A CANETA MÁGICA – I Have a Dream – por Carlos Loures

     “O sonho comanda a vida”, disse na sua Pedra Filosofal o poeta António Gedeão, pseudónimo literário do professor Rómulo de Carvalho. De facto, o que seria de nós se não pudéssemos sonhar, acreditar que o mundo irá melhorar, que o homo sapiens, sapiens virá um dia a assumir a sua condição humana, deixando para trás a condição de canibal que o tem caracterizado.

     Passam hoje 55 anos sobre a data em que, após a Marcha sobre Washington, o seu organizador, o pastor baptista Martin Luther King Jr. (1929 – 1968) – proferiu o discurso I Have a Dream.

 

 

Como acabamos de ouvir, o sonho era ver o seu povo assumir plenamente os deveres e os direitos de cidadania.

     Em 14 de Outubro de 1964 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz pelo seu combate à desigualdade racial através da não-violência Foi assassinado na cidade de Memphis em 4 de Abril de 1968. Meio-século depois, o sonho de Luther King continua por cumprir.

     O texto da declaração de independência, ratificado pelo Segundo Congresso Continental no dia 4 de Julho de 1776, redigido por Thomas Jefferson, John Adams, Benjamin Franklin, Roger Sherman e Robert R, Livingston, prometia, o sonho de uma Nação livre e democrática. Porém o sonho dessa Nação onde todos os cidadãos teriam tratamento igual, fosse qual fosse a cor da sua pele, a sua crença religiosa ou as suas convicções políticas, o sonho de Martin Luther King, com um louco ocupando a Casa Branca, transformou-se num pesadelo para os norte-americanos e numa ameaça para todos os habitantes do planeta.

(1749 – 1832)

     Também em 28 de Agosto passou mais um aniversário sobre o nascimento de Johann Wolfgang Goethe em Francoforte (Meno), à época uma cidade do Sacro Império Romano-Germânico. Corria o ano de 1749.

     Goethe foi um dos mais importantes escritores da literatura de língua alemã e do Romantismo europeu no período entre o século XVIII e o século XIX. A par de Friedrich Schiller, foi uma das figuras de proa do movimento Sturm und Drang (tempestade e ímpeto) movimento literário inserido no Romantismo alemão e decorreu entre 1760 e 1780. Constituiu uma reacção contra a febre racionalista que o Século das Luzes, o Iluminismo trouxera transportado pelo Classicismo que não deixava espaço para o sonho. Defendia a poesia mística, selvagem, espontânea, quase primitiva, valorizando a emoção e colocando-a acima da razão. Os Stürmer eram contra a literatura e a sociedade do Antigo Regime, encontrando inspiração na poesia de Homero, na versão luterana da Bíblia e  e nas lendas nórdicas.

     A obra de Goethe é vasta e diversificada: romances e novelas, textos teatrais, poemas, estudos autobiográficos e reflexões teóricas nas áreas de arte, da literatura e das Ciências Naturais. A correspondência de Goethe com pensadores e personalidades da época é vasta e valiosa: Schiller, Von Humboltd, Novalis, Hegel, Madame de Staël, Bethoven, Schopenhauer, Schubert, são apenas alguns dos seus correspondentes.

     A sua Magnum opus, Fausto um texto dramático, foi publicado em fragmentos, entre 1790 e 1832, ano da sua morte.

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