UM CAFÉ NA INTERNET – D. H. Lawrence nasceu em 11 de Setembro de 1885

 

 

David Herbert Lawrence foi um dos escritores ingleses mais conhecidos do século XX. Nasceu na cidade mineira de Eastwood, no Nottinghamshire, tendo sido o quarto filho de um mineiro e de uma professora. A difícil vivência familiar, profundamente marcada pelas diferenças sociais e educacionais entre o pai e a mãe, teve enorme influência na sua obra. A mãe, Lydia, encorajou fortemente o filho na sua carreira literária e artística, procurando que ele seguisse na vida um caminho diverso da classe trabalhadora a que o pai pertencia. Contudo, há que registar que D. H. Lawrence amava profundamente a sua terra de origem, e que os enredos das suas obras principais se desenrolam numa cidade que é, obviamente, inspirada em Eastwood.

 

D. H. Lawrence, para além de romances, escreveu novelas, contos, poesia (terá deixado publicados mais de 800), teatro, ensaios, e crítica literária. Os seus romances principais foram: The White Peacock (1910), Sons and Lovers (1913), Rainbow (1915), Women in Love (1920) e o mais famoso, Lady Chatterley’s Lover (1928). O realismo, a intensidade psicológica nas relações entre os personagens das suas obras, o efeito da industrialização no ambiente físico e social, são traços dominantes na sua obra.

 

Causou um grande choque no seu tempo o tratamento dado à vida afectiva e sexual dos seus personagens, nomeadamente na última, Lady Chatterley’s Lover (O Amante de Lady Chatterley). O enredo gira á volta de um casal aristocrático, em que o marido, vítima da guerra, fica incapacitado e preso a uma cadeira de rodas. A esposa vive com o marido numa quinta durante anos, e acaba por ter um envolvimento com o caseiro, que também tem problemas de cariz social e afectivo. Na altura, talvez até devido às diferenças sociais entre os personagens, o romance causou um grande escândalo.

 

D. H. Lawrence, leitor de Freud e de Nietzche, terá ficado chocado com a celeuma que a sua obra levantou. Ele próprio teve uma vida pessoal agitada, tendo vivido muitos anos em viagem, até que a sua saúde frágil o obrigou a fixar-se em Itália e, depois, no Sul de França, onde faleceu de tuberculose, em 2 de Março de 1930, ainda não tinha 45 anos. Pessoa pouco convencional, pacifista durante a I Guerra Mundial (casou com Frieda von Richtofen, senhora de origem alemã, que já tinha sido casada com um antigo professor de Lawrence), era contudo imbuído de fortes sentimentos religiosos, tendo-se manifestado sempre contra a emancipação das classes trabalhadoras, chegando a ser acusado, provavelmente sem razão, como estando perto do fascismo.

 

O conjunto da sua obra é extremamente notável, não apenas os romances. São de salientar os seus estudos sobre Thomas Hardy (1840 – 1928), a quem admirava profundamente, e sobre literatura norte-americana, tendo contribuído consideravelmente para o reconhecimento da obra de Herman Melville (1819 – 1891).

 

 

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