PROBLEMAS DE ONTEM E DE HOJE QUE JÁ NÃO DISCUTO COM O MEU AMIGO ANTÓNIO GAMA – por JÚLIO MARQUES MOTA – V

júlio marques mota

António Gama (1948 - 2014)
António Gama (1948 – 2014)

Problemas de ontem e de hoje que já não discuto com o meu amigo António Gama

(conclusão)

  1. De novo a Europa, a sua crise, as suas migrações – o exemplo da Grécia

Dos tempos e dos ventos de esperança que à Grécia acostaram em 25 de Janeiro, lembramos duas afirmações de Alexis Tsipras:

  1. Alexis Tsipras no seu discurso de investidura em Janeiro: “O orgulho e a dignidade do nosso povo não serão postos sobre a mesa das negociações; Somos a carne da carne deste povo, somos cada palavra da Constituição deste país e é ele que serviremos até ao limite”

  2. Alexis Tsipras – Discurso aos gregos (3 de Julho antes do referendo):

“Domingo, 5 de Julho, dirigiremos todos em conjunto uma mensagem de democracia e de dignidade à Europa e ao mundo.

Enviaremos aos povos uma nova mensagem de esperança. Porque não decidiremos não somente, este Domingo, ficar na Europa. Decidiremos viver com dignidade na Europa, trabalhar e prosperar na Europa. De estarmos entre iguais na Europa, em igualdade com todos.

A Grécia, a nossa pátria, era, é e permanecerá o berço da civilização europeia. É neste lugar, diz a mitologia, que Zeus, retirando-se, conduziu a princesa Europa. E é deste lugar que os tecnocratas da austeridade desejam actualmente retirá-la. Mas não o farão. Porque, Domingo, dir-lhes-emos “não”.

Dos tempos e dos ventos de desesperança agora impostos por Bruxelas, Frankfurt e Berlim, vejamos uma amostra sobre o que se passa na Grécia: Para o efeito reproduza-se um excerto de uma análise feita por Panagiotis Grigoriou[1]:

Alexis Tsipras – Nós conquistaremos o amanhã. Atenas Setembro de 2015.

“Para muitos gregos, para os médicos e para os voluntários do Centro Solidário de Ellinikón, o dia de amanhã (…) é já a morte conjugada no presente.”

“O Parlamento Europeu decidiu atribuir ao Centro Solidário de Ellinikón, o “Prémio do Cidadão europeu” para 2015, em reconhecimento da luta que efectuámos desde há quase 4 anos, em benefício dos abandonados pelo Estado oficial, desempregados, doentes sem cobertura de Segurança Social, para enfim, ajudar a construir uma sociedade melhor. Esta luta, contudo, foi tão necessária porque, precisamente, as políticas aplicadas e que as que se continuam a aplicar no nosso país, são o resultado directo das pressões e das chantagens exercidas pelo Fundo monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e pela União Europeia (UE), o que conduziu a excluir do sistema da saúde, mais de três milhões de cidadãos, desempregados, sem abrigo e pobres”.

A Europa para nós, como para a maior parte dos Gregos, poderia ser a nossa casa. Evocamos esta Europa dos povos, da compreensão mútua e da solidariedade. Desejamos mesmo realizar esta Europa que procuramos. Mas é com tristeza e muita dor que vemos esta Europa perdida nos mecanismos da burocracia, nos dos juros, nos dos financeiros e dos bancos. É então que com muita pena constatamos de quanto a prioridade desta Europa, é sobretudo a de encontrar milhares de milhões de euros para os bancos privados, enquanto exerce pressões de modo que a redução das despesas do sistema nacional de saúde na Grécia, já vai em mais de 50% relativamente ao orçamento de 2009, se venha em breve ainda a tornar mais importante”. “De acordo com os dados do Instituto “Prolepsis”, o empobrecimento massivo da maior parte do povo grego já conduziu a uma tragédia: 6 de cada 10 alunos em 64 escolas de Atenas encontram-se numa situação de insegurança alimentar. 61% Dos alunos das mesmas escolas, têm já um familiar desempregado, enquanto para 17% das famílias, nenhum familiar tem emprego. 11% Das crianças não têm cobertura da Segurança Social, e 7% de entre elas, viveram sem electricidade durante mais de uma semana durante o ano 2014, por último, para 3% das crianças, continuam ainda a viver sem electricidade. 406 Escolas através de toda a Grécia receberam uma ajuda em 2014 para alimentar 61.876 alunos. Para este ano 1053 Escolas solicitaram esta ajuda, a fim de beneficiar do programa “Alimentação”, e assim poderem alimentar os seus 152.397 alunos, mas hoje são apenas 15.520 alunos de 150 escolas que beneficiam deste programa”.

“42 727 Questionários foram respondidos pelos pais em 23 distritos através do país e deles decorre que 54% das famílias são confrontados com a situação de insegurança alimentar, 21% de entre elas, simplesmente defrontam-se com a situação de fome. De acordo com um estudo do Serviço do Orçamento do Estado do Parlamento, 3,8 milhões de Gregos têm rendimentos próximos do limiar de pobreza (EUR 432 por mês por pessoa) enquanto 2,5 milhões de Gregos vivem debaixo do limiar de pobreza (EUR 233 por mês e por pessoa, o que significa com efeito, uma situação de extrema pobreza). Em suma, 58% da população grega, cerca de 6,3 milhões de pessoas, vivem na proximidade ou abaixo do limiar de pobreza”.

“Esta Europa então que nos quer recompensar, parece não se sentir de modo nenhum embaraçada em face de todas estas verdades nem em face já aos milhares de mortes nossos concidadãos excluídos do sistema de saúde. Estes falecimentos terão então em breve um efeito de bola de neve, dado que o memorando III assinado pelo governo impõe reduções suplementares para o Sistema de Saúde, de 933 milhões de euros numa primeira fase”.

“Seria hipócrita da nossa parte receber este prémio quando esta Europa fecha os olhos face aos lactentes que sofrem de desnutrição, face aos doentes atingidos de cancro já mortos, face ao olhar cheio de desespero dos doentes que sofrem, das mães que nos contam as suas histórias terríveis quanto ao abandono de que as suas famílias são vítimas, vivendo sem electricidade, sem água corrente e com um mínimo de alimentos para mais um ano ”

“A palavra do nosso médico e que nos representa, Yórgos Vichas é clara: “os milhares de mortes entre os nossos doentes não cobertos pela Segurança Social ou então destes que respiram à nossa volta, olham-nos todos de olhos nos olhos e consequentemente, (eles) não nos permitem aceitar este prémio”. Não viramos as costas à Europa, nem aos povos europeus que connosco têm sido solidários de uma forma impressionante!”

 “Devemos em contrapartida virar as costas aos políticos e às instituições, como o Parlamento, que durante muito tempo apenas consideraram as vidas humanas como sendo simples unidades contabilísticas. Esta maneira de ver e de agir constitui desde há mais de cinco anos, uma vergonha para a cultura europeia. A verdade é que esta barbárie deve ser parada imediatamente.”

Uma vergonha, diremos nós. Ainda de acordo com Panagiotis Grigoriou:

 “o tratamento infligido à Grécia faz-nos antecipar o que se irá produzir na Itália, na Espanha ou a França [ ou mesmo em Portugal]. Temos aqui, certamente cinco anos de avanço sobre o futuro da Europa, o verdadeiro Futuroscópio é imediatamente visitável em Atenas.

Contudo agora sabe-se. A guerra será longa e será sem piedade. Haverá nações a revoltarem-se e haverá populações que irão perecer. As nossas linhas (Maginot) políticas, herdadas da época democrática, todas estas histórias bem engraçadas a dormirem de pé antes de morrer, entre “esquerda” e mesmo “direita”, e que não põem em causa o totalitarismo europeísta estão neste momento obsoletos.”

Mas o nosso etnólogo grego vai mesmo mais longe na sua análise e diz-nos:

“Memorando após memorando, suicídio após suicídio, é então a relação… social tecida em torno do medo e da morte que se torna então o catalisador não controlável do futuro. A barreira anatómica da sociedade grega foi aberta desde então, a ferida está escancarada. Salvo que finalmente, o medo foi vencido, já em Janeiro de 2015 e seguidamente, aquando do recente referendo. Daí muito… logicamente, esta expedição punitiva, herdada do passado imperial e nazi da elite alemã” [que é o Memorando III].

Tudo bem claro, portanto. Desta Europa é pois uma trágica imagem que se acaba de descrever. Os aprendizes de feiticeiros que governam esta Europa em profunda crise têm rapidamente de ser substituídos, demitidos, caso contrário não sabemos que hecatombes mais serão eles capazes de provocar. Não basta portanto caírem os funcionários locais, como aconteceu agora com a queda do governo de Passos Coelho. Parece agora confirmar-se a posição de George Kennan em que este concluíra que os europeus tinham tanta falta de visão colectiva ou de entendimento mútuo que o Departamento de Estado teria de “decidir unilateralmente” o que seria bom para eles. Mas os tempos são outros e a América já não é a América do plano Marshall nem Obama, prémio Nobel da Paz, já não tem a força que precisaria de ter, prisioneiro que também ele está, quer de fanáticos protestantes que dão pelo nome não da direcção do Bundesbank, género Jens Weidmann, como se passa na Europa mas sim de dirigentes do Tea Party e das igrejas da América profunda quer ainda da estrutura militar americana e do NSA. É pena. No fundo, tudo leva a crer que são estes fanáticos que andarão a governar o mundo e só assim é que se podem entender o conjunto de conflitos que assolam a humanidade, em que alguns deles concebidos ou a terem tido a sua origem em decisões tomadas em Washington são bem perigosos, em risco de levarem a uma terceira guerra mundial. Quem gerou o monstro Frankenstein, perguntou no Senado francês o general Vincent Desportes. E o general deu a resposta: os Estados Unidos[2] . Isto só é logicamente entendível se Obama, ele próprio Prémio Nobel da Paz e depois de ser premiado já com mais guerras no activo que Bush, estiver prisioneiro de forças reaccionárias como os fanáticos do Tea Party ou de generais do tempo da guerra fria ainda no Pentágono. No fundo, a dar-nos a ideia de que a agressiva política externa americana é um sub-produto para contornar as dificuldades internas, a confirmar a tese de Alexis Tocqueville de que nas democracias, “as políticas externas são frequentemente efectuadas a partir da política interna”. Parece ser este o caso, o de Obama como o foi com Bil Clinton, também. No caso de Obama, a crise a Leste da Europa, com a Ucrânia, a crise no Médio Oriente com a Síria e com a destruição da Líbia, os conluios com as ditaduras árabes, a política do ni-ni aplicada à Grécia, a atingem por ricochete a Europa e lembro a pergunta do General Vincent Desportes: quem foi o Doutor que criou este Frankenstein? Os Estados Unidos, respondeu ele. Mais precisamente Barack Obama, diríamos nós, até porque teve na mão oportunidades únicas na História que as deixou escapar, como as Primaveras Árabes, talvez devido a estar prisoneiro da alta finança e do Tea Party. Toqueville, mais uma vez.

Aqui e de novo vale a pena lembrar a série editada no blog sobre a Grécia com o título Caderno de notas de um etnólogo na Grécia -Uma análise social diária da crise grega em que no texto nº 44 da série e intitulado Bric-à-Brac se pode ler:

A política é evocada certamente entre amigos, mas de maneira visivelmente… cutânea. Em Tessália como noutros lugares acaba de se saber que Alexis Tsipras viaja esta semana para os Estados Unidos. A Tsipromancie… ambiental e mediática, sublinha então (e talvez com razão), “a importância do encontro entre o Presidente Obama e Alexis Tsipras”. Uma certa imprensa que se quer bem informada e que cita para efeitos de reportagem as suas próprias fontes diplomáticas, evoca esta posição e… também a incitação (supomo-lo em todo caso), expressa pela diplomacia dos Estados Unidos, relativamente à Grécia, ou seja durante o mês de Julho passado:

“Quatro dias após o acordo de 12 de Julho de 2015 entre a Grécia e os credores, o embaixador da Grécia em Washington, Chrístos Panagopoulos, redige então um telegrama confidencial, resumindo estes longos meses da cooperação entre Washington e Atenas. Esta colaboração visava contrariar a agressividade de Berlim, como também, manter a Grécia na zona euro conduzindo a um acordo que perduraria no tempo. Assim, e após os seus contactos regulares com um interlocutor, um alto funcionário na Administração Americana ligado ao Secretário de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, este último, transmitiu impressões procedentes da reunião de hoje, havida entre Jacob Lew (secretário do Tesouro – Estados Unidos) e (Wolfgang Schäuble, ministro federal das Finanças da Alemanha), reunião que se terá realizado num clima aparentemente bem tenso, pelo menos quando se falou do nosso país, ‘ (a Grécia) ”.

De acordo com a leitura atenta deste texto, resulta que sobre o fundo da questão, os Estados Unidos aconselharam Aléxis Tsípras durante todo o período em que decorreram as negociações e isso, até ao último momento. O governo grego… por conseguinte foi exortado essencialmente a agir sobre a base seguinte: “a parte americana aguarda as próximas diligências da parte grega, para além do que já está aceite, e Atenas por seu lado, devia evitar desafiar frontalmente Berlim (por exemplo: os ataques verbais, as campanhas através dos meios de comunicação social), dado que o objectivo é formar alianças mais largas com outros países europeus, nomeadamente, o Reino Unido, a França, a Itália, a Áustria, os quais deviam ser convencidos da determinação de Atenas a pôr primeiramente em prática as reformas, de modo que, por sua vez, possam assim oferecer o seu apoio à Grécia, face à Alemanha”,[3] escreve o diário “Kathimeriní” do 27 de Setembro. Então… que grande política esta? Morram primeiro e revoltem-se depois, parece ter sido a política de Obama para com a Grécia!

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A preços de saldo… Em conjunto também na crise ‘. Atenas, Setembro 2015


Enquanto esperam, os navios abordam sempre o Pireu e num dos seus bares de grande público, dois turistas contentes, vindos da Alemanha, fazem então esta bela pergunta ao barman: “Parece que o porto do Pireu está, a partir de agora, comprado pelos Chineses, isto não vos choca?” À maneira de resposta, o barman imediatamente retorquiu-lhes: “Parece que os aeroportos de Atenas, bem como 14 outros grandes aeroportos do nosso país pertencem agora aos Alemães, isto não os choca?” E a conversa morreu por aqui. 
Estranho momento… e então insólitas confidências, assim oferecidas pelo diário histórico e conservador grego, estabelecido perto do Pireu porque pertence essencialmente a um armador. Não estou nada convencido de que os Gregos se interessem imensamente neste momento pela alta diplomacia. Porque as medidas do memorando III, anunciadas e praticadas a partir do mês próximo retêm mais a sua atenção, é claro. Na Grécia como se sabe, o Outono começa em Outubro…

Troca de ideias rápidas e tantos detalhes fragmentados de um diário marcado… pelas primeiras chuvas de um novo outono grego como também de um inverno europeu já bem instalado . É a crise. E da Grécia o economista Vassílis Viliardos diz-nos:

Certamente, este governo (SYRIZA) será derrubado, eventualmente de maneira violenta, enquanto a Grécia se irá transformar num Estado em falência, num país onde nada mais poderá ser aplicado … sobre nada, e então, sobreviverão apenas os que conhecem de cor … a lei da selva. E se acrescentarmos a tudo isto, esta probabilidade de ver centenas de milhares de migrantes bloqueados dentro das nossas fronteiras, porque outros países irão fechar hermeticamente as suas, a imagem do país será então a de um pesadelo e, além disso, inédito até agora na história do mundo”, escreve o economista Vassílis Viliardos sobre o seu blog. Os tempos são duros mas pelo menos, não nos enganamos mais (e de que maneira) na análise.

Uma representação deste universo dantesco:

antónio gama - IV

Um resgate:

antónio gama - V

Um mapa bem ilustrativo:

antónio gama - VI

E um número terrível:

Mais de uma milhão de Gregos deixou o país desde 2010, o número é importante.

É a crise de um país arrasado pela lógica da austeridade e das migrações também, o tema preferido nas minhas conversas com António Gama. Tempo de migrações, tempo de deslocações de populações em massa que o nosso Gama poderia nesta perspectiva estudar, decorticar, explicar, com a mesma intensidade, a mesma alegria, o mesmo brilho nos olhos, o mesmo sentido profundamente crítico, com que me explicava a política absurda seguida por Madeleine Albrigth nos Balcãs, de que muitos dos seus efeitos estão hoje bem presentes, mas agora como problemas europeus. Um pouco como o dólar como moeda, como problema: o dólar é a nossa moeda, é o vosso problema , terá dito o secretário de Estado do tesouro americano aos europeus.

E se… bem nos poderia também explicar que a trajectória de Albright a Kerry, de Clinton até ao fim do mandato de Obama, é toda ela uma trajectória pura e simplesmente de comportamento imperial. As marcas desta trajectória estão gravadas a sangue no mármore da Europa e na alma dos seus povos, de que a Grécia com a tragédia das migrações que a atravessam e a destroem por todos os lados é hoje um exemplo bem evidente desta triste realidade. Nada mais que isso.

Estes seriam pois os temas que hoje poderia voltar a discutir com António Gama e assim problematizarmos todas estas questões no quadro de uma perspectiva global, se…

Mas vivemos apenas ou sobretudo um tempo de vazios colectivos, de vazios sobre o passado, sobre o presente, sobre o futuro, e do vazio deixado pelo Gama também.

Coimbra, 31 de Dezembro de 2015

Júlio Marques Mota

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[1] Panagiotis Grigoriou, Carnet de notes d’un ethnologue en Grèce – Une analyse sociale journalière de la crise grecque, Mensonge et barbárie. 16 de Setembro de 2015. Texto disponível em:

http://www.greekcrisis.fr/2015/09/Fr0464.html#deb

[2] Veja-se: Débat en séance publique sur la prolongation de l’opération Chammal en Irak – Audition du Général de division (r) Vincent Desportes, professeur associé à Sciences Po Paris. Texto disponível em :

http://www.senat.fr/compte-rendu-commissions/20141215/etr.html

[3] O sublinhado é nosso. Diga-se o que se disser de Tsipras, uma coisa parece certa: muita gente o terá traído pelas costas ou pela frente, como se queira. De François Hollande ou de Renzi tudo é já sabido. De Obama com este texto, que  fala por si próprio e a dispensar quaisquer comentários, fica-se também claramente esclarecido.

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Para ler a Parte IV de Problemas de ontem e de hoje que já não discuto com o meu amigo António Gama, publicada ontem em A Viagem dos Argonautas, vá a:

PROBLEMAS DE ONTEM E DE HOJE QUE JÁ NÃO DISCUTO COM O MEU AMIGO ANTÓNIO GAMA – por JÚLIO MARQUES MOTA – IV

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Leia também Morreu o Professor António Gama – a homenagem de Júlio Marques Mota, em A Viagem dos Argonautas, acedendo ao link:

http://aviagemdosargonautas.net/2015/01/02/morreu-o-professor-antonio-gama-a-homenagem-de-julio-marques-mota/

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