Onde se fala de animais…(divagações)
“Na tragédia Júlio César, de Shakespeare, ao aderir à conspiração contra o ditador Júlio César, Brutus o compara a “um ovo de serpente, que, uma vez chocado, por sua natureza, se tornará nocivo, razão pela qual deve ser morto quando ainda na casca”. Em 1977, inspirado na fala shakespeariana, o cineasta sueco Ingmar Bergman deu o nome de O Ovo da Serpente a um filme que mostra o início da ascensão do nazismo na Alemanha. Desde então, a expressão tem sido usada para se referir a movimentações de cunho nazifascista, talvez como intuição de que, como dizia Mark Twain, “a história nunca se repete, mas ela rima”.
Na campanha eleitoral também houve tempo para a entrada dos animais, qual pista de circo, e assim apareceram os animais de estimação, entre eles, um gato…o Gato Zé Albino, do seu nome. Gato que o Dr. António Costa qualificou de deprimido ao ver a fotografia no Instagram…, tempo para lembrar outros gatos célebres como o gato Bonifácio, figura de “Os Maias (1888) de Eça de Queirós, Bonifácio é o velho gato de Afonso da Maia e o seu fiel companheiro. Este “pesado e enorme angorá branco com malhas louras” representa, através das suas metamorfoses, desde o tempo em que, nascido em Santa Olávia, se chamava simplesmente “Bonifácio”, até ao momento em que, “dorminhoco e obeso”, merece o epíteto eclesiástico de “Reverendo Bonifácio”, a passagem do tempo e os desgastes que ele provoca. Quando Afonso morre, o miar de Bonifácio é “saudoso como o de uma dor humana”. Algum tempo depois, Bonifácio morre em Santa Olávia, e o procurador Vilaça manda erigir-lhe um mausoléu debaixo das janelas do quarto de Afonso.”
https://www.infopedia.pt/$bonifacio-(gato)
https://pt.wikisource.org/wiki/Alice_no_Pa%C3%ADs_das_Maravilhas/Cap%C3%ADtulo_VI








