DIA DO TEATRO – ANDRÉ BRUN, UM HOMEM DE TEATRO – nota breve – por João Machado

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Imagem1André Brun nasceu em Lisboa, a 9 de Maio de 1881, e faleceu a 22 de Dezembro de 1926. De ascendência francesa, foi militar distinto, e escritor, dramaturgo, cronista e humorista de grande talento. Encontra-se a sua obra actualmente bastante esquecida, tendo em conta o seu valor, no aspecto artístico, e também a importância de que se reveste para se conhecer a vida e a sociedade portuguesa no seu tempo.

Pode considerar-se que o teatroterá desempenhado um papel relevante na sua obra. Aos 19 anos André Brunajudou a fundar o cenáculo artístico “Águia”, onde, segundo palavras suas, declamou os seus primeiros versos e leu os seus primeiros ensaios de prosa. António Lopes Ribeiro (1908 – 1995), refere na introdução que fez para “A Malta das Trincheiras – Migalhas da Grande Guerra 1917-1918” que a primeira peça que André Brun escreveu para teatro foi “A Lenda dos Pomadinhas, uma opereta-vaudeville em três actos que foi representada no Club Recreativo da Lapa, a 1 de Fevereiro de 1900, por um grupo de amadores. Este incluía o autor, que na altura ainda não tinha completado 19 anos, e, entre outros, Francisco Valença, que se distinguiria como notável ilustrador e caricaturista. António Lopes Ribeiro inclui na página 14 da sua introdução ao notável livro de André Brun uma cópia do prospecto do espectáculo.

Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, na sua entrada relativa a André Brun, paraalémde “A Vizinha do lado”, de 1913, e “A Maluquinha de Arroios”, de 1916, as suas duas peças mais famosas, ambas transpostas para o cinema, foram publicadas: “Código Penal”, “Ano Novo, Vida Velha”, “Cavalheiro Respeitável”, “O Primo Isidoro”, “A Vida dum Rapaz Gordo” e “Auspicioso Enlace”. Para além destas, foram representadas mais de 30 peças, em 1, 2 e 3 actos, de que a Enciclopédia não indica a totalidade. Há peças de André Brun que nunca terão sido estreadas, pelo menos à data da publicação da entrada. De assinalar que “A Lenda dos Pomadinhas” não consta da entrada.

André Brun não está esquecido. Prova disso são os elementos que poderão consultar nos links abaixo. O primeiro permite conhecer mais alguns elementos biográficos, o segundo dá notícia de uma representação em 2014, em Chaves, da peça “O Meu Marido Que Deus Haja” e o terceiro da leitura de “Cavalheiro Respeitável”, promovida por serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, num lar de terceira idade, já no corrente ano. São mais elementos que abonam a favor de um estudo cada vez mais intenso da sua obra.

 

http://cronicas-portuguesas.blogspot.pt/2010/05/andre-brun-i-1881-1926-autobiografia.html

http://diarioatual.com/?p=177321

http://www.scml.pt/pt-PT/destaques/sessao_de_leitura_no_lar_s__joao_de_deus_2/

 

 

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