O link em baixo dá acesso a uma entrevista feita pela Al – Jazeera a um jovem refugiado (quase que escrevíamos fugitivo) sírio, Kinan Masalemeh, de apenas 13 anos de idade, que pede que parem com a guerra no seu país. A sua juventude, a sua pouca, mas terrível, (in)experiência, merecem toda a nossa compreensão, toda a nossa tolerância. Como é possível aparecer-nos um jovem, praticamente uma criança, a dizer-nos estas palavras? Entretanto, por todo o mundo, tem sido divulgado a imagem terrível de uma criança de três anos, Aylan Kurdi, também síria, morta por afogamento, que apareceu numa praia turca, e cuja família fugia da guerra. E, mais terrível ainda, como é possível, num mundo que se desejaria moderno (o que é isso, moderno?) e civilizado (mesma pergunta) aparecerem crianças e jovens, a morrerem tão brutalmente, ou a mostrarem tamanha desilusão, tamanho sofrimento. Como é possível uma criança tão pequena, morrer assim, à frente de todos nós? E outras, com tanto sofrimento? Haverá quem consiga dar uma explicação minimamente coerente para este estado de coisas?
Haverá sempre quem diga que não tem nada a ver com isto. Temos que dizer: não é verdade. Todos temos a ver com estas crianças, a morrerem assim. Tal como todos tivemos a ver com os campos de concentração da Segunda Grande Guerra Mundial, com o que se passou no Ruanda, ou está a acontecer na faixa de Gaza, ou na Margem Ocidental, ou noutras situações que vão ocorrendo neste mundo, que alguns pretendem que seja global (mesma pergunta: o que é que isso significa?).
Não é crime com certeza divulgar estas imagens, e as mensagens que as acompanham. Vejam e pensem sobre elas: