NOTÍCIAS DO PAÍS por Luísa Lobão Moniz

Todos os dias as notícias do país são mais surpreendentes …

Pessoas que morrem nas praias, pessoas que morrem entre chamas, pessoas sufocadas com o fumo dos fogos…, idosos sozinhos em casa…

Explosivos, arame e armas desaparecem, foram roubados de um paiol do exército!

Como é possível?! Pois é, mas que é possível é.

Aliás tudo é possível quando nos sentimos demasiado seguros, tão seguros que se não fizermos todas as fiscalizações de segurança nada vai acontecer…mas acontece!

Ou até nem aconteceria se ninguém informasse quem não devia, se ninguém informasse qual o sítio mais vulnerável de chegar ao paiol e retirar material de guerra, sem sinal de alarme.

Quem não se lembra que Portugal foi há muito tempo o sítio escolhido para a  ETA e para o IRA terem o seu material bélico em campos desabitados, escondido em casebres abandonados. Só que os tempos eram outros, o terrorismo era também feito de outra maneira, tinha alvos precisos e não multidões que se estão a divertir…É claro que o resultado era o mesmo, matar. E não há um matar melhor que outro.

Custa tanto segurarmo-nos na vida que é imperdoável antecipar a morte de alguém.

É por causa da religião, é por causa da política, é para derrubar ditaduras ou democracias, o facto de se recorrer à morte, à violência não pode ser incorporado na sociedade como algo que acontece porque sim, porque uns têm mais razão do que outros.

Os Estados são peritos em justificar a violência de Estado com a Segurança Nacional.

Penso, ao contrário de muitos comentadores, que os portugueses, no seu geral, não se sentem mais inseguros por causa do incêndio de Pedrogão Grande. Afinal os incêndios fazem parte dos nossos verões, já toda a gente está à espera de ver na televisão as imagens das chamas, das pessoas aflitas, algumas a ajudar os bombeiros. O que não se espera é que morram pessoas por falta de coordenação.

O facto de haver incêndios está já aceite como algo que é expectável, são esperados os dias da busca do criminoso que iniciou o fogo.

 Esses dias são a descarga emocional de muitos habitantes. Quem foi o incendiário? As lágrimas continuam, assim como a tristeza, a dominar o dia-a-dia de cada um.

As pessoas estão inseguras relativamente aos fogos e a quem os faz, não em quem os foi socorrer.

Acredita-se que Portugal vai vivendo na esperança que tudo melhore, pois para a próxima, não haverá falta de comunicação, de coordenação.

Foi um erro demasiado triste para não ser reparado!

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