
“A Grande Beleza” está para Paolo Sorrentino como “A Árvore da Vida” para Terrence Malick. São obras de profunda reflexão que representam como nenhuma outra os seus autores, quer em termos filosóficos quer cinematográficos. Depois delas, torna-se difícil reinventarem-se. Malick fez “A Essência do Amor” e concentrou-se mais na poesia. Entendeu que uma forma interessante de se libertar de “A Árvore da Vida” era realizar um filme justamente sobre a libertação do corpo. As voltas e voltas que Olga Kurylenko dá em torno de si mesma são a coreografia de um processo de transformação, de purga. Como os patos batem


