A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Face ao Estado vizinho, a diplomacia portuguesa tem demonstrado ao longo dos três últimos séculos uma cobardia notável – e todos – monárquicos, republicanos, maçons, democratas, fascistas… todas as tendências do leque político comungam nesse aspecto – não levantar ondas perante um Estado económica, política e militarmente mais forte. O pormenor de termos razões para invocarmos a nossa razão, não parece ser suficiente para que defendamos os nossos interesses. A ocupação ilegal de Olivença era motivo para nunca deixarmos de estragar conversas com os nossos vizinhos. Diga-se que Salazar perdeu uma oportunidade única de recuperar o território quando as hordas franquistas invadiram a Península – ocupar militarmente Olivença para «proteger os oliventinos dos horrores da guerra civil», teria sido um pretexto que até na opinião pública internacional cairia bem. Mas não, o homem de Santa Comba, cedeu a rede radiofónica do RCP a troco de nada. Os emissores da Parede, mais potentes do que os da Rádio Sevilha, ampliavam os «discursos» de Queipo de Llano, se discursos se pode chamar ao vómito que derramava nas suas charlas.
E, sobretudo, a fachada atlântica, um baluarte estratégico com importância extrema tinha , apenas, como seu proprietário uma Nação marítima.CLV