Seleção e tradução de Francisco Tavares
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Zaporiyia: destruído tanque Leopard com tripulação da Bundeswehr
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em 24 de Setembro de 2023 (original aqui)
Quando o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serge Lavrov, diz que os EUA e os países da NATO estão a participar diretamente no conflito na Ucrânia, não apenas fornecendo armas a Kiev, mas também treinando quadros de comando na Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e outros países, ele diz uma verdade que não precisa de longas explicações, e que está à vista de todos os cidadãos dos países da NATO.
Lavrov diz uma verdade, mas, de propósito, daquele diplomata experimentado como ele é, ele não a conta completamente. No entanto, os factos completam a denúncia de Lavrov, revelando um novo envolvimento da NATO no conflito do lado do golpe nazi na Ucrânia.
Em 23 de setembro, a RIA Novosti informa que, na área de operações de guerra na diretriz de Zaporiyia uma patrulha de batedores das Forças Armadas Russas destruiu nos últimos dias um tanque Leopard fornecido pela Alemanha a Kiev, manobrado por tripulantes alemães.
Os batedores russos atingiram o veículo com um foguete antitanque guiado à distância e aproximaram–se do veículo, com a intenção de fazer prisioneiro uma “língua” – é assim que os russos, desde os tempos antigos, definem um inimigo capturado vivo com a intenção de obter informações – mas, infelizmente, o único que ficou vivo foi o mecânico-motorista, gravemente ferido (ele morreria pouco depois, apesar da ajuda que lhe foi prestada), que começou a gritar “nicht shissen!” – não disparem.
O chefe do grupo de batedores, sabendo alemão, perguntou-lhe algo, mas o motorista ferido só conseguiu dizer que toda a tripulação do tanque era alemã e que não eram mercenários, mas soldados da Bundeswehr (Forças Armadas alemãs), indicando também o número e o lugar da brigada a que pertenciam.
Também em 23 de setembro, a Agência Regnum publicou um pequeno vídeo com a eliminação de um tanque sueco Stridsvagn 122, análogo ao Leopard alemão, atingido por um drone das forças russas. Estocolmo forneceu a Kiev dez tanques Stridsvagn, treinando as tripulações ucranianas.
Moscovo repetiu em várias ocasiões que qualquer carga com destino à Ucrânia com armas e meios militares para a junta de Kiev será considerada um alvo legítimo de guerra. No campo de batalha, então, as nacionalidades das tripulações são a última preocupação das forças envolvidas nos combates.
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O autor: Fabrizio Poggi, jornalista italiano, colaborou com a equipa editorial de língua italiana do semanário “Novoe vrem Vr” (Tempos Novos)., com “Il Manifesto” e com os semanários “Avvenimenti” e “Liberazione”. Colabora hoje com L’antidiplomatico, ControPiano e com a revista Nuova Unità. É autor do livro “Falsi Storici”.



