E MAIS UM HORIZONTE…. por Luísa Lobão Moniz

Nunca conseguimos chegar à linha do horizonte porque há sempre mais horizonte para nos orientar. É bom porque se chegássemos à linha do horizonte isto quereria dizer que não poderíamos melhorar mais a Humanidade nem a Natureza.

São as utopias que nos fazem acreditar no próximo horizonte, por vezes tão distante…

Tudo tem o seu reverso, a morte é o outro lado da vida que não se volta a repetir, por isso estar vivo é um compromisso sério connosco, com os outros e com a natureza.

Quando acordamos e vemos, ouvimos e lemos atitudes, comportamentos, desastres da natureza ficamos um pouco desanimados, mas a criança que sorri, o pardal que saltita, as ervas que teimam em crescer pelo meio da calçada, os nossos corações que batem ao ritmo da natureza, as células que se vigiam mutuamente, apesar de pedirem ajuda, todos eles investem as suas energias para que a vida continue tal como prometemos quando damos o primeiro grito de vida.

Todos prometemos o mesmo, mas cada um, devido a circunstâncias várias escolhe, ou é obrigado, a escolher o seu modo de vida.

Estas últimas semanas parece que muita gente se lembrou que afinal havia racismo em Portugal. Sim, nunca ninguém o negou, mas por vezes há comportamentos que são uma forma de violência que por ser com alguém que não pertence à maioria é tida como racismo. É violência. A violência não tem cor, não tem género, não tem idade, mas é designada de maneira diferente: racismo, doméstica, maus tratos…

A realidade é que essa violência é sobre aquelas pessoas e não outras, a realidade é que há mais denúncias, das comunidades minoritárias, da violência exercida pela polícia; há mais denúncias, feitas pelo género feminino, de violência doméstica; há mais denúncias feitas, de crianças mal tratadas, de violências várias.

Hoje, devido a uma maior consciência dos Direitos Humanos, de uma maior visibilidade do que se passa pelo mundo, de uma maior distribuição do Conhecimento, de uma maior assistência médica, de mais intervenção junto de populações sem lugar, sem nome, de ONGs, hoje sabemos muito melhor como vivem os outros…e por isso temos mais responsabilidade na gestão deste mundo.

 

2 comments

  1. Carlos A P M Leça da Veiga

    Portanto, deve obrigar-se quem prevarica a tornar-se mais igual aos iguais.
    PS(salvo seja) Sexo feminino e não “género feminino”. O género é Homo sapiens, a espécie é Homo sapiens sapiens e este tem dois sexos, o feminino e o masculino. Violentar a Ciência é feio.CLV

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  2. Luísa lobão Moniz

    Obrigada por ter tido atenção ao texto que escrevi.
    Não sei o que lhe responda pois não vejo onde está “Violentar a Ciência”. Violentar a Ciência é algo que é contra os meus princípios…
    “Portanto, deve obrigar-se quem prevarica a tornar-se mais igual aos iguais.” não sei onde está essa ideia.
    Talvez me possa dizer onde encontra essas ideias no texto.
    Obrigada pelo seu comentário

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