EM VIAGEM PELA TURQUIA – 50 – por António Gomes Marques

(Continuação)

O seu interior está enriquecido com os já aqui muito falados azulejos azuis de İznik e com magníficos vitrais, cuja cor não destoa da dos azulejos. O “minbar” é esculpido em mármore branco.

Mesquita Azul. Em  baixo:   Azulejos de İznik

 Para aceder ao interior da Mesquita, rodeamos o edifício principal, entrando por uma porta lateral, não sem antes tirar os sapatos. Para as mulheres as exigências são outras, nomeadamente cobrir os cabelos com um lenço. Evidentemente, não são permitidas bermudas ou camisas sem mangas, assim como minissaias. As cúpulas são também de grande beleza, mas os vitrais, magníficos, não são já os originais.   in http://diarioradical.blog.br/wp

                                                                                                                                      

. As cúpulas são em cascata e de diferentes tamanhos, como pode verificar-se na fotografia atrás reproduzida e que também mostra o pátio e a fonte das abluções. Da parte de fora da Mesquita, há várias torneiras de água para que os muçulmanos possam purificar-se lavando os pés.

 O pátio, que tem a mesma área do edifício principal da Mesquita, tem cinco portas. Entrados no pátio, vemos 26 colunas e as cúpulas, assim como a já falada fonte das abluções

 Visitada a Mesquita de Ahmet, dirigimo-nos para a Basílica de Santa Sofia ou a Igreja da Santa Sabedoria.

 Basílica de Santa Sofia, hoje Museu por decisão de Atatürk

 Recordamos a visita de 1989, quando a Basílica se encontrava com obras de restauração, tendo bem presente uma enorme estrutura de madeira, que possibilitava o acesso dos restauradores que trabalhavam no seu interior às paredes e aos tectos da Basílica.

 No século XV foi convertida numa mesquita, altura em que os sinos, o altar, a iconóstase em prata de 15 metros de altura e os vasos sagrados foram retirados da Basílica. Os mosaicos foram tapados por emplastro. Para completar a transformação da Basílica em mesquita, os quatro minaretes, os túmulos e as fontes foram construídos, assim como o “mihrab” e o “minbar”.

 A cúpula, com a beleza que a imagem mostra, para além da sua altura, não foi ainda igualada, sendo a maior igreja até que a Catedral de Sevilha completou a sua construção em 1520.

 Cúpula da Basílica de Santa Sofia

 (Continua)

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