COESÃO SOCIAL por Luísa Lobão Moniz

Desde de Junho que ouvimos falar em solidariedade e em tragédia.

É reconhecida a solidariedade dos portugueses quando sentem o chão a fugir-lhes debaixo dos pés, aqui ou em qualquer outro lugar.

A solidariedade social faz com que se reforce a coesão social tornando a sociedade pretensamente mais segura porque as atitudes individuais são mais difíceis.

Há um sentimento colectivo que, por várias razões, faz com que cada um, com a sua especificidade, possa viver momentos de solidariedade social de acordo com os valores da maioria.

A maneira como as sociedades estão organizadas, os valores de cidadania, a satisfação pessoal pelo êxito colectivo faz nascer em cada uma sensação de pertença e de auto estima.

Quanto mais a sociedade convive sem sentimentos de exclusão de grupos sociais e culturais, mais o sentimento de solidariedade reforça a coesão social.

A sociedade quanto mais coesa é mais dificulta o comportamento dos indivíduos, impedindo, através de um controlo social e de censura colectiva, sobre o comportamento dos sujeitos, o que pode levar a momentos de vioência ou de apaziguamento.

O que custa a coesão social? Como preservar a coesão sem que os indivíduos estejam impedidos de se exprimirem de forma diferente da maioria?

A partir do momento em que as pessoas se movimentam entre os diferentes países, a individualidade foi-se tornando mais visível e os indivíduos começaram a tomar consciência de que faziam parte de uma comunidade que poderia ser alterada com a sua posição social, económica e cultural.

Mas porquê agora este tema? Há meses que vemos movimentos, autónomos, em actos de solidariedade sempre com um sorriso, apesar do trágico momento que o país está a viver.

Vemos na televisão pessoas que estão no centro da tragédia receberem os bens que lhes foram destinados exprimirem uma vontade genuína de quererem recomeçar as suas vidas, os seus dia a dia…

Os incêndios, a seca, a violência precisam que um movimento de solidariedade agisse em contra ponto com estas realidades.

Só o colectivo da sociedade, a sua coesão sem exclusão, poderá travar esta maneira de viver contra os outros.

A exclusão ou a inclusão dependem da vontade política, da vontade dos indivíduos quererem viver numa sociedade mais livre e justa.

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