FRATERNIZAR – O QUE ESPERAR DA GERAÇÃO NASCIDA NO ANO 2000? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Depois de dois mil anos de (in)civilização ocidental cristã que tem estado aí só para roubar, matar e destruir os povos e o planeta, a geração nascida no ano 2000 e que completa 19 anos em 2019 apresenta-se disposta a pôr fim a todos estes crimes e pecados institucionalizados. Vistos desde o início do terceiro milénio, estes dois milénios têm tudo de pré-história. Com as minorias privilegiadas ao comando das nações e dos Estados. Conseguem, desse modo, branquear todos os seus crimes e pecados. Que apresentam como outros tantos feitos gloriosos e virtudes heróicas. Condecoram e premeiam os seus mais eficientes carrascos institucionais armados e não armados. E canonizam como santos e mártires os seus clérigos e sacerdotes, frades e monges e casais cristãos ricos que erguem Misericórdias e Hospitais para os pobres produzidos por eles próprios. Dois mil anos de cristianismo são dois mil anos de horrores. Cometidos sob a presidência do papa de Roma, ou Santo Padre. Tudo nomes e títulos pomposos que mais não fazem do que esconder e branquear o absurdo e o horror institucionais.

A geração nascida no ano 2000 completa no próximo ano 19 anos. Confirma-se no estado de maioridade e apresenta-se disposta a pôr fim a toda esta desordem mascarada de ordem, a todo este crime-e-pecado mascarado de heroicidade e de virtude. Basta de crime e de pecado. Cabe à primeira geração do terceiro milénio pôr fim à pré-história que foi a (in)civilização ocidental cristã e iniciar a história dos povos, com todos como sujeitos e protagonistas. Sem religiões e sem igrejas. Sem clérigos e sem pastores. Sem grupos financeiros formatados para liquidar os povos e a Natureza. O novo milénio é , tem de ser, dos povos. Das maiorias empobrecidas e excluídas. Se há criminosos e pecadores são as minorias privilegiadas. As maiorias são as vítimas. Este,porém, é o milénio das vítimas tomarem a palavra. Sem pedirem autorização às minorias que teimam em manter-se ao comando dos Estados criados por elas. Sem perceberem que o seu tempo já passou.

Dois mil anos de cristianismo e de (in)civilização ocidental cristã são demasiado tempo. Tempo demais. Todos os institucionais criados nestes dois mil anos e ainda aí a funcionar em pleno são lixo tóxico que adoece, cega, paralisa e mata os povos. Já não é possível disfarçar mais. Está tudo a rebentar pelas costuras. A implodir. Serviram só para gerar, manter e legitimar as minorias dos privilégios. Mais não são do que corporações inimigas dos povos que ainda se arrogam o direito de os guiar e conduzir. Governam-se, a pretexto de governarem os povos. Só que, ao contrário das gerações anteriores, a primeira geração do terceiro milénio vê esta clamorosa injustiça e apresenta-se determinada a mudar radicalmente o mundo. ‘Para vinho novo, odres novos’, diz a Sabedoria que as minorias privilegiadas logo matam e expulsam da História. Pensam-se livres dela, mas ela, como Sabedoria que é, actua dia e noite, feriados e domingos incluídos, como fermento na massa. É chegada a sua hora. A hora de erguer, imparável, uma nova terra. Com os povos todos religados uns aos outros, ao modo dos vasos comunicantes.

‘Eis que faço novas todas as coisas’, diz o contínuo respirar da geração que no próximo ano completa 19 anos. Dos milénios passados nada se aproveita. Até o objectivamente óptimo depressa se corrompeu e passou a péssimo. É que tudo o que as minorias privilegiadas concebem e tocam apresenta-se movido por um sopro ideológico e teológico que só sabe roubar, matar e destruir. Para um novo milénio, respostas novas. Alegremo-nos. As presentes dores são de parto. Não é o fim. É o começo do mundo finalmente Humano. Com todos os povos, nascidos de mulher, religados entre si. Sem fronteiras nem Estados. Guiemo-nos pelos Sinais dos tempos. São eles a nossa estrada para a realidade. Concretamente, os Povos e a Natureza que vemos. Por isso, ainda antes de Deus que nunca vemos!

N.D.

Como é habitual, JF interrompe a sua regular actividade para uns dias de descanso natalício. Contamos reaparecer em Janeiro 2019, dia 4. Com a Edição 144.

 

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1 Comment

  1. O império que sucedeu ao romano, agora, ao fim de dois milénios entrou em franca decadência e, por fim, outro virá. Do Atlântico vai passar-se para o Pacifico. É a evolução e dela, todos os impérios, tiveram de sentir a sua inevitabilidade. Que os jovens actuais podem corrigir as coisas parece-me idealismo a mais. A avaliar pelo que é dado observar a geração em que o Senhor deposita tanta esperança já está formatada pela ilusão tecnológica e, isso, nada de bom permite bons augúrios.CLV

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