Islândia, lembram-se?!! Já não é notícia, porque…
MUITO BOM! TEM DE SER LIDO E DIVULGADO!!!
O grupo de Bilderberg controla quase a totalidade dos governos ocidentais, através do controlo dos mídia e da alta finança.
Contudo, a Islândia resistiu e venceu!!!
E porque, com isso, se tornou um mau exemplo para os donos do mundo, deixou de ser notícia em todo o mundo!……………….
Veja-se como!? – no artigo abaixo.
Por Deena Stryker*
À medida que um país europeu atrás do outro atinge ou fica próximo de atingir a bancarrota, pondo em perigo o Euro e com repercussões para o mundo inteiro, a última coisa que os poderes em questão querem é que a Islândia se torne um exemplo. Eis a razão:
Cinco anos de um regime puramente neoliberal fizeram da Islândia (população de 320 mil habitantes, sem Exército) um dos mais ricos países do mundo.
Em 2003 todos os bancos do país foram privatizados e, num esforço para atrair o investimento estrangeiro, passaram a oferecer serviços on-line, cujos custos reduzidos lhes permitiram oferecer taxas internas de rendibilidade relativamente elevadas.
Estas contas, designadas “IceSave”, atraíram muitos pequenos investidores ingleses e holandeses. Mas, à medida que os investimentos cresciam, também a dívida externa dos bancos aumentava.
Em 2003, a dívida islandesa equivalia a 200 vezes o seu PIB e, em 2007, era de 900%.
A crise financeira de 2008 foi o golpe de misericórdia.
Os três principais bancos islandeses, o Landbanki, o Kapthing e o Glitnir caíram e foram nacionalizados, enquanto o Kroner perdeu 85% do seu valor em relação ao Euro.
No final do ano, a Islândia declarou a bancarrota.
Ao contrário do que se poderia esperar, da crise resultou que os islandeses recuperaram os seus direitos soberanos, através de um processo de democracia participativa directa, que acabou por conduzir a uma nova Constituição.
Mas só depois de muito sofrimento.
Os protestos e as revoltas continuaram, acabando por forçar o governo a demitir-se.
As eleições foram antecipadas para Abril de 2009, resultando numa coligação de esquerda, que condenou o sistema económico neoliberal, mas logo cedeu às exigências daquele, de acordo com as quais a Islândia deveria pagar um total de três milhões e meio de Euros.
Isto exigia que cada cidadão islandês pagasse 100 euros por mês (cerca de US $ 130) por quinze anos, a juros de 5,5%, para pagar uma dívida contraída por particulares perante particulares.
Foi a gota de água que fez transbordar o copo.
O que aconteceu depois foi extraordinário.
Alguns leitores lembrar-se-ão de que a crise agrícola da Islândia do século 9 foi tratada no livro de Jared Diamond que tem esse nome.
Hoje, esse país está a recuperar do colapso financeiro de forma exactamente oposta àquela geralmente considerada inevitável, como foi confirmado ontem pela nova presidente do FMI, Christine Lagarde, a Fareed Zakaria.
Foi dito ao povo da Grécia que a privatização de seu sector público é a única solução.
Os povos da Itália, da Espanha e de Portugal enfrentam a mesma ameaça.
Estes povos devem olhar para a Islândia. Recusando curvar-se perante os interesses estrangeiros, este pequeno país afirmou, alto e a bom som, que o povo é soberano.
É por isso que já não aparece nas notícias.

acho que o povo Islandês é um grande povo ninguem devia de ter que suncumbir ao poder económico.