NÃO TENHO PRINCÍPIO NEM FIM
Não tenho princípio nem fim
Não principio nem acabo
Sou o rumor das pétalas a abrir
Sou o grito das cores berrantes
O vestígio de beijos a florir
A noite a cair em instantes
Sou o sangue a correr em mim
Sou a vida e a morte por um bocado
Sou o som da semente a nascer
Sou o que sou, de minha autoria
Volto amanhã, se hoje morrer
Sou o rumor do nascer do dia
Não tenho princípio nem fim
Não principio nem acabo
Anseio por ser eterno,
Ao fim e ao cabo.
(In Uma, Duas Vezes e Três)



Gostei do poema.
Aprecio muito as suas cartas e o carinho que tem pela sua Cidade, Mui Nobre, Invicta e Sempre Leal, Cidade do Porto!
Gosto também muito do Porto, que considero a minha segunda Terra! /