
Os Lábios
Poema: Eugénio de Andrade (adaptado) [texto original >> abaixo]
Adaptação: Henrique Tomás Veiga
Música: Henrique Tomás Veiga
Arranjo: Arménio Assis e Santos
Intérprete: Henrique Tomás Veiga / Grupo de Fados da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra no Porto* (in CD “Coimbra Eterna”, Strauss, 1998)
I
Na música que é tua,
meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
E nunca mais.
Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
Ao fundo.
E nunca mais.
II
Meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
Arrastam-te ao fundo.
E nunca mais.
Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
Ao fundo.
E nunca mais.
* Henrique Tomás Veiga – voz
Arménio Assis e Santos – guitarra de Coimbra
António Moniz Palme – guitarra de Coimbra
Mário Araújo Ribeiro – viola
Manuel Campos Costa – viola
Supervisão de produção – Maria Lourdes de Carvalho
Gravado nos Pinguim Estúdios, Gondomar
Técnico de som – Luís Carlos Pereira
Pré-Masterização – Jorge d’Avillez, no Strauss Studio, Lisboa
OS LÁBIOS
(Eugénio de Andrade, in “Obscuro Domínio”, Porto: Editorial Inova, 1971; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 155-156)
Na música que é tua,
meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
E nunca mais.
Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
E nunca mais.
