Marinho e Pinto, Pezarat Correia, Martins Guerreiro, Helena Roseta, Francisco Louçã, Álvaro Laborinho Lúcio, Rui Tavares, Garcia Pereira, Duarte Cordeiro, Octávio Teixeira, Bargão dos Santos, Carlos Matos Gomes, Aniceto Afonso, André Freire, Adelino Gomes, Ana Drago, Raquel Varela e Joana Amaral Dias, entre muitos outros, já confirmaram a sua presença na Gulbenkian – e à organização do Congresso chegaram já mais de 80 comunicações assinadas por cidadãos comuns e figuras conhecidas de várias áreas da sociedade portuguesa, num esforço de representação de diferentes campos políticos e ideológicos. De acordo com o Presidente da A25A, Vasco Lourenço, este novo Congresso pretende “questionar o caminho que nos trouxe até à triste situação em que nos encontramos e promover as rupturas que forem necessárias para dar aos portugueses razões para a esperança num futuro melhor – uma nova utopia!” O Congresso, aberto à participação de todos, tem em vista “promover a acção cívica dos cidadãos e contribuir para uma política alternativa e progressista que lhes dê esperança e responda aos seus anseios de dignidade.” Três painéis: Regeneração do Sistema Político (A participação cidadã e os movimentos sociais; A abertura dos partidos políticos e o fim do seu monopólio; A Lei eleitoral e a Lei dos partidos políticos; A inovação politica na Europa; A Corrupção, a Ética e a justiça; A Supremacia do Poder democrático sobre os outros poderes); Rumo Estratégico para Portugal (Uma estratégia de ruptura progressista para Portugal; Os grandes espaços políticos e as alianças: a União Europeia, o espaço atlântico e a Lusofonia) Recuperação da Economia (A Reestruturação da dívida e o controlo democrático do poder económico; A repartição da riqueza entre trabalho e capital). Ao propor estes temas, a Associação 25 de Abril pretende provocar o debate do presente e futuro da sociedade portuguesa para: melhorar a qualidade da democracia; chamar mais e melhores homens e mulheres para a vida cívica e política; promover a abertura das organizações políticas aos cidadãos; – exigir a transparência das decisões políticas em todos os níveis; obrigar os governantes a respeitar a dignidade dos portugueses enquanto cidadãos e a dignidade de Portugal no mundo e, em particular, nos espaços políticos e económicos a que pertence de direito e em igualdade com os seus parceiros. Os promotores do Congresso da Cidadania desejam, também, “contribuir para encontrar quem seja capaz de dar sentido aos anseios da enorme frente social que se não revê, nem nos actuais partidos políticos, nem muito menos, nos actuais detentores do poder.” Fundamentam esta convicção com aquilo que consideram ter ficado demonstrado na jornada do Largo do Carmo, do passado dia 25 de Abril: só será viável devolver a esperança aos portugueses “através de uma prática correcta dos valores de Abril”. De sublinhar ainda que Congresso da Cidadania “Ruptura e Utopia”, agora convocado pela Associação 25 de Abril, surge na sequência de um vasto programa de celebrações do quadragésimo aniversário da revolução de 1974, promovido pela instituição fundada pelos “capitães de Abril”. Segundo os seus promotores o congresso dará expressão “ao clamor popular dos que querem viver dignamente como portugueses e não desistem de lutar para o conseguirem”. A sessão de abertura do Congresso será dirigida pelo Presidente da Assembleia Geral da A25A, general Garcia dos Santos, enquanto a sessão de encerramento estará a cargo do Presidente da Direcção da A25A, coronel Vasco Lourenço.
A participação no congresso é livre e gratuita. informação actualizada do Congresso da Cidadania através do sitio www.congressodacidadania.pt