FRÁGIL
o lugar onde as plantas amamentam
a madrugada
o lugar onde um archote lê a planície
a sair do sono.
o princípio da luz respira por cima
dos girassóis
e o tempo senta-se no chão.
sigo a raiz de todas as pedras
que suportam o peso das manhãs
e suponho-me um simples ramo
capaz de acenar ao vento.
o amor gatinha na cabeça
o amor frágil belo e profundo
como o cheiro das árvores.
escuto um coro de búzios
que repete a melodia das nascentes.
amanhece
e sou.


