A MÃO À PALMATÓRIA – por Magalhães dos Santos

Em tempo se declara que…

No meu “artigo” SÓ UMA TESTEMUNHA”, lamentava-me eu das más informações de que por vezes sou (somos) vítimas ao consultar(mos) a INTERNET – principalmente a WIKIPÉDIA.

Escandalizava-me com o facto de dizerem que o dativo e o ablativo do plural da palavra latina ANIMA, ANIMAE, poder ser ANIMIS (como eu aprendi por volta do século XV) mas também ANIMABUS.

Esta terminação -ABUS e -IBUS   pertence às 3ª, 4ª e 5ª declinações, e ANIMA é da 1ª.

O certo é que, por motivos que não recordo agora – nem isso interessa -, voltei a consultar a INTERNET noutra fonte e aí descobri que FILIA (filha) pode ter o ablativo e o dativo não só FILIIS mas também FILIABUS. Em que circunstâncias? Quando houver o risco de confusão com o dativo e o ablativo de FILIUS (filho). Porque esta palavra – da segunda declinação – “faz”, nos ditos casos, FILIIS. Haveria, por isso, risco de confusão, que se desfaz, quando necessário, usando as formas em –ABUS.

Ora, quer-me parecer, que com ANIMA, ANIMAE, também da primeira declinação, se passa o mesmo porque existe ANIMUS, ANIMI, cujos dativo e ablativo são ANIMIS.

E para evitar as confusões – sempre passíveis de acontecer – também ANIMA, ANIMAE terá as duas formas: ANIMIS e  ANIMABUS.

Estendi a mão à palmatória, dei o braço a torcer, confessei a minha precipitação.

Não me arrependo de ter desancado a WIKIPÉDIA pelas muitas “gralhas” e erros comprometedores a que dá guarida.

Mas neste caso errei.

Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa!

Com artigos deste teor é que a minha fama voará e a minha reputação de sábio enciclopédico se estabelecerá per saecula saeculorum..

Amen!

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