Se te colocares na quietude de um sítio qualquer
Onde exista um pouco de verde
Por mais pouco que seja
E escutares o silêncio das nuvens brancas
A passarem devagar nos caminhos azuis
E buscares em ti a ferida mais longínqua de tão perto
Onde as águas choram montes abaixo
E deixam cair os seus peixes
Saberás que a pele da Terra é devastada a cada instante
Por seres desumanos que se comem uns aos outros
Regados com molho de pólvora
Sentirás uma tristeza persistente a doer
No leito dos teus olhos
Perguntarás: Quantas agressões serão precisas
Para que o planeta se ajoelhe moribundo?
Reconhecerás que o mundo inteiro é um sepulcro
Cheio de homens espantados a cair como bichos
E dirás: Foda-se!
And so what?

