
NA SALA OVAL – POEMA A JOANA
.
Na sala oval
Joana esperava.
O corpo nu
Como nascera …
Tal e qual.
.
Tinha o cabelo ao vento
À janela desferrada
E a flor erecta, acordada
Lançava no ar um lamento.
.
Joana esperava,
Pelo tempo
Que havia de vir,
E mesmo enjoada
Esperava, esperava
Sabendo do contratempo
Ouvindo mentir.
.
Sua vida fora madrasta
E a sua existência gasta
Em muitos e muitos regaços
Sem lhe darem alibi.
E apesar da cor dos Paços
E de todos os seus fracassos
A Esperança vivia ali.
.
.
OBS – este poema foi publicado no meu livro “UMA, DUAS VEZES E TRÊS”, em Julho de 2012
E foi inspirado nesta pintura de Dorindo Carvalho




Muito giro. Parabéns !