SINAIS DE FOGO – PARRACHITA DE TRUMP – por Soares Novais

 

Há uma parrachita portuguesa que suspira por Donald. Tanto que diz: “… é nos dias de hoje um dos poucos homens dignos, lúcidos e com a coragem necessária para fazer aquilo que tem de ser feito para deter estes islamitas que nos vêm matando na nossa terra com a conivência e o apoio da UE, da ONU e do socialismo globalista que, todos juntos, querem destruir a civilização e a cultura ocidentais. Good Bless You Mr. Presidente.”

A parrachita lusa gosta do Donald e adora o presidente Trump, pois. E só tem elogios para ele. Talvez por ter o mesmo ADN. Isto é, a mesma falta de conhecimento e de leituras; e que fazem dela tão ignorante e atrevida quanto o marido da elegante Melania.

Ou seja, para a parrachita, Meryl Streep e todos os outros “palermóides” de Hollywood, escritores, intelectuais, empresários, democratas e republicanos, que acusam Trump de ser casca-grossa, racista, xenófobo, ignorante e impreparado para o cargo estão enganados sobre a capacidade e mérito do seu amado Donald. Ou, pior ainda, são “socialistas globalistas” que estão próximos daqueles que “querem destruir a civilização e a cultura ocidentais”.

A opinião da parrachita lusa vale o que vale. E se o impreparado Donald opina sobre tudo, a nossa “piquena” também tem esse direito. Apesar de Herman José ter dito a Rui Unas que “os textos não são escritos por ela, mas pelo marido.”

“Quando ouves a Maria Vieira falar – e estou a dizer isto sem o mínimo de ironia – percebes que ela não tem mais de 50 palavras no seu vocabulário”, sublinhou Herman, que durante muitos anos lidou de perto com esta artista de faca-afiada que não poupa ninguém a não ser o seu Donald. Ou seja o seu “God Bless You Mr. President”, pois a parrachita, ou o seu marido,  segundo Herman, também sabe escrever em “americano”.

Agora, as coisas ditas pela parrachita, que motivam “gostos” na sua página e citações na chamada imprensa, acabam de ser embrulhadas em forma de livro pela Drª Zita – a que bota figura nos folhetos do “Pingo Doce” e canta loas a todos os empresários do calibre do piedoso Alexandre Soares dos Santos.

Tal arrotar postas de pescada da “tiririca” lusa constituiu um crime de lesa inteligência. Mas também podem transformar-se na “bíblia sagrada” de todos aqueles, pobre coitados, que pasmam perante o atrevimento da ignorância e a elevam ao altar da sabedoria e da verdade. E isso é perigoso, muito perigoso.

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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