D. Januário Torgal Ferreira sem papas na língua

«Governo Passos Coelho é Profundamente Corrupto» disse à TV24 D. Januário Torgal Ferreira, Bispo Forças Armadas.

 

Estamos plenamente de acordo.

6 Comments

  1. O cidadão Januário T. Ferreira tem direito à sua opinião e pode, nesses termos, dizer o que pensa.Como autoridade da Igreja Católica e servidor do Estado enquanto bispo das Forças Armadas, terá de ser mais concreto e não deixar, irresponsavelmente, acusações vagas pelo ar.Não ponho as barbas por este Governo mas daí até ser pior do que o anterior, tenho as minhas humildes dúvidas.Melhor seria que a frontalidade deste notável clérigo se voltasse para o interior da Igreja a que pertence, porque quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras aos vizinhos.

  2. Também não defenderei o governo anterior. Digamos apenas que, se em vez de nos ficar com os dois subsídios, tivesse lançado um imposto de 5 ou de 105 sobre um deles, lhe teria caído tudo em cima. As mentiras de Sócrates retiram-lhe espaço de manobra. Agora, relativamente a este governo, apoio e subscrevo as críticas de D. Januário Torgal Ferreira. As suas acusações são vagas? Pois são. Mas a prática política deste executivo dispensa provas – ela própria é uma prova. O bispo não falou em nome da Igreja Católica, nem em nome das Forças Armadas. Falou em seu nome e, como cidadão, tem direito a expender livremente as suas opiniões. Os telhados de vidro que inegavelmente existem na Igreja Católica, não são impedimento a que um bispo manifeste a sua opinião. Ou então a todas as iniquidades da Igreja de Roma, haverá que juntar a cumplicidade de todos os seus membros com todas as injustiças.

  3. Caro Carlos LouresComeço por lhe agradecer a sua resposta, que muito apreciei.A sua opinião é obviamente respeitável e, na generalidade, eu concordo com o que foi dito pelo Sr. Bispo. E até vou mais longe: acredito que o que nos governa é uma organização de contornos pouco definidos que, muito provavelmente, acabará no crime organizado.Mas voltemos ao Sr. Bispo. Se D. Januário não fosse bispo das Forças Armadas, muito provavelmente ninguém lhe dava tempo de antena. Pelo que não é um cidadão comum e a sua palavra tem um grande peso. Tem responsabilidades acrescidas.Vou dar-lhe um exemplo: o cidadão Aníbal C. V. Passos e Sousa (que não é membro do Governo nem desempenha qualquer cargo político) como tal pode pensar o que entender. Mas como é o General Comandante Chefe das Forças armadas, terá de se calar ou então pedir a demissão.

  4. Caro Fernando Vouga, nosso colaborador (através da série “Em Combate”, de José Brandão), compreendo a razão que tem quando diz que D. Januário Torgal Ribeiro, é entrevistado por ser Capelão-mor das Forças Armadas. Obviamente que sim. Mas lembro-lhe que outros bispos, e mesmo o Cardeal D. José Policarpo, cuja audiência provém do alto cargo eclesiástico que ocupa, nunca se coíbe de prestar declarações sobre temas que não são da esfera da Igreja (embora a Igreja entenda que tudo lhe diz respeito). A Conferência Episcopal Portuguesa, no final das suas reuniões emite pareceres sobre os mais variados temas da vida nacional. Não quero ter razão à outrance e não considere isto um golpe baixo, mas quando Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, escreveu a sua famosa carta a Salazar, deveria tê-lo feito, seguindo a sua lógica? Talvez que a única coisa que, a meu ver, se possa censurar a D. Januário Torgal Ribeiro, é a forma do seu discurso. Mas, meu caro Fernando Vouga, os aspectos formais cada vez me preocupam menos E esta gente que ocupou o Governo trepando pelo descontentamento do executivo anterior, não merece grandes apuros formais. Um abraço.

  5. Meus Caros AmigosVamos admitir que o bispo não deveria ter utilizado a palavra corrupção, mas poderia ter dito a mesma coisa de outra forma.Eu digo assim, utilizando apenas um exemplo, as entidades patronais, com o beneplácito da «troika» que verdadeiramente nos governa, anulam os contratos de empresa unilateralmente, que os representantes dos trabalhadores, agora sabemos, foram os únicos que assinaram honestamente tais contratos, com vantagens claras na diminuição dos rendimentos dos trabalhadores e com lucros directos para as entidades patronais, com a aprovação do Governo, lacaio da «troika», sendo a única entidade a quem competia, para além dos Tribunais que não funcionam a favor de quem trabalha, que poderia impedir tal crime e, isso, leva-me a perguntar: como apelidar os membros do Governo? Criminosos? Ladrões, tendo em consideração que tão ladrão é o que rouba como aquele que fica à porta a apoiar? Não será isto uma forma de corrupção, mesmo que alguns dos membros do Governo não venham a ser depois «gestores» daquelas entidades patronais?Falo apenas num exemplo e muitos poderíamos apresentar.A forma como esse inútil, e inútil por não ter trazido qualquer valor acrescentado para o país, como é obrigação de qualquer membro de um Governo, chamado Miguel Relvas, obteve o grau de licenciado não é corrupção?Não vale a pena trazer mais exemplos, tantos eles são para que a classificação de corruptos aos membros do Governo seja perfeitamente justificada. Poderemos dizer que no Governo, apesar de tudo, há pessoas sérias, mas se lá continuam passam a ser coniventes e, sendo coniventes, também poderão ser apelidados de corruptos, ou não?Então corrupto sou eu que trabalho desde os 16 anos de idade, que nunca beneficiei da exploração do trabalho dos outros, que tirei o meu curso na Universidade Clássica de Lisboa com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho, que desde que saí de casa dos meus pais, com 16 anos, nunca mais lhes pedi um tostão?É isto uma democracia? Deixem-me ao menos dizer: Força, Senhor Bispo, continue a usar a audiência que tem e eu não tenho, mesmo que eu tivesse preferido outra linguagem para dizer o mesmo.Porra, deixem-me ao menos bater palmas ao D. Januário, eu que não acredito em deuses mas que quero continuar a acreditar no homens honestos e que com os outro se preocupam!

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