RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

PANACEIA OU DESASTRE? O DEBATE SOBRE O SALÁRIO MÍNIMO. Por Júlio Marques Mota

Um trabalho que contou com a colaboração do economista  Achim Truger, a quem publicamente agradecemos.

Parte II

(conclusão)

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Mais e mais pessoas são incapazes de viver do seu trabalho

Mesmo se não houver salário mínimo oficial, há um de facto, dizem os opositores da campanha: o “Hartz IV” o subsídio do Estado Providência. Actualmente, um adulto recebe 351 euros por mês mais os extras que ele ou ela necessita – “para não fazer nada” argumentam. Ninguém estaria disposto a vender o seu trabalho abaixo desse preço. No entanto, cerca de 1,3 milhões de pessoas estão a fazer exactamente isso: o “trabalhador pobre”, que precisam de trabalhar para ter direito a uma assistência suplementar do Estado Providência para sobreviver. Desta forma, diz o DGB, o contribuinte está a subsidiar o “dumping salarial” das empresas. Não há dados sobre o número de trabalhadores de baixos salários e por conta de outrem que procurem assim aumentar o pouco dinheiro que eles ganham, através de trabalhos extra ou do trabalho ilegal.

Actualmente, cerca de 400.000 pessoas estão com menos de 4,50 euros por hora, diz Ulrich Walwei do Institute of Employment Research (IAB) ligado à Agência Federal de Emprego. Ele defende um salário mínimo levemente menor que 5 euros: “. Isto permitiria a um adulto singularmente poder sobreviver e reduziria a carga sobre o sector público” No entanto, ele sublinha o quanto é importante definir o limite inferior a um nível bem baixo de modo a que isso não diminua as oportunidades para aqueles com menos oportunidades no mercado de trabalho. “O número crescente de pessoas no trabalho a receberem subsídios complementares pode ser visto de uma outra forma”, diz o especialista em mercados de trabalho: significa que mais e mais pessoas são incapazes de subsistir com o que ganham – ou ainda: mais e mais pessoas estão a conseguir satisfazer uma parte das suas próprias necessidades. O trabalho, mesmo mal pago, torna as pessoas mais felizes e mais saudáveis do que a dependência do apoio estatal, é a mensagem dos estudos do IAB.

Empregos em perigo

No caso do sector da construção, que introduziu o salário mínimo há 11 anos, os investigadores não foram capazes de detectar qualquer impacto significativo sobre o desemprego. No entanto, o salário mínimo só pode ser aplicado através de um rigoroso controlo e de multas rígidas. Em termos globais na economia alemã, as regras do governo sobre os salários mínimos tornaria entre 160.000 e 620.000 postos de trabalho completamente inviáveis, calcula o Cologne Institute for Business Research (IW). E o maior risco seriam os postos de trabalho das mesmas pessoas que têm sempre pouca chance no mercado de trabalho, ou seja, os trabalhadores pouco qualificados, os aprendizes e os desempregados de longa duração assim como os migrantes. Werner Eichhorst do Institute for the Study of Labour (IZA) considera que a aplicação de um salário mínimo iria destruir empregos sobretudo em pequenas empresas e nas indústrias de serviços intensivas na utilização de mão-de-obra. Quanto maior ele for, mais postos de trabalho estarão em risco. “Em face de uma economia a abrandar, e adicionalmente com a crise de crédito, a Alemanha não precisa de novos obstáculos no mercado de trabalho”, avisa Dieter Hundt, presidente das associações patronais, contra a introdução de salários mínimos. Mas quando, se não for agora, argumenta o executivo Claus Matecki da DGB: o aumento do rendimento iria aumentar a procura interna e iria compensar o enfraquecimento na frente das exportações. Afinal de contas, aos trabalhadores de baixos salários gastam tudo o que ganha em bens de consumo.

As mulheres beneficiarão

Segundo as análises e os dados de IW, apenas algumas pessoas em tempo integral emprego ganham menos de 7,50 euros à hora – principalmente na Alemanha Oriental. Os assalariados de baixos rendimentos encontram-se em empregos a tempo parcial ou “minijobs” – e eles são na sua maioria mulheres. Em 2006, de acordo com o Institute for Work, Skills and Training (IAQ) da Universidade de Duisburg-Essen, quase 70 por cento dos trabalhadores de baixos salários eram mulheres. Estes investigadores verificaram que é muito mais difícil para as mulheres do que para os homens saírem de um trabalho mal remunerado para um outro com melhor remuneração. Mesmo se está a ganhar um subsídio adicional: não é possível para essas pessoas ganharem o suficiente para sobreviverem ou para as suas pensões. O princípio de “salário igual para trabalho igual” está a ser minado. Claudia Weinkopf, chefe da investigação a IAQ, considera que : ” as mulheres iriam recolher em médios benefícios superiores com a introdução de um salário mínimo.”

Matilda Jordanova-Duda is a freelance journalist.
Translation:Andrew Sims ;Copyright: Goethe-Institut e. V.December 2008

Tradução de um excerto de (Truger): Thorsten Kalina und Claudia Weinkopf

Niedriglohnbeschäftigung 2010: Fast jede/r Vierte arbeitet für Niedriglohn

• In 2010 23,1% of employed persons worked for a low wage below 9.15 €

Including pupils, students and pensionists about 7.9 Million employees received a low wage

The increase in the number of low wage workers from 1995 until 2010 occured almost entirely in West Germany

The average low wage in 2010 was 6,68 € in West-Germany and 6,52 € per Hour in East Germany and therefore substantially below the low wage threshold.

4.1 Million employees (12%) earn less than 7 € per hour (gross wage) and 1.4 Million even below 5 €. East Germans, Women and employees in ‘mini-jobs’ are most likely to receive low wages.

Introducing a statuatory minimum wage of 8.50 € about every fifth employee would see a wage increase. hung (more than 25% of female employees and slightly less than 15% of males).

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