A NOSSA RÁDIO – CELEBRANDO EUGÉNIO DE ANDRADE – OS LÁBIOS

Eugenio_de_Andrade_por_Emerenciano_1988
Eugenio_de_Andrade_por_Emerenciano_1988

Os Lábios

 

Poema: Eugénio de Andrade (adaptado) [texto original >> abaixo]
Adaptação: Henrique Tomás Veiga
Música: Henrique Tomás Veiga
Arranjo: Arménio Assis e Santos
Intérprete: Henrique Tomás Veiga / Grupo de Fados da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra no Porto* (in CD “Coimbra Eterna”, Strauss, 1998)

I
Na música que é tua,
meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
E nunca mais.

Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
Ao fundo.
E nunca mais.

II
Meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
Arrastam-te ao fundo.
E nunca mais.

Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
Ao fundo.
E nunca mais.

* Henrique Tomás Veiga – voz
Arménio Assis e Santos – guitarra de Coimbra
António Moniz Palme – guitarra de Coimbra
Mário Araújo Ribeiro – viola
Manuel Campos Costa – viola
Supervisão de produção – Maria Lourdes de Carvalho
Gravado nos Pinguim Estúdios, Gondomar
Técnico de som – Luís Carlos Pereira
Pré-Masterização – Jorge d’Avillez, no Strauss Studio, Lisboa

OS LÁBIOS

(Eugénio de Andrade, in “Obscuro Domínio”, Porto: Editorial Inova, 1971; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 155-156)

Na música que é tua,
meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
E nunca mais.

Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
E nunca mais.

Nota prévia:

Para ouvir os poemas de Eugénio de Andrade (os ditos/recitados e os cantados), há que aceder à página

http://nossaradio.blogspot.com/2015/06/celebrando-eugenio-de-andrade.html

e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.

Leave a Reply