Em Viagem pela Indochina – IV Vietname (9), por António Gomes Marques

 

Em Viagem pela Indochina

IV – Vietname

Nono dia no país

por António Gomes Marques

Último dia no Vietname.

Antes de falar de Củ Chi, vou recordar o meu encontro com Wilfred G. Burchett em Lisboa, numa sessão no Teatro S. Luís —espero que a memória não me esteja a atraiçoar—, organizada pelo MUTI, a que eu pertencia, mesmo sendo o Partido Comunista Português a força dominante e eu, na altura, ser do MES-Movimento de Esquerda Socialista.

in: https://ephemerajpp.com/2020/10/12/movimento-unitario-dos-trabalhadores-intelectuais-para-a-defesa-da-revolucao-muti/muti_0002/

O primeiro livro que li do célebre jornalista australiano foi «VIETNAM SEGUNDA RESISTÊNCIA», por mim adquirido como assinante da revista Seara Nova, que constituiu o principal assunto da conversa que mantive com W. Burchett. Notou ele o meu entusiasmo pela luta dos vietnamitas e que o livro de que era ele o autor tinha reforçado a minha admiração por aquele povo, dizendo-me ele que só compreenderíamos verdadeiramente como era esse povo contactando-o directamente. «Tens que ir lá!», foi a promessa que fiz a mim mesmo, tão entusiasmado fiquei com a conversa com o grande repórter. Demorei, mas acabei por ir!, lamentando que não fosse a tempo de o poder dizer a Wilfred Burchett e lhe dar a conhecer a impressão com que fiquei, pois o jornalista australiano faleceu em 27 de Setembro de 1983, com apenas 72 anos, completados uns dias antes. Wilfred Graham Burchett foi o primeiro jornalista ocidental a reportar o lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima e a relatar as guerras da Coreia e do Vietname a partir do «outro lado», ou seja, acompanhando as forças coreanas e vietnamitas.

Uma das partes do livro que mais me interessaram referia os túneis, túneis esses que eu tinha agora possibilidade de visitar numa das zonas mais significativas: Củ Chi. Atente-se nesta longa transcrição:

“Os obuses (canhões e morteiros) soavam cada vez mais perto de nós e fez-se ouvir o soluço inquietante de uma metralhadora enquanto, sob a condução do guia, nos dirigíamos através das héveas para um alçapão, pelo qual nos precipitámos — no que me diz respeito meti-me lá para dentro laboriosamente — nas profundidades de um túnel. Quando nos pusemos a salvo, o alçapão foi outra vez fechado e dissimulado debaixo de uma camada de terra e de folhas, os vestígios da nossa passagem foram cuidadosamente apagados e várias sentinelas tomaram posições em esconderijos bem camuflados de onde observavam a sequência dos acontecimentos. Esse túnel, asseguraram-me, era muito comprido; de facto era um labirinto de corredores que desembocava em diferentes povoados. Antes de penetrarmos aí os responsáveis tinham consultado as suas pequenas cartas e a um guia especializado em subterrâneos haviam dado indicações precisas quanto ao itinerário que tomaríamos em caso de «urgência real».

Estes túneis não são concebidos para um homem da minha corpulência: enquanto os meus companheiros avançavam a um ritmo acelerado, eu estava reduzido a rastejar e sentia uma terrível impressão de claustrofobia. (…) A princípio tínhamos dificuldades em respirar porque estávamos apertados uns de encontro aos outros, e progredir com as nossas bagagens às costas era esgotante: isto cortava-nos o fôlego. Um pouco depois a atmosfera tornou-se menos pesada e verifiquei que, quando estava deitado, os meus pulmões punham-se a funcionar normalmente. No entanto eu só tinha uma ideia presente na cabeça: sair dali a todo o custo. Mas isto arranjou-se.” (1)

Voltarei ao livro de Wilfred Burchett; agora, estou junto aos túneis de Củ Chi e é desta visita que pretendo falar.

Esta imensa rede de túneis está situada no distrito com o mesmo nome. É um complexo de túneis com 121 km de extensão, que o governo vietnamita preservou e transformou num parque que pode ser visitado, que constitui um testemunho da Guerra do Vietname e que foi uma das grandes armas de combate contra os americanos e seus aliados, tendo em conta os resultados obtidos, que foram de uma grande eficácia.

Começou-se a visita pela assistência à projecção de diapositivos que mostram como funcionava o sistema, a conexão entre os vários túneis, os dormitórios, os locais para reuniões, locais para confecção de comida, enfermaria e tudo o mais que era necessário para a subsistência dos guerrilheiros, sem esquecer a escola, ou seja, embora rudimentares, os túneis constituíam uma verdadeira cidade, uma réplica dos serviços de uma qualquer cidade.

A forma de operar da guerrilha era em tudo exemplar. Reparem neste trecho do livro de Wilfred Burchett:

“Houve uma coisa que sempre me aturdiu: a precisão absoluta com que a Frente opera. O «contacto» encarregado de nos tomar à sua conta para contornarmos um posto inimigo esperava-nos sempre atrás da árvore indicada no momento indicado; um ínfimo traço de luz que teríamos tomado por um pirilampo se não jorrasse das trevas no instante preciso em que o ponteiro dos segundos saltava para o segundo previsto para o encontro, cintilava exactamente no local designado; quando era preciso atravessar uma ribeira em território inimigo, a sampana estava sempre lá no sítio onde devia estar; havia sempre uma brecha preparada nos arames farpados a alguns metros do ponto em que seria preciso atravessar uma estrada estratégica: os guias que conheciam os túneis secretos estavam sempre no seu lugar à hora indicada. (…), quando se tratava de minutos e de segundos, os movimentos operavam-se com tanta precisão como se fossem feitos por máquinas I. B. M. (…), enquanto rolávamos de bicicleta numa pista minúscula em pleno coração da selva, a ver, por exemplo, o cozinheiro do grupo baixar-se bruscamente e, sem afrouxar, apanhar em movimento o frango do meu almoço, com as patas atadas por meio de um pedaço de liana. Não, nunca compreendi como eram organizados estes «encontros com frangos» e ainda menos como é que o cozinheiro da tropa podia saber que atrás de uma moita fora depositada a criação!”. (2)

Os túneis acabaram por ser uma das armas mais terríveis para os americanos e seus aliados. Uma das explicações que ouvi sobre a forma como os americanos caiam nas armadilhas criadas pelos vietnamitas, leva-me a admitir, facilmente, que os túneis deram, de facto, um grande contributo para o vexame imposto à grande potência.

Fotografia AGM

Na fotografia acima, que tirei aquando da demonstração com diapositivos que nos apresentaram, mostra-se a força aérea a incendiar a floresta e a lançar bombas, enquanto, nos túneis, os guerrilheiros se protegem e se movimentam de um lado para o outro, acontecendo, graças à conexão entre os vários túneis, os guerrilheiros surgirem nas costas das forças inimigas, ou seja, de perseguidos, obrigados a meterem-se nos túneis, surgiam não como perseguidores mas a disparar pelas costas dos americanos e seus aliados. Algumas das conexões eram cobertas por água do rio ou ribeiros, sendo do conhecimento dos guerrilheiros, naturalmente, os locais onde poderiam passar de um túnel para outro metendo-se na água no ponto certo.

Os túneis tinham respiradores estrategicamente colocados e disfarçados no meio das árvores e folhas dificilmente detectáveis, como de igual modo tinham um sistema para saída dos fumos originados nas cozinhas. Veja-se o respirador mostrado na fotografia abaixo, um exemplo entre muitos, onde se verifica que até as formigas, no seu labor, «ajudavam» os guerrilheiros:

Fotografia AGM

Entrada num túnel (fotografia AGM)

Olhando a entrada do túnel, a ideia que temos de imediato é que nenhuma pessoa consegue ali entrar, o que se pode verificar na fotografia seguinte que assim não é. Lembro que até Wilfred Burchett, bem mais «gordinho» do que qualquer guerrilheira/o, lá entrou, como bem descreve no seu livro.

O guerrilheiro entra no túnel e tem na mão o disfarce com que tapa a entrada 
(Fotografia AGM, retirada do filme)

A entrada para o túnel fica imperceptível (fot. AGM, retirada do filme)

O guia a explicar o funcionamento do quadrado abaixo referido (fot. AGM, retirada do filme)

Os guerrilheiros definiam um quadrado, com um ou dois guerrilheiros em cada um dos cantos desse quadrado, guerrilheiros estes que não eram detectados pelo inimigo graças ao sistema de túneis, nomeadamente; as forças americanas avançavam no terreno e, a dado momento, um dos cantos do quadrado disparava contra o invasor, o que obrigava a que essa força invasora tentasse retaliar e acorrer a esse local, onde estava o seu inimigo vietnamita, na tentativa de o capturar; entretanto, os guerrilheiros (ou o guerrilheiro) já tinham desaparecido e os disparos surgiam de outro canto do quadrado, acontecendo o mesmo e assim sucessivamente, com baixas para os americanos e seus aliados, compreendendo nestes aliados o exército do Vietname do Sul.

Outra das armas utilizadas era constituída por vários tipos de armadilhas.

Uma das armadilhas mais terríveis (fotografia AGM, retirada do filme)

Fotografia AGM

Os invasores sentiam, de repente, o chão a engoli-los, caindo numa das armadilhas, da qual dificilmente sairiam com vida e com uma morte muito dolorosa, retalhados por picos de aço aguçados presos num eixo que rodava quando o soldado invasor caía, ficando retalhado. As fotografias mostram um dos vários tipos dessas armadilhas, ali colocadas para mostrar aos visitantes, pois estas armadilhas eram estrategicamente colocadas em locais onde se previa a passagem do invasor e seus aliados.

Ao olhar estas armadilhas, senti um arrepio, mesmo a mais simples nos perturba, copiada das armadilhas para animais selvagens, como se mostra na fotografia anterior.

Um pormenor do túnel onde andei (fot. AGM, retirada do filme)

Cozinha (que tem o refeitório junto). Fotografia AGM

Pude ver também vários tipos de armas, muitas delas artesanais —e as armadilhas poderão, penso, incluir-se neste grupo—, assim como armamento apreendido aos americanos e ao exército do então Vietname do Sul.

Havia também a possibilidade de praticar tiro com armas disponibilizadas para isso, no que não me mostrei interessado. Mais interessado fiquei em ver como os guerrilheiros se ocupavam no dia-a-dia, fabricando vestuário e muitos outros artefactos de que necessitavam.

Na fotografia que se segue, em que apareço no meio de dois «guerrilheiros», podem ver-se os trajes que as guerrilheiras e os guerrilheiros utilizavam, ou seja, as peças do seu fardamento completo, que os protegia na estação quente e na estação fria.

Como vestiam os guerrilheiros (Fotografia Célia Marques)

O campo de Củ Chi  (Fot. AGM)

Até que foi chegado o momento de regressar à cidade de Ho Chi Minh, tomar um bem necessário duche no hotel antes do jantar, mas as visitas ainda não haviam terminado. Tinha-se ainda para ver o antigo Palácio Presidencial, agora denominado Palácio da Reunificação; a Igreja de Notre-Dame (a que também chamam Basílica e Catedral); a Estação Central dos Correios, esta concebida pelo famoso Gustave Eiffel, e, o mais importante para mim, o Museu dos Crimes de Guerra, como muitos o designam.

Os vietnamitas, segundo a inscrição em vietnamita e inglês na fachada do Museu, chamam-lhe «War Remnant Museum», o que, traduzindo, será Museu dos Vestígios da Guerra ou, talvez preferível, Museu de Memórias da Guerra, designação esta que, de facto, traduz o que ali pode ver-se, muito perto da Estacão Central dos Correios e do antigo Palácio Presidencial, hoje chamado Palácio da Reunificação, no centro da cidade de Ho Chi Minh, na zona da antiga Saigão. Em várias cidades do Vietname existem museus semelhantes, sendo este e o de Hanói os mais importantes.

No acesso ao Museu, passado o portão de entrada no recinto, protegido por um gradeamento, vemos um largo espaço com árvores, bancos de jardim, tanques de guerra, canhões, baterias de guerra com as respectivas plataformas e artilharia pesada, aviões de combate, helicópteros, …, utilizados durante a Guerra do Vietname, armamento esse que foi capturado às forças armadas americanas. É a parte mais espectacular do Museu, mas não a mais impressionante. De facto, ver o que mais impressão em mim causou —as fotografias e os quadros que nos indicam os milhares de toneladas de bombas lançadas pelos americanos na Guerra do Vietname— é o que nunca esquecerei na minha vida consciente.

Entrando no edifício do Museu, temos várias salas de exposição espalhadas pelos três pisos (ou se quiserem, pelo r/c, 1.ºe 2.º andares)

Uma das fotografias expostas no Museu que fotografei

Há a possibilidade de ver na «internet» alguns vídeos que se apresentam como visita virtual do Museu de Memórias da Guerra, mas não encontrei um que mostrasse, por exemplo, fotografias que não estivessem ao longe, ou seja, a câmara não se aproxima de nenhuma fotografia de modo a que se possa sentir o horror que a imagem nos mostra, uma fotografia que seja que mostre o horror causado pelo agente laranja, que os vietnamitas designam como «veneno laranja», o que não quer dizer que não haja, mas apenas que na minha procura, limitada no tempo, não encontrei. Assim, mostro acima uma fotografia «menos» impressionante, a partir da qual o leitor poderá adivinhar o que as outras mostram.

O agente laranja é um herbicida que tinha como objectivo principal a desfolhagem da floresta de modo a facilitar o avanço das forças americanas e seus aliados, incluindo as peças de artilharia; mas, o que muitas vezes não é referido, trata-se de um produto químico altamente cancerígeno que afectou o povo vietnamita —calcula-se que entre dois e cinco milhões de pessoas—, o que originou malformações nos descendentes daqueles que foram expostos a estes venenos e que, para além disso, também afectou outros recursos naturais e fontes de água potável.

Estima-se que, no período de 10 anos (1961-1971), foram lançados mais de 70 milhões de litros de agentes tóxicos sobre as florestas vietnamitas, dos quais cerca de 45 milhões de litros do chamado agente laranja.

A juntar aos terríveis documentos que são as fotografias, sendo algumas delas o testemunho das localidades destruídas pela guerra e, ao lado, outras fotografias que mostram o mesmo local depois de reconstruído, podemos também ver quadros com vários tipos de dados, nomeadamente a quantidade, por ano, de toneladas de bombas lançadas pelas forças agressoras americanas e seus aliados.

As legendas ajudam o visitante a situar o que é mostrado. Foi assim que fiquei a saber que estava a ver a pistola que o chefe da polícia de Saigão, General Nguyen Ngoc, utilizou para executar um vietcong em plena rua, no ano de 1968.

Não vou pormenorizar muito mais do que ali pude ver; no entanto, não resisto a informar de que muitas das fotografias —não sei se todas— foram tiradas por fotógrafos americanos durante ataques que as tropas americanas efectuaram.

O autor no Museu de Memórias da Guerra (Fot. Célia Marques)

Poderei assim concluir que é um Museu especialmente dedicado a mostrar as atrocidades da guerra que opôs a larguíssima maioria do povo vietnamita aos EUA e seus aliados, incluindo nestes os vulgarmente chamados fantoches que compunham o exército do Vietname do Sul. O visitante deste Museu nunca mais terá dúvidas do que se pretende dizer quando se aborda a questão da violação dos direitos humanos. (3).

À saída não resisti a pedir à Célia para me fotografar (foto acima) e a tirar mais algumas fotografias, uma das quais reproduzo a seguir, despedindo-me assim do Museu:

Fotografia AGM

Há que fazer umas pequenas referências à Igreja (Basílica, Catedral) de Notre–Dame (também conhecida como Basílica da Imaculada Conceição) e à Estação Central dos Correios.

Igreja (Basílica, Catedral) de Notre-Dame (fotografia AGM)

A construção da igreja pelos franceses, quando o Vietname era uma colónia de França, foi iniciada em 1863 e terminada 17 anos depois. Se as pedreiras dali próximas forneceram a pedra necessária, embora a fotografia possa dar a ideia de que as suas paredes são de tijolo, a sua cobertura é de telha vermelha francesa, enviada de França.

Como as suas duas torres sineiras têm 58 metros de altura, foi o edifício mais alto de Saigão durante o século da sua construção.

Já não pude ver os vitrais de Chartres que, originalmente, ornamentavam as janelas e a rosácea da igreja, mas, durante a II Guerra Mundial os vitrais foram destruídos, vitrais esses substituídos por vidro transparente.

A igreja continua a ter fiéis que praticam a sua religião sem problemas, embora os católicos constituam uma pequena minoria. Da questão religiosa falarei em capítulo próprio.

A Estação Central dos Correios é também um edifício de grande beleza, construído entre 1886 e 1891, sendo o arquitecto responsável pela sua construção, como referi, o nosso conhecido Gustave Eiffel, com uma presença também bem vincada em Portugal. É mais um edifício a abrilhantar o centro da antiga cidade de Saigão.

Quando entrei nesta Estação Central de Correios, logo os meus olhos foram atraídos pela fotografia, ao fundo, de Ho Chi Minh, o que não deixa de constituir mais uma homenagem ao grande líder, merecedor de todas as homenagens e, na minha opinião, não só dos vietnamitas. Mas, facto muito importante, a fachada exterior, para além do seu grande relógio, tem gravado o nome de grandes inventores, como Benjamin Franklin, Alessandro Volta, André Marie Ampère, Michael Faraday, Gay Lussac, Georg Ohm e outros, o que constitui uma homenagem de Gustave Eiffel aos cientistas que mais contribuíram com avanços numa das áreas fundamentais do nosso quotidiano, que é a da electricidade.

Repare o leitor na beleza da cúpula desta Estação Central dos Correios da cidade de Ho Chi Minh, que a fotografia abaixo mostra:

Pormenor da Estação Central de Correios da cidade de Ho Chi Minh (fotografia AGM)

A Viagem pela Indochina aproximava-se do fim e a vontade de voltar nasceu em mim com uma força que, confesso, não senti no fim de qualquer outra viagem, nem sequer quando deixei o Cairo após uma das viagens mais memoráveis da minha vida, a viagem ao Egipto, que incluiu o cruzeiro no Nilo. Infelizmente, a vida é curta e não irá permitir que eu volte ao Egipto ou à Indochina… e ainda há tanto Mundo para conhecer!

Havia agora que aproveitar a oferta do hotel para tomar um duche e, depois, foi tempo para o jantar num restaurante da cidade. Ao lado da sala no primeiro andar do restaurante reservada para o grupo, havia uma outra sala ocupada por jovens vietnamitas, de ambos os sexos, que jantavam com a alegria própria dos jovens. Alguns de nós não resistiram a espreitar, o que deu origem a um são convívio com aqueles jovens que incluiu cantorias em conjunto. No final do curto convívio, pensei que saía do Vietname com a convicção de que o país pode contar com a sua juventude.

A Igreja de Notre-Dame há muito que não é o edifício mais alto da cidade de Ho Chi Minh, havendo muitíssimos edifícios com dezenas de pisos. Não são os arranha-céus americanos ou do Dubai, mas são edifícios muito altos e que, pelo menos por enquanto ─e espero que assim continue─, não impede que continuem a existir belos edifícios característicos do Vietname, como mostra a fotografia que deixo abaixo, edifícios esses que ficaram gravados na minha memória.

Um dos belos edifícios da cidade Ho Chi Minh (fotografia AGM)

Malas colocadas no autocarro para levar o grupo ao aeroporto, onde nos aguardava o avião que nos levaria ao Dubai, onde se fez escala e nos permitiu passear pelo moderníssimo e grande aeroporto e, depois, no mesmo avião ou outro semelhante, regressar a Portugal, onde se chegou sem percalços e após uma longa viagem que demorou, entre Ho Chi Minh e Lisboa, quase um dia inteiro, embora um pouco menos do que na ida para a Indochina, pois não se fez escala em Bangkok mas apenas no Dubai.

Será que a vida me permitirá regressar à Indochina? Quem me dera!

Lagos, 2021/07/15

Seguir-se-ão capítulos sobre a História, a Religião, a Educação, a Economia, o Regime Político, as Forças Armadas, o Turismo, etc., como fiz para o Camboja e para o Laos.

NOTAS

Vietname – Nono dia no país
  1. in: Wilfred G. Burchett, VIETNAM — SEGUNDA RESISTÊNCIA, Edições Seara Nova,, Lisboa, 1966, págs.267/268;
  2. in: Wlfred Burchett, o. c., págs 263/264;
  3. Ver o «site» do Museu em inglês e, claro, em vietnamita, https://www.btlsqsvn.org.vn

 

 

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