Já temos falado no Estrolabio da história do fado e das suas nebulosas origens – Segundo a versão mais consensual, seria inspirado no lundum dançado pelos escravos africanos, terá vindo do Brasil quando a corte regressou a Lisboa. Há quem lhe atribua origens na música que os muçulmanos aqui deixaram e também quem pense que o fado tem raízes celtas. Por finais do século XIX já se encontram referências ao fado em grandes escritores, como Eça de Queirós. O célebre quadro de José Malhoa, foi realizado em 1910. É uma pintura a óleo sobre tela, medindo 150 cm de altura e 183 cm de largura.
Não vamos aqui ocupar-nos desse problema – hoje apenas queremos lembrar que o fado tem sido inspiração para pintores, escritores, cineastas…Há versos de grande poetas portugueses cantados por fadistas e também alguns poemas de poetas famosos expressamente escritos para fados. Se é «a canção nacional» ou não é coisa que não discutimos.
Eis um poema de José Régio (1901-1969)– Fado Português – de Poemas de Deus e do Diabo’, Música de Alain Oulman (1928- 1990) A voz é a da inesquecível Amália Rodrigues.
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