FRATERNIZAR – D. António Marto reage a Petição Pública ao papa – É TÃO ALÉRGICO AO CHÃO QUE JÁ SÓ POUSA OS PÉS EM RAMOS DE AZINHEIRA!!! * Director de VP afina pelo mesmo diapasão! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

fraternizar - 1

 

A Petição Pública contra a visita do papa Francisco a Fátima incomodou tanto sua Ex.cia Rev.ma, o bispo de Leiria-Fátima, que ele apressou-se a responder aos jornalistas, “Não me tira o sono e não me traz novidade nenhuma”. Aos ouvidos de jornalistas pés-de-microfone, esta sua afirmação significa, Estou-me nas tintas para esse tipo de iniciativas. Aos ouvidos de jornalistas orgânicos com as vítimas dos sistemas de Poder, esta sua afirmação revela um bispo tão alérgico ao chão calcorreado pelos seres humanos de carne e osso, nomeadamente, as multidões de vítimas do embuste de Fátima e sua senhora cega, surda e muda, que já só pousa os seus pés em ramos de azinheira, à semelhança da senhora de fátima que as três desgraçadas criancinhas daquela freguesia de Ourém foram ensinadas pelo clero a dizer que lhes apareceu durante seis meses, de Maio a Outubro de 1917, no decurso de um tosco teatrinho com tudo de vómito. A Petição não lhe tira o sono, porque um extra-terrestre como ele e a generalidade dos seus confrades, todos mais episcopais do que humanos, já não têm sono, não fazem chichi nem cócó, não comem nem bebem, vivem constantemente rodeados de anjos, arcanjos, querubins, serafins, nuvens e muitas pombas brancas, que preto é coisa de escravos, seres inferiores, sem alma, condenados a trabalhos forçados, carregados de pecados.

Foram tantos e tamanhos os sapos vivos que António Marto teve de engolir para poder ser bispo residencial da diocese mais desgraçada e mais corrupta do país, da Europa e do mundo ocidental, que nunca mais pôde voltar à sua anterior condição de filho de mulher, sensível aos demais, só mesmo a imagens de senhoras de fátima para todos os gostos e para todas as bolsas. Num negócio de lavagem de dinheiro sujo à escala global, que estado algum, polícia alguma se atrevem a investigar. Não vá uma nova pneumónica aparecer de repente e voltar a dizimar quantos “jacobinos” (a palavra é do bispo aos jornalistas) forem necessários, como a que, logo depois das “aparições”, dizimou, não os tais “jacobinos”, mas precisamente os dois irmãos “videntes”, Francisco e Jacinta, ele de 8 anos de idade, ela de 7 anos de idade. E, deste modo, deixou o clero de Ourém de mãos livres para poder fazer gato-sapato da única sobrevivente Lúcia, mantida quase analfabeta pelo resto da sua longa e amargurada vida de freira doroteia à força e, por fim, freira de clausura em Coimbra. Um cime inominável que uma previsível beatificação-canonização do papa de Roma ajudará indubitavelmente a encobrir para sempre. Como já aconteceu com o papa João Paulo II, fatimista e anti-ateísta primário, o maior cúmplice activo dos crimes de pedofilia de múltiplos clérigos católicos. E tudo, obviamente, em nome de deus, o do papa, do cristianismo e do seu cristo-poder financeiro.

Estranhamente, também o Director de VP-Voz Portucalense, Pe. Manuel Correia Fernandes, meu amigo pessoal, afina pelo mesmo diapasão do bispo de Leiria-Fátima, quando seria de esperar que, ou ignorasse a Petição Pública, ou se se lhe referisse, o fizesse no respeito pela inteligência e pelo contributo dos muitos subscritores, elas e eles, à cabeça dos quais figura o conhecido cantautor Pedro Barroso, cujos familiares, ao tempo das “aparições”, tiveram de conviver de perto com aquela vergonha e aquele crime clerical que envolveu três crianças, dois irmãos e uma sua prima, qual das três a mais tolhida de medo, incutido pelos padres pregadores da “Santa Missão” e pelos horrores contidos no Livro MISSÃO ABREVIADA. Um livro que, pelo menos, a mãe de Lúcia possuía em casa e lia às noites, à luz da vela (ainda não havia luz eléctrica nas casas nem nos caminhos, senhores!). Talvez não saibam, mas é esse sinistro livro que descreve o inferno de que fala a nova versão das “aparições” contida no livro “Memórias da irmã Lúcia”, iniciado a partir de 1935. E que fundamenta a criação da chamada Fátima 2, precisamente a que mais tem sido vendida ao mundo e hoje é já um dos mais obscenos ex-libris do turismo religioso nacional e mundial. Para vergonha de quem o promove e de quem lhe dá corpo.

“Esta é verdadeiramente – escreve CF na pg 15 de VP, 7 Dez.º 2016 – uma reação [sic, em conformidade com o novo (des)Acordo Ortográfico] do mais ridículo laicismo de alguma gente de pensamento superficial e incompleto”. Tal e qual. Pelos vistos, o pensamento profundo e completo é um exclusivo dos cristãos católicos fatimistas, entre os quais, curiosamente, não figura um único teólogo católico de craveira internacional, excepção feita à Universidade Católica Portuguesa que, como instituição sob a jurisdição da CEP, juntou os seus trapinhos aos do Santuário de Fátima, para a publicação conjunta em vários volumes do que titularam, “Documentação Crítica de Fátima”. Por sinal, uma documentação que o meu recente livro FÁTIMA $.A., Seda Publicações 2015, põe a nu e dela, Fátima 1 (1917-1930) e Fátima 2 (de 1935 até aos nossos dias) não deixa pedra sobre pedra . É imperioso ler o Livro para crer.

“Vivemos – escreve logo depois CF na sua Crónica – numa sociedade de estruturas laicas, e isso é normal e até positivo, porque permite as opções de cada pessoa ou de cada grupo.” Mas, logo adiante, apressa-se a distinguir e a atacar: “A laicidade é uma atitude saudável; o laicismo é uma atitude totalitária e portanto de tipo fascista, ou fascizante, persecutório, pretendendo abolir tudo o que saiba a sagrado e sobrenatural. É uma atitude vistas curtas e de horizontes fechados.” De novo, tal e qual. Vejam, pois, o desplante do Director de VP, semanário oficioso da diocese do Porto. Até parece que o terrorismo das “aparições” de Fátima, uma criação do cónego Formigão, então Professor do Seminário de Santarém, e do famigerado Pe. Lacerda, mais uns quantos párocos de Ourém, entre os quais, curiosamente, não se conta o pároco de Fátima em 1917 que, por via disso, veio a ser substituído por outro mais colaborante com o teatrinho das “aparições”, é um dos dogmas centrais da fé católica, quando, na verdade, não só não faz parte da fé, como é até o que há de mais contrário a ela. Mais ainda: Até parece que a igreja católica romana, com todos os seus dogmas, todas as suas seculares intolerâncias, todas as suas Cruzadas e Inquisições, todas as suas excomunhões, todos os seus “index”, todas as suas fogueiras a queimar “hereges” e “bruxas”, todas as suas guerras desencadeadas por papas e reis, seus vassalos, com o objectivo de “dilatar a fé e o império”, foram, são iniciativas, posturas libertárias, amigas dos povos, da liberdade de expressão e de crença. Francamente!

Nem o facto – perdoem-me a inevitável referência pessoal – de um dos subscritores da Petição Pública, ser eu próprio, presbítero-jornalista da igreja do Porto e autor dos dois livros mais teologicamente fundamentados, “FÁTIMA NUNCA MAIS, Campo das Letras 1999, e FÁTIMA $.A. Seda Publicações 2015, levou o Director de VP, bem como o bispo de Leiria-Fátima a conterem-se na reacção pública ao Texto da Petição que circula nas redes sociais, com destaque para o Facebook. Acham ambos que subscrever a Petição para que o papa não venha a Fátima legitimar a falsidade do milagre do sol e de outros acontecimentos ligados àquele “covil de ladrões” bem mais escabroso do que o templo de Jerusalém que Jesus Nazaré, em Abril do ano 30, classifica como tal, é o equivalente a combater. Mas combater é o que sempre tem feito a hierarquia da igreja que nunca suportou a humanidade não-cristã, muito menos a salutar e fecunda dissidência no seu seio e sempre fez da excomunhão e do anátema a sua principal arma contra os seres humanos, os povos e as outras fés. Mas, meus dois amigos e irmãos, olhem que se trata apenas de uma Petição Pública (=um Pedido Público) dirigida ao papa Francisco. Não de um combate. O Texto limita-se a pedir, não excomunga, como sempre foi, é apanágio da igreja católica. Ainda que hoje, de modo mais simbólico e sibilinamente refinado, até para evitar fazer “mártires”, cujo sangue fatalmente cairia sobre ela e seus chefes empresários episcopais e paroquiais, monarcas absolutos, com as leigas, os leigos que ainda os frequentam, a seus pés. Todos acólitos atentos e reverentes. Uma vergonha institucional, absolutamente intolerável no terceiro milénio, felizmente, já pós-cristão.

www.jornalfraternizar.pt

1 Comment

  1. Mais um grande texto esclarecedor Pe Mário! Parabéns pela coragem que não o abandona! Esta gente reage porque tem medo. Se não tivessem, ignoravam! Têm medo que as pessoas “acordem”. Mas são burros, porque Fátima vai encher, vai rebentar pelas costuras porque muitos católicos querem ver ao vivo e a cores o papa mais mediático de todo o sempre. A petição não é uma ameaça não é uma ignomínia como muitos afirmam. É um mero pedido de cidadãos conscientes daquela farsa e daquela máquina de produzir dinheiro – que não se destina a contribuir para o PIB Nacional. Estes cidadãos pedem para que o papa não venha confirmar, com a sua presença, a eternização de uma hedionda mentira. Se houve ali “milagres” porque é que nunca mais aconteceram? Com tanta gente a duvidar já era tempo de voltarem a acontecer, não? Só para mostrarem a veracidade. Então a senhora nunca mais lhe apeteceu poisar na azinheira? Então que poise na cabeça do bispo mais fanhoso de Portugal! Mas que apareça! Já é tempo de confirmar a veracidade de factos que só podiam ser verosímeis naquele tempo obscuro, de extrema pobreza, doença e fome, com gente analfabeta ou semi-analfabeta e que assim permaneceu a vida toda, como é o caso da freira Lúcia, encarcerada até morrer e sem direito a estudar, a ver regularmente a família, a conviver com os amigos, a ser humana, a contar a verdade…

Leave a Reply