A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Por diversas vezes temos citado Alain Touraine e a sua afirmação de que o socialismo morreu e transcrito excertos do prefácio do seu livro “O Pós Socialismo” (“L’Après socialisme”). Como este, por exemplo: :«O Socialismo está morto. A palavra figura por todo o lado, nos programas eleitorais, no nome dos partidos e mesmo dos Estados, mas está vazia de sentido». Está vazia de sentido porque a evolução dos aparelhos partidários se deu na direcção inversa à da lógica socialista – estruturada segundo as regras do marketing e prometendo uma consolidação do bem estar segundo a lógica capitalista e não a chegada a um patamar de igualdade, fraternidade que constitua a liberdade de não dependermos de bens de consumo para ser felizes. A felicidade socialista corresponde aquilo a que na sociedade de consumo corresponde à penúria – com um reforço dos equipamentos que permitam que cada cidadão tenha bons serviços de saúde, meios generalizados de difusão da cultura e do saber… – ao diabo com as sapatilhas Nike, com os Mercedes Benz, com os Rolex, com os fatos Tussardi ou com os sapatos da Dolce&Gabana!