UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (185)

O MOLHE DE CARREIROS (2)

A 25 de Maio p.p., escrevi sobre o molhe de Carreiros e sobre o estado deplorável em que se encontrava (Carta nº183).

 

Passaram-se duas semanas e a A.P.D L., por certo que não por causa da minha crónica, mandou consertar o que o mar tinha estragado e a incúria agravado.

Passei lá ontem. As pedras em falta, estão já no seu lugar. Não as mesmas, claro, que essas estarão por certo perdidas no fundo do mar ou no meio dos rochedos. Pedras novas que, com o tempo, ganharão a “patine” necessária, e passados que forem os meses, nem notaremos o arranjo que agora se está a fazer.

De notar que, e ainda bem, a placa que estava no início do molhe, junto à esplanada, está já, também, na sua posição correcta, informando o público dos eventuais riscos daquele espaço.

 

Nem tudo vai ficar, desta vez, totalmente arranjado. Faltam peças de ferro que deverão estar perdidas no fundo do mar, e será preciso mandar fazer outras. Fazer moldes e fundir o ferro pode demorar alguns meses, mas tudo indica que até ao final deste ano tudo estará como deve, arranjado e seguro.

 

No entretanto, soluções temporárias, no que diz respeito à segurança na ponta do molhe, serão tomadas, para garantir que nada de mal possa acontecer aos utentes do molhe. É normal que, pescadores e banhistas, e simples visitantes curiosos, por lá estejam diariamente, e a segurança é essencial.

Na falta dos pilares que ainda não há, pilares de ferro lisos segurarão o varandim, e, eventualmente um outro pilar, será colocado próximo da extrema do molhe, a meio, isolado e pintado de vermelho, a assinalar o possível perigo daquele espaço.

 

Na fotografia vêem-se dois circulos nas pedras. Um, o mais próximo da extrema, será para a colocação de um dos pilares do varandim. O outro, servirá para a colocação do pilar que eventualmente se venha a pintar de vermelho

 

Em conversa com o responsável pelos trabalhos, soube da sua proposta aos responsáveis da A.P.D.L., no sentido de serem contratados mergulhadores para procurar no mar à volta do molhe, os ferros e pilares que por lá caíram. É uma ideia sensata e responsável, já que os nadadores que ali frequentam a praia, muitas vezes mergulham das escadas existentes na ponta do molhe, ou, por aquele espaço nadam, desde a praia até mar aberto. Dessa forma, os ferros que o mar arrancou nos temporais passados, e que se encontrarão por ali espalhados, podem mudar de posição (se não o fizeram já) e ferir, eventualmente com gravidade, quem por ali ande.

Não serão por certo as poucas centenas de euros que um mergulhador levará por fazer esse trabalho, se não se efectuar, que valerão um ferimento grave ou até uma morte.

É agradável verificar que, mesmo com atraso, as entidades responsáveis fazem o que têm por obrigação fazer.

 

 

 

 

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CENTRALISTAS e, como tal, na minha humilde opinião, menos inteligentes!

 

 

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About José Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

5 comments

  1. Pingback: UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (185) | joanvergall

  2. Inácio Marques de Sousa

    Meu bom amigo. Mais uma lição de cidadania dado pelo seu cuidado. Poderá não ter sido a sua acção de denúncia, mas, afirmo eu, FOI o seu alerta que fez movimentar quem tem a obrigação de zelar pelo interesse e segurança pública. Bem haja.

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  3. Maria Sá Pires

    Nunca se arrependa de não esconder a mão com que bate .
    Parabéns pelo seu alerta .Pelo menos ,a autarquia vai fazendo os possíveis por cumprir as regras impostas pelo valor da cidadania .
    Se temos patrimónios ,temos todo o direito de exigir a sua conservação para memória da Portugalidade .~
    Maria

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  4. Mário Fleming

    Fiquei satisfeito pelo alerta que deu para os perigos do Molhe de Carreiros e a toda poderosa APDL decidiu proceder à reparação dos estragos. Esta instituição que tudo tutela à volta dos portos do Douro e Leixões não costuma atender à sugestões feitas por quem quer ver a sua terra cuidada.Um obrigado Mário Fleming (Leça da Palmeira)

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