GULOSA – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

Aprendeu depressa, gostava muito de sentir a minha vibração. Arfava, lambia-se toda, avidez.

Mais longe não fui, não quis desgraçá-la. Virgem chegou aos meus braços e dos meus braços virgem saiu.

Falhou o sétimo ou oitavo encontro. Gulosa como era, não havia explicação para ter faltado. Soube depois que ficara noiva de Horácio. O coitado, antes de casar já era corno. Ainda pensei alertá-lo, ter com ele uma conversa de homem para homem, mas desisti. Nestas histórias de mulheres a lealdade é facilmente confundida com dor de cotovelo ou calúnia… 

In A COR DOS HOMENS

Leave a Reply