IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (132)

Tão tão, tem tem

 

 

Nasceu pobre e sem vintém

E viveu à procura de alguém

Ela, que nasceu como convém.

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Nasceu rico e com tostão

E viveu a fugir da razão

Ele, a quem chamavam João.

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E o João que tem, tem

Conheceu-a, e tanto gostou que até nem.

E ela que é tão, tão

Apaixonou-se pelo João.

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Nasceram um para o outro,

Muito a preceito.

Não para aquele ou aqueloutro

Ou para outro qualquer peito.

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Mas diz o povo, porém

Maldizente, em danação

De tanto gritar, já tão rouco

À sua maneira, ao seu jeito,

Se ela é tão, tão

E ele tem, tem

Por certo há aqui algum defeito.

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