REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 19/04 a 25/04/2015

Ontem 25 de Abril de 2015, fez quarenta anos que se realizaram as primeiras eleições democráticas em Portugal nos pós 25 de Abril de 1974, data em que os chamados “capitães de Abril” (MFA – Movimento das Forças Armadas), com o apoio popular, derrubaram o regime de ditadura vigente desde 28 de Maio de 1926 (49 anos). Foi a primeira vez que eu votei. Antes disso recusei-me, quando estava a prestar serviço militar, a ir votar o que teve como consequência ter ficado no quartel em regime de prisão.

Tal como publiquei a semana passada “A eleição, no prazo de um ano, de uma Assembleia Constituinte foi um dos mais solenes compromissos do programa do Movimento das Forças Armadas, que derrubou a ditadura no dia 25 de abril de 1974.”

Entre as várias notícias que li durante esta semana, sobre o tema das eleições no dia 25 de Abril de 1975, fiz a selecção que de seguida partilho com os leitores:

“Quando a PIDE pagou a conta”

Artigo de Francisco Galope e Sara Rodrigues da Visão

“Com a ditadura apeada e os pides presos, foi dinheiro encontrado no cofre da polícia política que pagou o recenseamento para as primeiras eleições livres em Portugal”

Magnun photo

Apesar dos sobressaltos da revolução, a partir do momento em que assumiu a pasta da Administração Interna, em julho de 1974, o então tenente-coronel Manuel Costa Braz não se desviou um milímetro do seu objetivo: criar as condições para cumprir a principal promessa do MFA, a realização de eleições livres para uma Assembleia Constituinte no prazo de um ano.

Com rigor mecânico, pôs em andamento uma máquina, lubrificada pelo voluntarismo de muita gente movida por ideais democráticos. Convidou juristas a elaborarem o quadro jurídico para a intervenção cívica da população, incluindo a Lei Eleitoral e criou o Secretariado Técnico dos Assuntos Políticos (STAP), que ocupou no Ministério da Administração Interna a sala que servira de gabinete a Silva Pais, o último diretor da PIDE/DGS.

Uma das missões mais bicudas a que deitou mãos foi o recenseamento eleitoral, a chave-mestra para umas eleições livres e justas. “O recenseamento eleitoral, a iniciar quanto antes, há-de ser o mais amplo e sério de quantos de realizaram em Portugal”, vaticinou por esses dias Francisco Sá Carneiro, líder do PPD.

Seria um recenseamento completamente novo. Nada teria a ver com o último realizado pelo Estado Novo – voluntário, limitado e sujeito a requerimento.

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O recenseamento deveria ter ocorrido entre 9 e 29 de dezembro de 1974. Mas estendeu-se pelo janeiro adentro. “Entrei no STAP a 25 de janeiro e o recenseamento ainda estava a decorrer”, recorda Miguéis.

Costa Braz, atualmente hospitalizado, lembrava há dois anos, numa entrevista para a edição online do jornal regional Mirante (do Ribatejo), que recensear os eleitores saiu relativamente barato.

“O que se gastou no recenseamento foi dinheiro que eu tinha no cofre do gabinete, oriundo da PIDE/DGS”, disse.

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Foram recenseadas 6,2 milhões de pessoas

A leitura total da notícia dá bem conta dos esforços feitos, para que as eleições se realizassem e por isso vale a pena ler todo o artigo:

Ler:

http://visao.sapo.pt/quando-a-pide-pagou-a-conta=f817473#ixzz3YGSR5Ysv

 “Quatro décadas de democracia”

Excertos do artigo publicado no Expresso diário do dia 24/4

Ao longo de 41 anos (pós 25 de Abril de 1974) tivemos: 25 Governos; 15 Primeiros-ministros diferentes: 3 Chefiaram os 6 governos provisórios e os 12 que lideraram os 19 governos constitucionais. Só nomearam para ministras 31 mulheres. Maria de Lurdes Pintassilgo foi ministra no II e III Governos Provisórios  – Entre Set/1974 e Março de 1975(Governos nomeados por iniciativa presidencial).

Maria de Lourdes Pintassilgo, também nomeada por iniciativa presidencial foi a única primeira ministra de Portugal (nos últimos 5 meses de 1979).

Foto de Rui Ochoa (Expresso)

Na foto, Maria de Lourdes Pintassilgo, a secretária de estado, Teresa Santa Clara Gomes e o presidente da República General Ramalho Eanes

As mulheres que participaram nos governos nos dez anos seguintes ( até 1985), 30 em 12 governos, só ocuparam cargos de secretárias ou subsecretárias de Estado.

Portugal só voltou a ter uma mulher ministra em 1985, nomeada por Cavaco e Silva para Saúde, funções que exerceu no X e XI Governo constitucional ( de 1985 até 1991)

31 MULHERES MINISTRAS E 467 HOMENS

Entre 1974 e 2015, para funções governativas, foram nomeadas 127 mulheres e 1609 homens

Total de nomeações por género nos executivos 1974-2015

Como dizem os historiadores António Costa Pinto e Pedro Tavares de Almeida “o típico ministro português é homem, a meio da década dos 40, nascido em famílias urbanas da classe média, altamente escolarizado e com um passado de trabalho em funções públicas”

Cartazes para as eleições de 25 de Abril de 1975

Seguem imagens de alguns dos cartazes que fizeram história

Cartaz 1 eleições 1975

Cartaz PS 1975

cartaz PCP

cartaz PPD

cartaz CDS

cartaz frente socialista popular

cartaz MRPP

cartaz liga comunista Internacional

Cartaz anarquistas

Ver mais em:

http://visao.sapo.pt/recorde-os-cartazes-das-eleicoes-de-1975=f817215#ixzz3YGCwinz9

Concluo com uma citação do início e da parte final de um artigo, publicado na Visão 24/4, sob o título

“40 anos de eleições livres”

A 25 de abril de 1975, um ano depois da Revolução dos Cravos, o Movimento das Forças Armadas (MFA) cumpria a sua promessa e garantia a realização das primeiras eleições livres, justas e democráticas por sufrágio universal e direto. Ao fim de meio século de ditadura, o povo saiu à rua e definiu o seu destino

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O desencanto de quatro décadas de avanços e recuos, sucessos e desilusões, retiraram a inocência ao povo e às novas gerações. A abstenção anda, agora, em dias bons, pelos 40 por cento. Mas o livre arbítrio, essa máxima bíblica, continua a ser o princípio sagrado que meio século de ditadura tinha negado. Vote-se ou não se vote.

Ler mais:

http://visao.sapo.pt/40-anos-de-eleicoes-livres=f817212#ixzz3YGVx27Hl

Passando agora à actualidade e dado o relevo que dei às eleições constituintes de 1975, passo em revista apenas alguns dos temas que considerei mais relevantes desta semana.

“CONDIÇÕES DE VIDA”

Artigo da “Lusa” publicado no “Observador”

Portugal foi o país em que mais aumentou o risco de pobreza e exclusão social em 2014, logo seguido pela Grécia, segundo o Relatório da Crise da Cáritas Europa 2015, que é apresentado nesta quarta-feira em Lisboa. O relatório “O aumento da pobreza e das desigualdades — Modelos sociais justos são necessários para a solução” é uma análise aprofundada sobre a forma como a crise está a ser enfrentada nos sete países da União Europeia mais atingidos: Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Roménia e Espanha.

O relatório, que foi divulgado no passado dia 19 de fevereiro em Itália, que tem a liderança do Conselho Europeu, destaca que Portugal foi o país que teve o maior aumento da taxa de risco de pobreza e exclusão social no último ano (um aumento de 2.1 pontos percentuais), seguido pela Grécia (1.1 pp). “Outro dado relevante é que Portugal, apesar de toda a austeridade e de todos os sacrifícios pedidos, tem a segunda maior dívida pública em comparação com o PIB (128%) logo a seguir à Grécia (174,9%)”, disse à agência Lusa o presidente da Cáritas Portuguesa.

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A percentagem de pessoas que não recebe apoio ao rendimento é especialmente elevada na Grécia, Chipre, Itália e Portugal, onde mais de 40% das pessoas que vivem em famílias sem (ou quase sem) trabalho e pobres recebem apenas até 10% do seu rendimento de transferências sociais, e em Espanha e na Roménia, onde a percentagem se situa entre 30% e 40%.

Ler em:

http://observador.pt/2015/04/22/portugal-foi-o-pais-com-maior-aumento-da-taxa-de-risco-de-pobreza/

Em 2013 esta era a estatística apresentada pelo INE:

“Porque morrem tantas pessoas no Mediterrâneo?”

por João de Almeida Dias

O que aconteceu na noite de sábado para domingo, dia 19?

Pergunta 1 de 10

Foi o maior desastre náutico do mar Mediterrâneo num contexto de imigração do Norte de África para a Europa.

Um barco de pesca com 20 metros de comprimento que levava a bordo um grande número de imigrantes sem documentos – entre 700 a 950 pessoas, segundo os relatos de alguns dos 28 sobreviventes – capotou no mar Mediterrâneo. A mesma pessoa que disse ao diário espanhol “El País” que estavam 950 pessoas a bordo afirmou ainda que 200 eram mulheres e 40 a 50 eram crianças. O acidente ocorreu quando o navio estava a 70 quilómetros da costa da Líbia, de onde partira, e a 210 quilómetros da ilha italiana de Lampedusa, o destino pretendido.

Quantas pessoas entram na Europa via mar mediterrâneo? Quantas morrem?

Pergunta 2 de 10

Até à data em que este Explicador está a ser escrito – 20 de abril – as Nações Unidas estimam que tenham entrado 35 mil pessoas na Europa em embarcações ilegais vindas do Norte de África. Depois do acidente de 19 de abril, sabe-se que morreram pelo menos 1600 pessoas neste ano. Para estes contribuíram fortemente o que aconteceu no domingo, onde morreram entre 700 a 950 pessoas, e outros quatro afundamentos em fevereiro que, no espaço de poucos dias, levaram 300 vidas.

Quais são as nacionalidades destas pessoas?

Pergunta 3 de 10

Em 2014, 220.194 pessoas tentaram entrar na Europa através do mar Mediterrâneo. A maior parte deles tinha nacionalidade síria. Foram ao todo 66.690 pessoas (30% do total), sendo expectável que muitos deles estariam a fugir da guerra civil que assola aquele país desde março de 2011.

A lista continua assim: Outros (15,7%), Eritreia (15,6%), Afeganistão (5,7%), Mali (4,4%), Gâmbia (3,9%), Nigéria (3,8%), Somália (3,4%), Palestina (2,9%). 12% são ainda de países subsarianos não supracitados.

Quais são os trajetos que fazem?

Pergunta 4 de 10

São várias as rotas usadas pelos contrabandistas para fazerem chegar imigrantes à Europa um pouco por todo o continente europeu. Ainda assim, são mais frequentes os casos de barcos que partem da Líbia e que vão até a Lampedusa ou à Sicília – ambas ilhas italianas. A rota entre o Egito e as várias ilhas gregas também é comum.

Do que é que fogem?

Pergunta 5 de 10

Fogem da guerra, sobretudo se estivermos a falar de cidadãos sírios e líbios. A Síria e a Líbia já estão em guerra civil desde 2011.

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Além do mais, muitos fogem de situações de pobreza extrema nos seus países. Aqui, a pergunta pode ser feita de outra maneira: O que procuram? Aqui a resposta é simples. Condições de vida básicas e um emprego na Europa – algo que nem sempre encontram.

Há alguma altura do ano em que estas travessias aconteçam mais? Se sim, porquê?

Pergunta 6 de 10

É verdade que as travessias acontecem durante o ano inteiro, mas também é um facto que há alturas do ano em que estas são mais habituais. Durante os períodos de menos chuva o número de pessoas que tenta passar o Mediterrâneo sobe de forma clara. No inverno, quando a precipitação e o vento se fazem notar com maior severidade, a travessia torna-se teoricamente mais insegura. Por isso, a maior parte das pessoas espera pelo verão para dar o salto para a Europa.

De onde são os contrabandistas?

Pergunta 7 de 10

É difícil dizê-lo, uma vez que dos 10 234 de contrabandistas detidos pela Frontex em 2014, quase 6 mil surgem com a designação “outra nacionalidade”. Mas a nacionalidade mais comum é a marroquina, com 959 casos, seguindo-se os sírios com 811. Quanto a contrabandistas europeus, a maior parte vem de Espanha (507), Itália (487) e França (417).

Que tipo de embarcações são usadas?

Pergunta 8 de 10

A variedade é grande, desde barcos de borracha (em 2013 a Frontex referiu que estas embarcações estavam a ser cada vez mais usadas, sobretudo por subsarianos) até a navios pesqueiros de pequena e média dimensão.

Quais foram as reações políticas a esta tragédia?

Pergunta 9 de 10

O acidente levou a que fosse convocada uma reunião de emergência entre ministros dos negócios estrangeiros, do interior e outros responsáveis em representação dos 27 países da União Europeia. O encontro aconteceu no Luxemburgo e foi presidido pela Alta Representante da UE para a Política Externa e Segurança. O governo português enviou o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães.

Desta reunião, saiu um acordo de 10 pontos que foi aprovado com unanimidade. Destes, destacam-se o aumento de recursos financeiros e ativos para as operações Triton (centro do Mediterrâneo) e Poseidon (junto à Grécia); combate aos contrabandistas e às suas embarcações; obrigatoriedade de recolha das impressões digitais de todos os migrantes; criação de um programa de cariz voluntário entre os estados-membro de acolhimento de um número limitado de refugiados e um outro de repatriamento rápido de migrantes em situação ilegal; cooperação com a Líbia.

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Renzi também foi claro ao identificar o inimigo. “O problema não é o controlo do mar, mas sim combater os contrabandistas de pessoas, que são os esclavagistas do século XXI”, adiantando que o seu país já deteve 976 pessoas acusadas por este crime, embora não tenha referido a que período de tempo é que esse número diz respeito.

Até agora, o que é que a União Europeia tem feito para resolver esta questão?

Pergunta 10 de 10

No dia 18 de outubro de 2013 começou a operação “Mare Nostrum“, uma quinzena depois de terem morrido 350 pessoas ao largo da ilha de Lampedusa. Esta iniciativa do governo italiano contava com cinco navios de guerra. A estes cabia a tarefa de vigiar as águas entre a costa Norte de África, com especial atenção à fronteira marítima da Líbia, os acessos às ilhas de Lampedusa e da Sicília.……………………………………………………………………….

No decorrer da “Mare Nostrum” morreram 3300 pessoas a atravessar o Mediterrâneo. Há ainda outro número, que não é de somenos: esta iniciativa garantiu que 150 mil pessoas chegassem sãs e salvas à Europa, segundo números da Organização Internacional das Migrações.

Logo depois, veio a operação “Triton“. Bem mais pequena do que a “Mare Nostrum“, esta segunda iniciativa é coordenada pela Frontex e conta com a participação voluntária de 15 países da UE. Portugal é um deles.

Ler em:

http://observador.pt/explicadores/morrem-tantas-pessoas-no-mediterraneo/

Conselho Europeu declarou guerra aos migrantes e refugiados”

Artigo da “Lusa” publicado no “Observador”

A Cáritas Europa considerou hoje as conclusões do Conselho Europeu de quinta-feira “uma inaceitável declaração de guerra aos migrantes e refugiados”. Para a Cáritas Europa, “esta abordagem repressiva só levará pessoas desesperadas a correr ainda mais riscos para alcançar a Europa, levando a mais mortes”

Ciro Fusco/Epa

Os líderes europeus decidiram “preparar ações para capturar e destruir as embarcações dos traficantes antes que estas possam ser usadas, em linha com o direito internacional e respeitando os direitos humanos”, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Tusk informou que a UE vai triplicar as verbas e “aumentar significativamente” o apoio logístico da ‘Operação Tritão’ de patrulha e salvamento no mar Mediterrâneo, tendo os Estados-membros assumido o compromisso de reforçar o número de navios, helicópteros e peritos.

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“O Conselho Europeu mostrou uma vez mais que os seus líderes perderam o rumo e parecem ter esquecido que a solidariedade é um valor central da UE”, alerta.

Ler em:

http://observador.pt/2015/04/24/conselho-europeu-declarou-guerra-aos-migrantes-e-refugiados/

Fantasma do Apartheid voltou a manchar a África do Sul. E Moçambique ali ao lado”

Autor: Luís Leitão/Observador

As últimas semanas têm sido marcadas por uma onda xenófoba em África do Sul. Várias pessoas foram assassinadas e milhares desalojados. O medo voltou às ruas de África do Sul — mas também de Moçambique

O barril de pólvora que fervilhava há vários meses nas ruas de várias cidades sul-africanas contra os estrangeiros a viver no país rebentou na semana passada. O epicentro deu-se com grande estrondo em Durban e um pouco por toda a província de Kwanzulo-Natal, e rapidamente espalhou-se até Joanesburgo e outras localidades. No espaço de dias, a onda xenófoba já fez pelo menos seis mortos e milhares de desalojados. Ainda no sábado, foi amplamente divulgado pelo jornal sul-africano Sunday Times o assassinato do moçambicano Emmanuel Sithole nas ruas de Alexandra, arredores de Joanesburgo, em plena luz do dia, por um grupo de jovens sul-africanos que o perseguiram e o assassinaram com facas.

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De Moçambique, um dos países que mais vítimas tem registado, chegam palavras do Presidente Filipe Nyusi: “Assistimos com grande preocupação e angústia o sofrimento dos nossos compatriotas”.

Ler mais:

http://observador.pt/especiais/fantasma-do-apartheid-voltou-a-manchar-a-africa-do-sul-e-mocambique-ali-ao-lado/

“Os bastidores do poder”

Diário Económico

Na última década a economia portuguesa sofreu profundas alterações e entrou numa nova era. Por exemplo, o sector empresarial do Estado encolheu e o grupo Espírito Santo deixou de existir.

Novos investidores estrangeiros entraram em força em Portugal, enquanto alguns grandes grupos nacionais conseguiram sobreviver à tempestade que se abateu sobre o País. É preciso extrair lições destas mudanças no tecido empresarial português e também reflectir o que podemos esperar para os próximos anos.

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“A China Three Gorges e a China State Grid, que compraram participações estratégicas no sector energético em Portugal, são empresas públicas, pertencentes ao Estado chinês. Na verdade, as privatizações da EDP e da REN-0.14% não foram, por isso, privatizações totais, já que uma parte do capital dessas empresas foi adquirida por outro Estado, o chinês (…). “Os grandes investimentos angolanos na banca, nas telecomunicações e na energia em Portugal são feitos ou por empresas públicas pertencentes ao Estado angolano (Sonangol), ou por empresários que pertencem ao clã do presidente José Eduardo dos Santos. Nomeadamente, a sua filha, Isabel dos Santos, que tem participações na banca (BPI-0.97% e BIC), na energia (Amorim Energia) e nas telecomunicações (NOS). Além disso, como a própria Isabel dos Santos admitiu numa entrevista ao Financial Times, a maioria das suas aquisições de empresas têm sido financiadas com dívida.”

“Por sua vez, o grupo chinês Fosun, além de próximo do poder político de Pequim tem financiado a sua rápida expansão internacional com recurso a endividamento, que já lhe valeu reparos por parte das agências de rating. (…) “Tanto a Fosun como o grupo de Isabel dos Santos encaixam na definição de conglomerados mistos, pois tal como o GES têm negócios financeiros e nao-financeiros. O mesmo pode ser dito do espanhol La Caixa e de outros grupos estrangeiros que estão presentes em Portugal.”

“A Altice, liderada por Patrick Drahi, também financia as suas aquisições com recurso a dívida. Para financiar a compra da PT Portugal, que lhe custou 7,4 mil milhões de euros, a Altice emitiu obrigações no valor de 5,5 mil milhões de euros e contraiu um empréstimo bancário de 825 milhões de euros.”

Nas grandes empresas familiares só manda um acionista

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/os-bastidores-do-poder_216813.html

CASO BES “Reforma antecipada”

Cristina Figueiredo, Miguel Prado e Pedro Santos Guerreiro(sapo noticias)

Manuel Pinho exige em tribunal 1,8 milhões ao Novo Banco

Processo já entrou. Antigo ministro diz ter direito à reforma antecipada do BES, onde recebia até ao início do ano passado 39 mil euros mensais.

O antigo ministro da Economia Manuel Pinho, que era quadro do Banco Espírito Santo, entrou no final da semana passada com um processo contra o Novo Banco nos tribunais. Pinho exige o pagamento de 1,8 milhões de euros.

Os réus são o Novo Banco e o Novo Banco África. Em causa está o direito que Pinho garante ter de receber uma reforma antecipada do antigo Banco Espírito Santo.

Conforme o Expresso noticiou em outubro passado, o ex-ministro recebia até ao início de 2014 um ordenado mensal de 39 mil euros mensais como administrador de uma holding sem atividade, a BES África.

SEM COMENTÁRIOS

“AIIB: O novo banco asiático que desafia o FMI”

Euronews

Neste episódio de Business Middle East, vamo-nos debruçar sobre o novo banco internacional proposto pela China, o Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB).

Pequim conseguiu reunir quase seis dezenas de países para criar uma estrutura destinada a financiar projetos no continente asiático. Vários países europeus, incluindo Portugal, vão participar no núcleo de lançamento do banco. Os Estados Unidos mostram-se críticos e decidiram manter-se à margem.

“São 57 os países que vão trabalhar em conjunto para definir os parâmetros do novo Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, conhecido como AIIB. A sede é em Pequim e o orçamento inicial é de 50 mil milhões de dólares.

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Há sete países árabes envolvidos: o Egito, como fundador; os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, a Jordânia, o Omã, e o Kuwait, como associados. Dezassete países da União Europeia quiseram tomar parte, entre eles a França, a Alemanha, o Reino Unido, a Itália e Portugal.

Vários especialistas consideram que o AIIB pode tornar-se um forte adversário do Banco Mundial e do ADB, o Banco Asiático de Desenvolvimento. David Lipton, do FMI, afirma que ‘o mundo inteiro espera que esta instituição seja bem governada, seja orientada de acordo com os altos padrões que são aplicados nas outras instituições financeiras internacionais. Mas isso é algo que ainda tem de ser definido.’

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Daleen Hassan, jornalista da euronews, falou sobre esta questão com Nour Eldeen AL-Hammoury, da ADS Securities, a partir de Abu Dhabi.

euronews: Qual é a importância do AIIB para China e em que medida poderá competir com o FMI e o Banco Mundial?

Nour Eldeen AL-Hammoury: A importância deste banco assenta no financiamento de projetos massivos de desenvolvimento sustentável no continente asiático. O conceito é colmatar o fosso gigantesco que existe em termos de investimentos no setor das infraestruturas. Não será fácil competir com o FMI, mas o capital do novo banco é enorme e pode vir a financiar mais projetos asiáticos do que o FMI.

Ler e ver VÍDEO

http://pt.euronews.com/2015/04/21/aiib-o-novo-banco-asiatico-que-desafia-o-fmi/#.VTmRkpMNdw8.email

“Portugal é a sétima economia mais lenta do mundo”

João Silvestre

O Expresso fez as contas a partir das novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas esta semana em Washington. A economia portuguesa vai crescer 0,2% até 2020.

Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional /  EPA

É um tema recorrente no debate político o facto de a economia portuguesa ter vivido uma década negra na viragem do milénio. Entre 2001 e 2010, Portugal cresceu apenas 0,8% ao ano e foi um dos países mais lentos do mundo neste período, que acabou por se traduzir num salto do desemprego de 4% para quase 11%. A década passada representou uma travagem brusca face ao crescimento médio de 3% conseguido nos anos 90 e contribuiu de forma decisiva para a fragilidade com que a economia enfrentou a crise financeira.

O pior é que a atual década, mais precisamente o período de 2011 a 2020, será ainda mais negra. O Expresso fez as contas a partir das novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas esta semana em Washington, onde decorrem as reuniões de primavera da instituição e do Banco Mundial, e o ritmo de crescimento médio anual cai drasticamente para 0,2% ao ano. Portugal é a sétima economia mais lenta do planeta neste período, depois de ter estado igualmente na ‘cauda do pelotão’ na década anterior.

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Além do desemprego, que irá continuar elevado durante anos – o FMI aponta para 10,8% em 2020 -, outra das consequências do fraco crescimento português é ver os portugueses a serem ultrapassados em termos de PIB per capita. Este ano, a julgar pelas estimativas do FMI, Portugal estará na 39ª posição a nível mundial, com um PIB por habitante de 19,3 mil dólares por ano (€18 mil), numa tabela liderada pelo Luxemburgo com 96,3 mil dólares (€89,7 mil). Dentro de cinco anos, os portugueses caíram para a 41ª posição com um valor de 23,2 mil dólares (€21,7 mil) e ultrapassados, entretanto, pela Grécia e Estónia.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-e-a-setima-economia-mais-lenta-do-mundo=f920420#ixzz3Xt9b0Jsk

Estas estimativas contrariam totalmente as anunciadas até agora pelos partidos no governo e pelo Partido Socialista, nos projectos/programas eleitorais publicados pela imprensa portuguesa. Conclusão: Cada um faz as contas à sua maneira…

“Sobre as eleições, de que resulta um Governo, é importante que saibamos um pouco sobre os temas de que os políticos vão falar (II)”

 Na semana passada iniciei uma série de  publicação de vídeos que, desde o dia 2 de Março deste ano a RTP – RTP1, RTP2, RTP Informação, RTP Internacional e RTP África – passam uma rúbrica em parceria com a Pordata “Isto é Comigo?”. Porque a compreensão das estatísticas não tem que ser um assunto exclusivo de especialistas, os programas falam de uma forma clara e acessível, sobre conceitos e indicadores que, apesar de serem familiares e de nos implicarem enquanto cidadãos, nem sempre são de compreensão imediata ou óbvia.

Esta semana apresento o  vídeo sobre o que é A TAXA DE DESEMPREGO

 “DIA MUNDIAL DO LIVRO”

Os livros que mais nos marcaram este ano

No Dia Mundial do Livro (23/04), a equipa do Observador fez uma retrospetiva às leituras dos últimos 12 meses e partilha com os leitores quais os livros que foram mais marcantes.

“Nunca tinha ouvido o nome Matilde Campilho até me deixar atropelar por este cavalo cheio de poetas, verão e alegria, escrito entre Portugal e o Brasil numa língua ela própria inventada algures no meio do Atlântico. Jóquei mostrou-me o que é poesia sem cerimónia, capaz de falar de existencialismo mas também de um Black & Decker”. Ana Dias Ferreira

“Guardei este livro para o verão porque precisava de tempo e espaço para o ler. Tinha razão. Eu que não vivi nem presenciei o regresso de milhares de portugueses vindos das ex-colónias, percebi que este episódio está profundamente enraizado na nossa sociedade e, de alguma maneira, também faz parte da minha história”. Catarina Falcão

“Comecei a ler este guia de escrita de ficção por razões meramente académicas e acabei-o entusiasmado a achar que poderia ser o próximo grande romancista português. Fechei o livro, liguei o computador e percebi que estava redondamente enganado. Sim, é assim tão bom”. Tiago Pais

 Ler mais em:

http://observador.pt/2015/04/23/os-livros-que-mais-nos-marcaram-este-ano/

 

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