UMA CARTA DO PORTO – POESIA – Por José Fernando Magalhães (499)

 

 

NA SALA OVAL – POEMA A JOANA

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Na sala oval

Joana esperava.

O corpo nu

Como nascera …

Tal e qual.

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Tinha o cabelo ao vento

À janela desferrada

E a flor erecta, acordada

Lançava no ar um lamento.

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Joana esperava,

Pelo tempo

Que havia de vir,

E mesmo enjoada

Esperava, esperava

Sabendo do contratempo

Ouvindo mentir.

.

Sua vida fora madrasta

E a sua existência gasta

Em muitos e muitos regaços

Sem lhe darem alibi.

E apesar da cor dos Paços

E de todos os seus fracassos

A Esperança vivia ali.

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OBS – este poema foi publicado no meu livro “UMA, DUAS VEZES E TRÊS”, em Julho de 2012

E foi inspirado nesta pintura de Dorindo Carvalho

pintura de DORINDO CARVALHO

 

 

 

 

 

 

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