A DETERMINAÇÂO DA TAXA LIBOR – PARTE I. Por Satyajit Das – IV

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

SÉRIE BANCA – 11
(CONTINUAÇÃO)

Diferença de meio ponto base:

Diferença de 5 pontos base:

Como se ilustra da coluna 1 para a coluna 2 sobe a proposta do banco 5 que é assim excluída mas entra na determinação a taxa proposta pelo banco 3 que no primeiro caso era excluído. A taxa Libor sobe e não se pode dizer que há conluio. Na coluna 3 o banco 5 desce a sua proposta e entra a taxa proposta pelo banco 10 mais baixa que a do banco 5 anterior, a da coluna 1. A taxa Libor desce e mais uma vez sem conluio.

Se há uma grande diferença (salto) entre as taxas em torno do ponto de corte para a inclusão, o efeito sobre a LIBOR é exacerbado. O quadro seguinte pressupõe uma dispersão de 2 pontos base, respectivamente, mas em que é maior a diferença em torno dos pontos relevantes que no exemplo anterior.

 

Pequenas variações têm um impacto significativo em termos de dólar quando estamos perante enormes valores a serem afectados. Uma variação de um ponto base em mil milhões de dólares é equivalente a 100.000 por ano. Assumindo um total de 800 milhões de milhões como valor das transacções efectuadas, o montante potencial é de 80 mil milhões por ano, ou seja de 220 milhões por dia. Os danos reais seriam significativamente menores.

As taxas são estabelecidas para maturidades de 1 e de 3 meses. Onde reflectem diferenças entre, digamos, as taxas de um e três meses, os montantes envolvidos serão menores.

(continua)

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