D. H. Lawrence, para além de romances, escreveu novelas, contos, poesia (terá deixado publicados mais de 800), teatro, ensaios, e crítica literária. Os seus romances principais foram: The White Peacock (1910), Sons and Lovers (1913), Rainbow (1915), Women in Love (1920) e o mais famoso, Lady Chatterley’s Lover (1928). O realismo, a intensidade psicológica nas relações entre os personagens das suas obras, o efeito da industrialização no ambiente físico e social, são traços dominantes na sua obra.
Causou um grande choque no seu tempo o tratamento dado à vida afectiva e sexual dos seus personagens, nomeadamente na última, Lady Chatterley’s Lover (O Amante de Lady Chatterley). O enredo gira á volta de um casal aristocrático, em que o marido, vítima da guerra, fica incapacitado e preso a uma cadeira de rodas. A esposa vive com o marido numa quinta durante anos, e acaba por ter um envolvimento com o caseiro, que também tem problemas de cariz social e afectivo. Na altura, talvez até devido às diferenças sociais entre os personagens, o romance causou um grande escândalo.
D. H. Lawrence, leitor de Freud e de Nietzche, terá ficado chocado com a celeuma que a sua obra levantou. Ele próprio teve uma vida pessoal agitada, tendo vivido muitos anos em viagem, até que a sua saúde frágil o obrigou a fixar-se em Itália e, depois, no Sul de França, onde faleceu de tuberculose, em 2 de Março de 1930, ainda não tinha 45 anos. Pessoa pouco convencional, pacifista durante a I Guerra Mundial (casou com Frieda von Richtofen, senhora de origem alemã, que já tinha sido casada com um antigo professor de Lawrence), era contudo imbuído de fortes sentimentos religiosos, tendo-se manifestado sempre contra a emancipação das classes trabalhadoras, chegando a ser acusado, provavelmente sem razão, como estando perto do fascismo.
O conjunto da sua obra é extremamente notável, não apenas os romances. São de salientar os seus estudos sobre Thomas Hardy (1840 – 1928), a quem admirava profundamente, e sobre literatura norte-americana, tendo contribuído consideravelmente para o reconhecimento da obra de Herman Melville (1819 – 1891).


