UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (183)

O MOLHE DE CARREIROS

MOLHE DE CARREIROS

 

Sendo a Foz e Nevogilde a minha área de permanência habitual, é natural que, de vez em quando olhe para a minha zona com mais atenção.

O molhe de Carreiros, não sendo um local por onde passo diariamente, é um dos que tenho por hábito visitar.

Desde há algum tempo que tenho visto a degradação a que está votado, com algumas pedras desaparecidas do paredão há já muitos meses e outras, em mais quantidade do que as primeiras, mais recentemente. Para além disso a ponta do molhe está destruída, sem resguardos e sem pedras, tornando-se perigoso estar lá. Umas cercas de ferro, amarradas com pedaços de cordas não chegam para evitar qualquer acidente.

Para além disso, é estranha a posição de um aviso, colocado no início do paredão e que só é visto por quem dele regressa, quando o aviso deveria servir para quem nele entra.

 

Não sei qual o procedimento que a União de Freguesias tem tomado no que diz respeito a este assunto, se tem reclamado ou feito pressão, qualquer que ela seja, para que o arranjo necessário se efectue, sendo que quem detém a supervisão e jurisdição do molhe, não é a União de Freguesias nem é a Câmara Municipal do Porto, mas sim uma de entre as muitas entidades que “mandam” na orla costeira da cidade do Porto, seja ela a marítima ou a fluvial.

Neste caso a jurisdição é da A.P.D.L..

Dessa forma, é esta entidade que detém a responsabilidade de manter em condições de funcionamento e segurança, e bem arranjado, o “seu” património, e esta, é a mesma entidade que a detém no Molhe de Felgueiras, e que demorou muitos meses a arranjar o pavimento do molhe, e o seu términus, que o mar, a certa altura, levantou e derrubou.

Não está bem assim, senhores da A.P.D L.. A jurisdição traz com ela a responsabilidade!

Seria aconselhável que (vale mais, tarde, que nunca), agora que estamos quase no início da época balnear, tudo ficasse arranjado, e depressinha, já que o Molhe de Carreiros é uma zona imensamente procurada por banhistas, assim como por simples curiosos. E isto para não falar do mau aspecto que, em termos turísticos, e mesmo para quem cá vive e gosta do seu espaço bem arranjado, aquele estado das coisas provoca.

 

 

 

 

 

 

 

About José Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

6 comments

  1. Pingback: UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (183) | joanvergall

  2. Além do mais, o Molhe de Carreiros é um belo cartaz turístico !
    Convém pressionar a APDL !
    Uma foto no JN e no Correio da Manhã, talvez.

    Um abraço.

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  3. Não há direito de deixar chegar as coisas a este ponto. Deveria haver responsáveis………

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  4. Inácio Marques de Sousa

    Olá meu caro amigo Zé Magalhães. Mais uma característica sua que eu desconhecia mas que aprovo:”CIDADANIA”. Este Molhe faz parte da história da cidade do Porto. É património que devia ser conservado e até melhorado. Foi um local de visita “obrigatória” de um dos grandes escritores portugueses; Ramalho Ortigão. Não é só um bloco de pedra. Oxalá o seu trabalho sirva para alertar as entidades competentes (A.P.D.L.) para o estado de degradação que o Molhe atingiu. Bem haja

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  5. maria filomena couto soares

    Eu até pensei que este fosse outro paredão, que não aquele que conheço… Está destruído! Oxalá o teu reparo seja lido e se tomem as medidas necessárias.

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  6. Rogério Silva

    Quando exerci o cargo de presidente da Junta de Freguesia de Nevogilde, de 1979 a 1986, o Molhe de Carreiros fez parte de um Plano de Recuperação e Desenvolvimento da Orla Marítima. Nenhum dos pontos objectivados nesse Plano deixou de ser realizado. Nunca me importei de saber se era legal o que a Junta ia concretizando. Que era legítimo era, sem dúvida, e por isso nunca ‘marquei passo’ … Tive o apoio do então presidente da Câmara do Porto, Arquitecto Alfredo Coelho de Magalhães e de um Vereador de nome Luís Oliveira Dias. Ambos foram os suportes para a realização de um trabalho muito meritório que se realizou. Fui ver propositadamente o estado deplorável em que se encontra o histórico Molhe e é de facto confrangedor.
    Ter-se-á de recorrer ao ‘escândalo publico’ através dos órgãos de informação. Se possível de Jornal de Notícias.

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