Os sacrifícios são para todos, diz Passos Coelho. Por Júlio Marques Mota

 

Caros Argonautas

 

Procurem por aí, procurem “em todas as esquinas da cidade” que  deve por aí andar um tipógrafo doido, a denegrir um ministro, Nuno Crato  e a equipa, equipa esta  que não roubou,  não senhora, os nossos estudantes de um prémio de 500 euros, por uma decisão com efeitos retroactivos.  É preciso poupar e num país onde é elevadíssima a taxa de abandono escolar, é preciso que a maioria seja ela igual, dentro e fora da escola, democraticamente ignorante. Esta é, parece, a nova ideologia em voga, e portanto a questão dos estímulos para a juventude é uma ofensa para quem precisa de reduzir custos.  

 

Procurem igualmente pela internet, pelo Cyber espaço porque uma conjugação  de caracteres impressos estão por aí a navegar e  a denegrir este executivo, verdadeiro paladino da austeridade, procurem-no, procurem um cartaz, um decreto-lei talvez, “Em letras enormes do tamanho” do que forem capazes de inventar.


“Há pesadas sanções para os que auxiliarem” o nosso tipógrafo a fugir, o detentor da cartaz , o detentor das palavras da blasfémia conjugada.


Homem e cartaz, “é  indispensável encontrá-los dominá-los (…) antes que seja tarde”, “Fechem as escolas Sobretudo protejam as crianças da contaminação” da calunia nesse cartaz contida.

 

E o cartaz é:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Ao contrário, prendam e condenem publicamente os autores destes dizeres pela Imprensa Nacional publicados. Condenem-nos politica e publicamente a viver com os rendimentos a que aos desempregados neste pais eles  concedem e  exactamente nas mesmas condições, democraticamente, portanto. Não se trata da invenção do amor, trata-se da reinvenção da revolta.

 

Júlio Marques Mota

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