Seleção e tradução de Francisco Tavares
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Um Plano de Doutrinação para as Escolas dos EUA
Publicado por
em 15 de julho de 2026 (original aqui)
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Alan MacLeod comenta aqui sobre a máquina mediática financiada por bilionários e liderada por uma ex-espia israelita que tem como alvo as crianças estado-unidenses, com mensagens racistas, neoconservadoras, pró-guerra, pró-empresariais e pró-Israel.

A PragerU está a tentar dominar as escolas americanas. O grupo de direita, pseudoeducacional, agora é parceiro educacional oficial em pelo menos 10 estados e bombardeia crianças com mensagens altamente questionáveis sobre raça, história e política. Ainda mais preocupante, a PragerU é liderada pela ex-espia israelense Marissa Streit, que afirmou usar as táticas e técnicas aprimoradas pela inteligência militar das Forças de Defesa de Israel sobre o povo dos EUA.
A empresa de Streit está envolvida numa operação milionária que tem por alvo as crianças com mensagens neoconservadoras, pró-guerra, pró-negócios e pró-Israel, tentando doutriná-las na sua idade mais jovem e impressionável.
A MintPress analisa esse grupo cada vez mais poderoso, com ambições de reformular completamente o sistema educacional americano.
Provedor de ensino presente em 10 estados
Você provavelmente já viu um vídeo da PragerU. Estima-se que um em cada três estado-unidenses já tenha visto. Essa máquina mediática financiada por bilionários é uma força poderosa na direita dos EUA, fornecendo conteúdo conservador de alta qualidade que tenta impulsionar a política e a sociedade dos EUA para a direita.
Recentemente, porém, a PragerU voltou a sua atenção para as crianças e procura controlar o sistema educacional dos EUA. Desde 2023, firmou acordos com 10 estados — Alasca, Arizona, Flórida, Idaho, Louisiana, Montana, Oklahoma, Carolina do Sul, Texas e Utah — para se tornar uma fornecedora oficial de conteúdo educacional, disponibilizando livros, vídeos e outros materiais para as escolas em todos os Estados Unidos.
Entretanto, os estudantes de New Hampshire podem obter créditos concluindo cursos online da PragerU. E com a PragerU Español, a empresa planeia expandir-se também para a América Latina.
A Flórida foi pioneira neste fenómeno. Enquanto parte da sua Lei Stop WOKE — um projeto de lei que procurava erradicar a ideologia liberal da vida pública — o governador Ron DeSantis fez uma parceria com a organização, identificando-a como uma que “se alinhava com os padrões revistos de civismo e governo do estado”. A PragerU agora fornece mensagens ultraconservadoras sobre “valores americanos” para uso do ensino básico e médio.
O currículo da Flórida, implementado após a revogação da lei Stop WOKE, agora exige que os professores do ensino básico instruam os alunos sobre os benefícios da escravidão para os afro-americanos, nomeadamente o facto de que “os escravos desenvolveram habilidades que, em alguns casos, poderiam ser aplicadas em seu benefício pessoal”.
Também reescreveu o Massacre de Ocoee de 1920 — um massacre organizado em que uma multidão branca matou dezenas de moradores negros e promoveu a limpeza étnica permanente nessa cidade da Flórida, expulsando sua população negra — como um “ato de violência perpetrado contra e por afro-americanos”.

Entretanto, os estudantes universitários da Southeastern University em Lakeland, Flórida, podem obter créditos extras cursando uma disciplina de história da PragerU. Isso apesar de a PragerU não ser uma instituição de ensino credenciada, muito menos uma universidade.
Oklahoma, no entanto, foi ainda mais longe. No ano passado, o então superintendente de educação do estado, Ryan Walters, lançou um controverso teste de avaliação de professores , desenvolvido pela PragerU, para avaliar a ideologia dos docentes e filtrar candidatos considerados insuficientemente conservadores. O plano chegou a reter certificados de ensino de educadores provenientes daquilo que Walters descreveu como “estados progressistas”. Walters deixou o cargo para liderar a Teacher Freedom Alliance, um grupo de pressão conservador que se opõe aos sindicatos de professores.
Assistência médica gratuita é escravidão, mas a escravidão propriamente dita não tem problema nenhum.
O conteúdo da PragerU exibido para as crianças estudantes dos EUA contém diversos pontos de vista altamente controversos apresentados como senso comum. A maioria das “aulas” é apresentada em formato de desenho animado, incluindo uma sobre a fundação dos Estados Unidos com um Cristóvão Colombo animado afirmando que a escravidão “não era grande coisa”. “A escravidão é tão antiga quanto o tempo e aconteceu em todos os cantos do mundo”, disse ele; “Ser feito escravo é melhor do que ser morto, não é? Não vejo problema nenhum.” Justificando ainda mais a escravização e o genocídio em dois continentes, Colombo diz aos espectadores que “o lugar que descobri era bonito, mas não era exatamente um paraíso da civilização, e os povos nativos estavam longe de ser pacíficos”.
Outra vídeo de aula distorce grosseiramente as opiniões do abolicionista Frederick Douglass, com uma animação de Douglass justificando a escravidão na América, afirmando que “os pais fundadores fizeram um compromisso [apoiando a escravidão] para alcançar algo grandioso: a criação dos Estados Unidos”.
Os vídeos da PragerU Kids também abordam questões mais contemporâneas. Um vídeo, intitulado “Los Angeles: Mateo apoia os Republicanos”, trata do assassinato de George Floyd, a quem o narrador descreve como um “homem negro que resistiu à prisão”. O vídeo afirma que “protestos violentos” e “saques” foram desencadeados por “falsas alegações” de policiamento racista espalhadas por “ativistas” não identificados. Mateo, uma criança de Los Angeles, fica horrorizado com os manifestantes que “ameaçam a polícia”, ou, como o vídeo os chama, “protetores”, e decide solidarizar-se firmemente com o movimento Blue Lives Matter [n.t. contramovimento nos Estados Unidos que defende que aqueles que são condenados por matar policiais devem ser condenados sob estatutos de crime de ódio].

Outro recurso educacional aprovado para uso nas escolas é uma palestra intitulada “O fascismo é de direita ou de esquerda?”, do controverso teórico da conspiração Dinesh D’Souza, na qual ele insiste que “o fascismo tem uma profunda afinidade com a ideologia da esquerda atual”. Em 2014, D’Souza declarou-se culpado por violar as leis federais de financiamento de campanhas eleitorais.
Como era de se esperar de um movimento conservador financiado por bilionários da extração hidráulica, a PragerU também instrui as crianças a rejeitarem o consenso esmagador sobre as mudanças climáticas. No entanto, a organização leva isso a níveis absurdos, comparando a suposta opressão dos céticos climáticos à vida no Gueto de Varsóvia, onde mais de 300.000 judeus foram mortos pelos nazis.
Em “Polónia: A Crise Energética de Ania”, a personagem principal é bombardeada na escola com propaganda sobre o impacto desastroso das mudanças climáticas causadas pelo homem, até que os seus pais conservadores lhe abrem os olhos. Ania é ostracizada pelas outras crianças simplesmente por expressar as suas preocupações. Felizmente, o seu avô Jakub dá-lhe forças para continuar, contando-lhe sobre a Revolta de Varsóvia. “Por meio das histórias de sua família, Ania percebe que lutar contra a opressão é arriscado e que sempre exige coragem”, é o que os espectadores são informados.
Sobre a Índia, as crianças estado-unidenses são informadas de que o país se beneficiou enormemente do imperialismo britânico, que “espalhou a influência do cristianismo e dos valores ocidentais pela Índia”, “desencorajou ou até mesmo proibiu tradições prejudiciais” e “concedeu” a independência à Índia em 1947. “A influência ocidental ajudou a transformar o país de muitas maneiras positivas, mas alguns costumes antigos são mais difíceis de mudar do que outros”, conclui o vídeo, atribuindo os problemas da Índia inteiramente à sua cultura atrasada, em vez de séculos de domínio e opressão diretos.
Outro vídeo critica duramente o sistema de saúde gratuito do Canadá e destaca os supostos perigos da medicina socializada, enquanto elogia o sistema privatizado com fins lucrativos dos EUA, apesar de ser, de longe, o mais caro, comparativamente, e apresentar os piores resultados entre os países desenvolvidos, segundo estudos internacionais.
A PragerU também visa Cuba, China, Venezuela e Coreia do Norte, publicando vídeos que demonizam esses países como regimes autoritários monstruosos que precisam da intervenção dos EUA.
Canal favorito de Netanyahu

Nenhuma nação, porém, preocupa tanto a PragerU quanto Israel. A organização dedicou uma enorme quantidade de tempo e recursos à defesa e promoção do país. A sua série de palestras “Israel em Guerra” denuncia a “mentira” de que Israel está a ocupar os seus vizinhos e inclui um link para assinar uma petição “para condenar o Hamas e apoiar Israel”.
Um plano de aula elaborado para crianças pequenas ensina aos professores como construir uma réplica do Domo de Ferro usando caixas de suco e canudos, com o objetivo de educar crianças estado-unidenses sobre como Israel se defende do terrorismo palestino, intercalando mensagens como Israel e os EUA são melhores amigos que “compartilham valores ligados a Deus”.

Outro vídeo, que explica para crianças mais velhas a crise atual na região, afirma que “Assim como os Estados Unidos, Israel é uma nação de imigrantes que se orgulha das liberdades concedidas a todos os cidadãos, independentemente da sua religião, etnia ou raça” e que “Israel é o único país do Médio Oriente que não oprime suas populações minoritárias”.
Isto será uma surpresa para a minoria árabe de Israel, que enfrenta discriminação sistemática e institucionalizada, nomeadamente restrições à propriedade de terras, empregos e educação, e para organizações de direitos humanos como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, que descrevem Israel como um estado de apartheid que comete genocídio contra muçulmanos e cristãos.
A PragerU, no entanto, apresenta Israel como vítima. Os israelitas, dizem eles ao seu público, crescem sob “ataques contínuos de organizações terroristas, cujo principal objetivo é destruir Israel”. “Em muitas ocasiões”, continua o texto, “Israel procurou a paz com os países vizinhos e com os palestinos locais”, mas sem sucesso.
A rede conta inclusive com o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que compartilhou o vídeo “Israel: O Exército Mais Moral do Mundo” com os seus seguidores. “Apoiamos Israel”, respondeu a PragerU.
PragerU: Administrada por uma espia israelita

Esse apoio incondicional não surpreende, considerando quem realmente dirige a empresa. Afinal, a CEO da PragerU, Marissa Streit, é uma espia israelita. No seu aniversário aos 18 anos, Streit ingressou na Unidade 8200, a agência de espionagem das Forças de Defesa de Israel. Em entrevistas, ela admitiu ter sido oficial da controversa unidade e afirmou usar as táticas e técnicas aprimoradas pela agência de espionagem israelita contra o povo americano. “Ao retornar aos Estados Unidos com os dons que Israel me deu durante o meu treino militar, senti-me compelida a empregá-los aqui na minha nação, os Estados Unidos”, explicou.
O papel exato que ela desempenhou como oficial da Unidade 8200 permanece um mistério. Streit afirmou sobre a sua experiência: “A nossa tarefa era analisar problemas que a comunidade de inteligência pudesse estar a ignorar”. Considerando que o seu período de serviço coincidiu com a Segunda Intifada Palestina, pode-se especular que reprimir a resistência interna à ocupação estivesse entre as suas atribuições.
Não se entra para a Unidade 8200 por acaso. O grupo é a agência de espionagem de elite de Israel, aceitando apenas o 1% dos melhores candidatos. Pais ricos gastam fortunas em aulas extras de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) para os seus filhos, na esperança de que sejam escolhidos para servir na unidade, sabendo que servir ali é uma via rápida para os escalões superiores da sociedade israelense.
A Unidade 8200 é responsável por operações de guerra cibernética e psicológicas em todo o mundo. O grupo criou uma enorme rede de vigilância direcionada a palestinos e usa os dados para gerar listas de alvos gigantescas, derivadas de inteligência artificial. É amplamente identificado como o grupo por trás do ataque com pagers no Líbano em 2024, que feriu milhares de civis.
Os agentes da Unidade 8200 também são responsáveis pela produção de grande parte do spyware mais invasivo do mundo, vendido a regimes autoritários em todo o planeta. Isso inclui o notório software Pegasus, usado para vigiar dezenas de milhares de políticos, jornalistas, defensores dos direitos humanos e líderes sindicais. O governo saudita, por exemplo, usou o Pegasus para rastrear o jornalista do Washington Post, Jamal Khashoggi, matando-o e esquartejando-o com uma serra óssea dentro da sua embaixada na Turquia“. Muito do que aprendi na inteligência militar israelita influenciou a minha maneira de pensar hoje. É um verdadeiro presente o que eles me deram”, disse Streit .
De lá, ela voltou para os EUA para trabalhar para o grupo de pressão pró-Israel, o Conselho Israelense-Americano. Ela vê Israel e os Estados Unidos como fundamentalmente ligados e ambos ameaçados pelos valores progressistas.
“Estamos a perder a América para os radicais que odeiam o Ocidente e tudo o que representamos… Devemos ensinar os nossos filhos a serem gratos por viverem na América”, disse ela , acrescentando:
“Os alunos devem aprender a valorizar a nossa herança judaico-cristã, que é o alicerce de nossa grande sociedade… Se proporcionarmos aos nossos filhos uma educação adequada, fundamentada na verdade, na justiça, na bondade e na liberdade, então posso garantir que eles crescerão amando tanto os Estados Unidos quanto Israel.”
Streit deixou claras as suas opiniões sobre o ataque de Israel à Palestina. Ela justificou os ataques contra civis em Gaza, alegando que eles “abrigam terroristas e reféns nas suas casas”, sugeriu que o Hamas planeia “matar todos os judeus, incluindo crianças pequenas” e afirmou que slogans como “Palestina Livre” são “sinónimos de ‘destruir o Ocidente'”.
Tornar os EUA estúpido novamente
Streit está na PragerU desde a sua fundação, em 2009. As suas opiniões sobre política e Israel/Palestina, no entanto, podem ser consideradas moderadas, em comparação com o fundador da empresa, Dennis Prager.
O apresentador de talk show de direita visitou Israel dezenas de vezes, nomeadamente liderando uma digressão sob o slogan “Apoie Israel” por todo o país, passando por Jerusalém Oriental ocupada e pelas Colinas de Golã. Ele classificou os palestinianos como “um dos grupos nacionais menos impressionantes moralmente do mundo” e afirmou que “mentir é uma arte palestiniana”. Prager, que fez campanha para que os brancos pudessem usar o termo racista “N-word” [niger], caiu na sua casa de banho em 2024 e ficou tetraplégico, paralisado do pescoço para baixo, e desde então tem-se mantido em segundo plano na organização.
O império que ele construiu foi financiado com milhões pelos bilionários da extração hidráulica, Dan e Farris Wilks, embora esta dupla tenha retirado o investimento posteriormente, após considerarem Prager insuficientemente homofóbica para o seu gosto. Nessa época, porém, a empresa já era financiada pela megadoadora israelita-americana Miriam Adelson e crescia cada vez mais. Em 2024, a sua receita chegou a cerca de 70 milhões de dólares, e a empresa podia contratar figuras de destaque do conservadorismo, como Ben Shapiro, Candace Owens, Tucker Carlson, Nigel Farage e Douglas Murray, para apresentar os seus vídeos.
O plano original era que a PragerU procurasse obter o credenciamento universitário (daí o nome). No entanto, essa ideia foi rapidamente abandonada. Mesmo assim, apesar de não possuir nenhuma credencial educacional, eles mantiveram o enganador nome.
Este tipo de relação insensível com a verdade tem sido uma constante na organização. Ela é frequentemente criticada por produzir conteúdo com pouco ou nenhum mérito intelectual. Diversas fontes catalogaram o que chamam de “mentiras descaradas” presentes nos vídeos da organização.
Oficialmente, a PragerU é uma organização apolítica. “Somos uma organização sem fins lucrativos 501(c)(3)”, disse o cofundador da empresa, Allen Estrin . “Não temos nenhum envolvimento político com ninguém. Isso seria contra o nosso estatuto.”
Poucos, no entanto, levariam isso ao pé da letra, especialmente porque a própria Streit postou um vídeo dela dançando com o presidente Trump na sua residência em Mar-a-Lago, com a legenda “Make Education Great Again! Obrigado Presidente Trump.”
A PragerU tem apoiado veementemente os ataques generalizados de Trump ao sistema educacional e aos sindicatos de professores, que eles consideram o principal obstáculo ao seu plano de “alterar o mercado da educação”. Trump também tentou cortar o financiamento da programação infantil da PBS [Public Braodcasting Service] – uma notícia excelente para a PragerU, já que a organização procura moldar as mentes jovens desde a infância, preenchendo o vácuo deixado pelo desmantelamento do sistema educacional americano promovido por Trump.
Rua Sésamo racista
A PragerU posiciona-se no cume entre a política externa neoconservadora, a política social reacionária interna e a defesa implacável de Israel. Mas a primazia dessas três posições está cada vez mais ameaçada nos Estados Unidos e a tornar-se progressivamente mais impopular.
Grandes maiorias de estado-unidenses apoiam um sistema de saúde universal, contra o qual a PragerU luta ativamente, assim como a gratuidade do ensino superior e a construção de moradias sociais em todo o país. Sessenta e dois por cento dos jovens estado-unidenses têm uma visão favorável do socialismo.
As sondagens mostram que o país desaprova esmagadoramente a agressão de Trump contra o Irão. E, após quase três anos de genocídio, a maré está a virar-se contra Israel. Um estudo do Pew Research Center, de abril, constatou que até mesmo 4 em cada 10 republicanos têm uma visão desfavorável do país. Esse número sobe para 57% entre os republicanos com menos de 50 anos. Figuras importantes dos media de direita, como Candace Owens e Nick Fuentes, são veementemente anti-Israel. Enquanto isso, líderes de opinião conservadores pró-Israel, como Ben Shapiro, da PragerU, viram a sua audiência cair em até 90%.
Para a PragerU, organização pró-guerra, pró-Israel e pró-bilionária, a situação é grave. Apesar de anos de relações públicas extremamente bem financiadas, eles não conseguiram conter a onda da opinião pública. A sua nova estratégia de visar crianças parece ser uma tentativa de incutir esses valores nos estado-unidenses quando eles são mais impressionáveis; de impedir a decadência antes que ela comece.
A PragerU apoia entusiasticamente o desmantelamento do sistema educacional americano promovido por Trump e está pronta para preencher essa lacuna. Nesse sentido, eles esperam fazer com a educação americana o que Israel fez com a Palestina. E com um ex-agente israelita no comando, estão numa posição perfeita para isso, bombardeando as mentes jovens com uma avalanche de propaganda reacionária, transformando-as em defensoras apaixonadas de um sistema que, fundamentalmente, não funciona para elas.
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Alan MacLeod é redator sénior do MintPress News. Após concluir o seu doutoramento em 2017, publicou dois livros: “Bad News From Venezuela: Twenty Years of Fake News and Misreporting” e “Propaganda in the Information Age: Still Manufacturing Consent”, além de diversos artigos acadêmicos. Ele também contribuiu para o FAIR.org, The Guardian, Salon, The Grayzone, Jacobin Magazine e Common Dreams.


