UMA CARTA DO PORTO – Por José Fernando Magalhães (429)

 

 

1ª JORNADA CULTURAL de PARADA DE GONTA

 

PARADA DE GONTA, DO PASSADO AO FUTURO

Convocados para estarmos presentes na 1ª jornada Cultural de uma terra de que muito gostamos, lá fomos nós, todos juntos, no Sábado passado, da Foz do Douro até Parada de Gonta.

Só da Foz éramos cerca de trinta. Os outros eram de Leça da Palmeira, outra das terras que adoramos. Um dos seus filhos ia ter uma intervenção na Jornada, e os responsáveis políticos das duas Freguesias iriam assinar uma Geminação Cultural. Não podíamos faltar.

Parada de Gonta é uma aldeia pequenina, em tamanho e em número de habitantes, que viveu demasiado tempo parada no tempo. Os que ainda lá vivem, com Tondela a um passo e meio e Viseu a dois, bem perto, com Parada no meio, anseiam pelo reconhecimento do seu Património Histórico, da sua história e dos seus ilustres antepassados. Tomás Ribeiro, Rodrigo de Melo, e pela sua Santa Ana, símbolo cultural e religioso que os aproxima e gemina a Leça da Palmeira.

A antiga estação de caminhos-de-ferro, cuja localização se tratou de uma vitória antiga sobre Tondela, hoje restaurante e producto cultural e turístico, o Castro dos Três Rios, a igreja Matriz, as enormes pedras sobre as quais se construíram a capela e alguma habitações, as ruínas de casas senhoriais, a casa onde nasceu o seu principal vulto, Thomaz Ribeiro, hoje Junta de Freguesia, os dois cafés onde a população, maioritariamente masculina conversa, discute e se diverte, os recantos entre casas de pedra que nos contam histórias, as pessoas afáveis, comunicativas, acolhedoras, são motivo mais do que suficiente para uma visita, e no nosso caso, para uma outra visita.

Viemos para assistir à “1ª Jornada Cultural de Parada de Gonta”.

No pavilhão Multiusos decorreram palestras sobre o passado da aldeia e sobre o futuro que se espera brilhante. Falou-se de “Santa Ana e da relação entre Leça da Palmeira e Parada de Gonta”, falou-se do poeta esquecido, “Rodrigo de Melo”, e ouvimos alguns poemas, falou-se do “Producto Turístico da Aldeia”, falou-se do “Museu Grão Vasco” e apresentou-se um escultor/pintor francês, “Paul de Gobert”, e alguns dos seus trabalhos, fruto de residência artística durante uma semana, em Parada de Gonta. Falou-se do “Passado no Presente de Parada”, do “Castro dos Três Rios”, da “Linha Ferroviária do Dão” e do “Museu Ferroviário Nacional”, e ouvimos dissertar sobre “O Portugal Interior”. De Leça da Palmeira vieram também o Presidente e a vogal para a cultura da União das Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira.

Saímos de “barriga cheia”, alimentados com tantos conhecimentos novos, e também com os alimentos tradicionais, de excelente confecção, que nos serviram no restaurante “Barba Azeda”, na antiga estação de caminhos-de-ferro.

Até breve, Parada de Gonta. Não tive tempo de entrar na Igreja Matriz, de ir ao Castro dos Três Rios, nem de ver o rio Pavia, e isso é uma falta que terei de colmatar.

O meu testemunho, com imagens de Parada de Gonta, pode ser encontrado na ligação abaixo.

 

https://atributos-2.blogspot.com/2022/10/parada-de-gonta.html

 

 

 

 

1 Comment

  1. Relações entre Parada de Gonta e Leça da Palmeira parece ser interessante. Eu investigo porque é que o meu bisavô, da aldeia de S. João da Serra de Arga, em Viana do Castelo, foi parar e casar à aldeia de Silvares, em Serpins, na serra de Coimbra. Já descobri que basta apanhar 2 barcos e está-se lá em baixo…

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